O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu desculpas ao presidente da Argentina, Alberto Fernández, nesta segunda-feira, 23, pelo que chamou de “grosserias” do seu antecessor, o ex-presidente Jair Bolsonaro. O petista faz a primeira viagem oficial do terceiro mandato ao país vizinho e discute a criação de moeda comum para a região.     

“Estou pedindo desculpas para o povo argentino por todas as grosserias do último presidente brasileiro [Jair Bolsonaro] – que eu trato como genocida por conta da falta de cuidado na pandemia – e por todas as ofensas que ele fez contra Fernández”, afirmou.

No discurso, Lula emendou que Bolsonaro (PL) não respeitou em nenhum momento a Constituição Federal. Segundo ele, um dos casos mais graves foi ter se metido diretamente nas Forças Armadas. Recentemente, o presidente fez nova alteração no comando do Exército, após os ataques antidemocráticos às sedes dos Três Poderes da República: Congresso Nacional, Palácio do Planalto e Supremo Tribunal Federal (STF).

Lula demitiu o general Júlio César Arruda e nomeou no lugar o comandante militar do Sudeste, Tomás Miguel Ribeiro Paiva, 62 anos, para o posto. A decisão foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU), na noite de sábado, 21.

Na Argentina, o presidente brasileiro tentou mostrar normalidade no país. “O que aconteceu é que Bolsonaro não respeitou a Constituição e não respeitou as Forças Armadas. E tenho certeza que vamos colocar as coisas no lugar. O Brasil vai voltar à normalidade”, salientou. “As Forças Armadas não existem para servir a um político e sim para proteger o povo brasileiro,” acrescentou.