Construtora de Goiânia é investigada por suposto esquema de atrasos em obras; PC bloqueia R$ 1,5 milhão
16 junho 2026 às 17h09

COMPARTILHAR
A Polícia Civil de Goiás (PCGO) cumpriu nesta terça-feira, 16, mandados de busca e apreensão contra uma construtora de Goiânia investigada por supostos crimes contra consumidores relacionados à execução de obras contratadas. A operação também resultou no bloqueio judicial de R$ 1,5 milhão em bens e valores dos investigados.
A ação faz parte da Operação Opus Malus, conduzida pela Delegacia Estadual de Repressão a Crimes contra o Consumidor (Decon). Foram cumpridos três mandados de busca e apreensão na sede da Diretriz Construtora, localizada na Avenida Deputado Jamel Cecílio, no Jardim Goiás.
De acordo com a investigação, a empresa teria informado prazos de entrega que não pretendia cumprir, induzindo clientes a erro sobre a execução das obras. Segundo a Polícia Civil, os atrasos seriam utilizados para prolongar contratos e gerar vantagens financeiras para a construtora.
Os investigadores apuram se os retardamentos na execução dos serviços eram deliberados e contavam com a participação dos sócios-diretores Mário Ferreira Pires Neto e Lorena Correa Chaves Ferreira. Até o momento, a polícia identificou três supostas vítimas, com prejuízos estimados em R$ 240 mil, R$ 510 mil e R$ 700 mil. A Polícia Civil informou que as investigações continuam com a coleta de depoimentos e a análise dos materiais apreendidos durante a operação.
A divulgação do nome da empresa e dos sócios foi autorizada pela autoridade policial para possibilitar a identificação de outras possíveis vítimas e auxiliar no avanço das apurações. Procurada pelo Jornal Opção, a Diretriz Construtora informou que não irá se manifestar sobre o caso neste momento.
Leia também:
















