Sete em cada dez eleitores afirmam que não vão mudar mais de candidato até as eleições
13 julho 2026 às 10h24

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A pesquisa Nexus/BTG divulgada nesta segunda-feira, 13, mostra que 70% do eleitorado afirma não pretender mudar mais o voto para presidente. Outros 29% dizem que ainda podem alterar a escolha, enquanto 1% não respondeu. Em comparação com o levantamento anterior, realizado em 29 de junho, houve uma leve queda nesse índice de convicção: na ocasião, 74% afirmavam que não mudariam de candidato.
Entre os presidenciáveis, Lula é quem reúne o eleitorado mais fiel. Segundo a pesquisa, 80% de seus apoiadores afirmam que não pretendem trocar de voto, enquanto 18% ainda consideram essa possibilidade. Na sequência aparece Flávio Bolsonaro, com 74% de eleitores decididos e 25% que admitem mudar de candidato.
O cruzamento entre a intenção de voto estimulada para o primeiro turno e o grau de certeza na decisão mostra uma pequena oscilação em relação à pesquisa anterior. Em 29 de junho, 83% dos eleitores de Lula afirmavam que o voto era definitivo, percentual que agora caiu para 80%. Entre os apoiadores de Flávio Bolsonaro, o índice passou de 76% para 74%. As variações, no entanto, estão dentro da margem de erro.

Na comparação com a primeira pesquisa da série, realizada em 30 de março, Lula foi quem apresentou maior avanço na fidelidade do eleitorado. Naquele momento, tanto ele quanto Flávio Bolsonaro registravam 74% de eleitores convictos. Desde então, Lula avançou seis pontos percentuais, enquanto Flávio manteve o mesmo patamar.
Quando o recorte considera o posicionamento político dos entrevistados, os eleitores identificados com o lulismo demonstram maior fidelidade: 87% afirmam que não pretendem mudar de candidato, contra 77% entre os bolsonaristas. Já entre os não polarizados, o cenário é dividido: 49% dizem que ainda podem mudar de voto, enquanto os demais afirmam que manterão a escolha.
Entre os entrevistados que se declaram simultaneamente anti-Lula e anti-Bolsonaro, 70% afirmam que não pretendem mudar de candidato, enquanto 25% ainda admitem rever a decisão. Confira o gráfico.




