Vice-prefeita é acusada de desviar R$ 41 mil para ritual contra esposa de suposto amante
20 junho 2026 às 10h12

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A vice-prefeita de Ribeira (SP), Juliana Maria Teixeira da Costa, é acusada de ter desviado R$ 41,2 mil dos cofres públicos para pagar uma mãe de santo com o objetivo de adoecer a esposa de um suposto amante.
O caso integra uma denúncia mais ampla apresentada pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP), que aponta a existência de uma associação criminosa responsável por fraudar licitações na área da saúde do município. Segundo a investigação, o grupo teria atuado entre 2021 e 2024. A Justiça já determinou a suspensão dos contratos firmados por meio dos pregões sob suspeita de irregularidades.
O suposto amante de Juliana, identificado como o ex-coordenador municipal de Saúde Lauro Olegário da Silva Filho, também foi denunciado pelo MP-SP. A denúncia ainda alcança o empresário Willian Felipe da Silva, proprietário da empresa que teria recebido os recursos públicos.
A mãe de santo identificada como mentora Samantha afirmou publicamente ao G1 que desconhecia a origem ilícita dos valores investigados e disse que apenas prestava serviços espirituais. “Até o momento, eu não sabia de onde vinha o valor. Eu só estava exercendo o meu trabalho”, declarou.
Moradora de Fortaleza (CE), Samantha relatou que conheceu Juliana pelas redes sociais em meados de 2024. Segundo ela, a vice-prefeita contratou um serviço espiritual denominado “casamento espiritual definitivo”, cujo custo total seria de R$ 380 mil.
“Ela queria a dominação amorosa, afastamento de rival e adoecer a esposa do amante [Lauro] dela”, afirmou a mentora.
De acordo com Samantha, o valor elevado do ritual estaria relacionado à importação de materiais vindos da África e adquiridos por meio de um fornecedor de Salvador (BA). Apesar do orçamento apresentado, ela afirma ter recebido apenas R$ 41,2 mil após conversas realizadas por videochamada com a então cliente.
O Jornal Opção não conseguiu localizar a defesa dela. O espaço segue aberto.
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