“Jogo do Galo”, celular colombiano e reuniões secretas. Relatório da PF descreve dia a dia de Vorcaro e aliados
17 junho 2026 às 09h19

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Um relatório da Polícia Federal divulgado nesta terça-feira, 16, descreve as estratégias de aliados de Daniel Vorcaro para despistar as investigações policiais. A rotina do grupo formado pelo Felipe Mourão, o Sicário; Marilson Roseno e Sebatião Monteiro, policiais federais aposentados; David Henrique Alves, hacker e Henrique Vorcaro, pai de Daniel; incluía reuniões secretas, apagamento constante de mensagens, carros de luxo e jogos do Atlético Mineiro.
Havia dois grupos principais integrantes da fação criminosa, “A Turma”, formada por policiais e “Os Meninos”, composta por hackers e especialistas de tecnologia. Marilson era o líder da “Turma” e coordenava atos de coação, roubo de dados sigilosos e contava apoio de outros policiais aposentados. O grupo dos “Meninos” era coordenado por David Henrique que orquestrava invasões cibernáticas e derrubada de contas de rivais.
Reunião secreta e jogo do Atlético Mineiro
No dia 1º de março de 2026, Marilson Roseno convidou Sebastião para assistir um jogo do Atlético Mineiro. Em mesagem ele disse “Em frente minha casa, todo Jogo do Galo sai dois ônibus de excursão que levam torcedores para ver jogo e no final trazem de volta, evitando estacionamento, trânsito etc…”.
Marilson não aceitou o convite, disse que queria levar sua filha, mas que havia mudado de ideia. Veja a conversa na íntegra:
Então, Sebastião foi convidado para ir até o prédio de Marilson para terem uma conversa sigilosa entes do início do jogo de futebol. As câmeras de segurança gravaram os dois, às 17h06, se encontrando área de lazer e seguindo até o pilotis do prédio, onde conversaram por 1h10.
No dia seguinte, uma Range Rover foia té o mesmo prédio e, conforme divulgado pela Polícia Federal, Marilson e o Sicário ficaram dentro do carro por mais 1h20. A investigação também descobriu que outra Range Rover foi parada pela Polícia Rodviária Federal e, no carro, estavam David Henrique e uma mulher portando diversos aparelho eletrônicos.
Outra estratégia era o uso de celulares estrangeiros para criar mais um obstáculo nas interceptações policais, o pai de Daniel Vorcaro, Henrique Vorcaro, utilizava um aparelho registrado na Colômbia. Sebastião Monteiro, usava um dos Esatdos Unidos para falar com Marilson e esse, por sua vez, também utilizava outro aparelho registrado internacionalmente para se comunicar com outros integrantes da facção.
Todas as conversas eram constantemente apagadas sob orientação das lideranças, uma mensagem de Daniel Vorcaro para Sebastião dizia “Vou mandar o áudio da conversa. Mas preciso que você apague e não mande pra ninguém”. A PF também descobriu que Marilson deletou de porpósito conversas anteriores com Henrique Vorcaro, restando apenas o que foi falado após fevereiro de 2026.
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