A retirada da assinatura do deputado federal Adriano do Baldy (PP-GO) da Emenda nº 1 à PEC 221/2019 altera o cenário entre os parlamentares goianos envolvidos no debate sobre o fim da escala de trabalho 6×1. Após a repercussão negativa da proposta nas redes sociais e a pressão de trabalhadores e sindicatos, o parlamentar divulgou uma nota pública afirmando que não apoia mais o texto que previa o adiamento da mudança trabalhista para 2036.

Em publicação nas redes sociais, Adriano do Baldy afirmou que decidiu retirar a assinatura diante do atual cenário político e social envolvendo a discussão. Segundo o deputado, a proposta inicialmente fazia parte de uma construção voltada ao “aperfeiçoamento do debate” e buscava garantir uma transição considerada mais segura para trabalhadores e empresas.

“Entendo que este é o momento de avançar com firmeza e responsabilidade, dando a devida celeridade à tramitação, para que os benefícios dessa mudança cheguem o quanto antes a quem realmente importa: o trabalhador brasileiro”, declarou o parlamentar.

Com o recuo, Adriano do Baldy passa a integrar o grupo de deputados goianos que retiraram apoio à emenda apresentada pelo deputado Sérgio Turra (PP-RS). Antes dele, José Nelto (União Brasil), Dr. Zacharias Calil (MDB), Daniel Agrobom (PSD) e e Célio Silveira (MDB) também haviam anunciado a retirada das assinaturas após a repercussão negativa do tema.

A emenda em discussão dentro da PEC 221/2019 propunha uma transição de dez anos para o fim da escala 6×1, além da possibilidade de ampliação da carga horária semanal para até 52 horas. O texto provocou forte reação nas redes sociais e ampliou a pressão sobre parlamentares que apoiaram a medida.

Apesar dos recuos, alguns deputados federais de Goiás ainda seguem associados à proposta, entre eles Gustavo Gayer (PL), Magda Mofatto (PL), Dr. Ismael Alexandrino (PSD), Marussa Boldrin (Republicanos), Glaustin da Fokus (Podemos).

Enquanto isso, parlamentares alinhados à redução da jornada seguem defendendo o avanço da PEC no Congresso Nacional. Em Goiás, Adriana Accorsi e Rubens Otoni, ambos do PT, permanecem entre os defensores da proposta de mudança na escala de trabalho.

A expectativa em Brasília é que o relatório da comissão especial sobre o tema seja apresentado nos próximos dias pelo deputado federal Léo Prates (Republicanos-BA). Para que a PEC avance oficialmente na Câmara dos Deputados, ainda são necessárias 171 assinaturas.

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