Cuba aprova ampla reforma econômica e amplia espaço para iniciativa privada e investimento estrangeiro
20 junho 2026 às 09h16

COMPARTILHAR
O Parlamento de Cuba aprovou um pacote de reformas econômicas que representa uma das maiores flexibilizações do modelo estatal adotado pelo país desde a Revolução Cubana. As medidas ampliam a participação da iniciativa privada e de investidores estrangeiros em diversos setores da economia.
Entre as principais mudanças aprovadas estão a abertura para investimentos privados e internacionais nas áreas de turismo, agricultura, mercado imobiliário, sistema bancário e câmbio. O pacote também prevê a autorização para que bancos estrangeiros se estabeleçam no país.
Outra novidade é a possibilidade de abertura do capital de empresas estatais para investidores, além da venda de propriedades, inclusive para cubanos residentes no exterior. As reformas ainda permitem que empreendedores possuam mais de uma empresa e empreguem mais de 100 funcionários, limites que anteriormente eram proibidos pela legislação.
O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel afirmou que as mudanças não representam uma alteração do sistema político ou econômico fundamental do país. Segundo ele, o objetivo continua sendo “dar continuidade ao processo de construção socialista”.
As medidas marcam uma mudança significativa em relação às políticas implementadas na década de 1960, quando o governo liderado por Fidel Castro nacionalizou empresas privadas nacionais e estrangeiras, além de diversos pequenos negócios familiares.
A aprovação ocorre em meio de dificuldades econômicas enfrentadas pela ilha, agravadas por problemas de abastecimento, restrições energéticas e tensões nas relações com os Estados Unidos. O governo cubano busca, com a reforma, estimular investimentos e ampliar a atividade econômica sem abandonar oficialmente seu modelo socialista.
Leia também



