Adalberto de Queiroz
Adalberto de Queiroz

Ceticismo de Wallace Stevens e a reflexão madura do ser poético

Há 63 anos, aos dois de agosto de 1955, falecia aquele que para muitos é considerado o maior poeta norte-americano da primeira metade do século XX. Seu primeiro livro foi publicado aos 44 anos, mas tornou-se respeitado como autor talentoso e agraciado com o Prêmio Pulitzer de Poesia, aos 75 anos e, hoje, seu nome acumula fortuna crítica comparável à de T.S. Eliot, seu antípoda

Wallace Stevens e sua filha Holly, 1929, em Hartford, Connecticut, EUA

O poeta Wallace Stevens e sua filha Holly, 1929, em Hartford, CT, EUA

Autor de “poesia conceitual”, Stevens propõe uma reflexão madura do fazer poético. Antípoda de T. S. Eliot, ambos alunos em Harvard do filósofo hispano-americano George Santayana; Stevens tornou-se amigo do filósofo e dele herdou o ceticismo.

A realidade e a imaginação movem seus versos, com que propõe uma visão meditativa para compreensão do mundo. Stevens disse num dos seus ensaios, ecoando o amigo-mestre filósofo: “A imaginação é um dos grandes poderes humanos. É uma benção, pois é a liberdade da mente”.

O poeta-crítico João Moura Jr., ao comparar a vida e a obra de Stevens e do grego Konstantinos Kaváfis (1873-1933), vê similaridade no fato de terem ambos começado a publicar poesia na idade madura. O primeiro livro de Stevens sai quando ele estava com 44 anos e um “opúsculo” de Kaváfis, aos 41! Moura Jr. afirma que “a poesia de Stevens, como a de Kaváfis, é a de um homem maduro”. Em ambos, o que o leitor encontra é “poesia acompanhada de uma reflexão amadurecida sobre o fazer poético”.

Essa falta de pressa de publicar relatada pelo crítico na obra de Stevens, de Kaváfis (que é quase toda ela publicada postumamente!) e de outros poetas representariam:

“…o drama do poeta moderno, para quem a poesia deixa de ser mero exercício retórico ou mera confissão para se transformar num problema a ser sempre reequacionado. Problema tão visceral que, como disse Paz, a biografia se apaga ou passa a ser a obra. O poeta moderno, ao contrário de um Camões, de um Cyrano de Bergerac ou de um Byron, é o anti-herói por excelência. De um modo que não acontecia com aqueles, quando a biografia ganha importância, a poesia acaba. Rimbaud é o exemplo típico”.

O grande Otto Maria Carpeaux situa a poesia de Wallace Stevens como da “segunda fase dos ‘anti-wastlanders’[i]”, precedido por Robinson Jeffers (1887-1962, um poeta hoje praticamente esquecido!) que, em 1925, “era considerado como a maior força dos Estados Unidos”; “vivendo isolado em sua casa, antes uma torre, que se construíra com as próprias mãos num ponto deserto da costa da Califórnia, escreveu grandes poemas narrativos à maneira de Shelley, mas de estilo e ideologia muito diferentes: o protesto de Jeffers contra sua época é de extrema violência, nutrida pelas leituras de Nietzsche, dirigido contra a democracia e o humanitarismo, que [Jeffers] responsabiliza pela decadência moral”.

Essa segunda fase de “anti-wastlanders”, acentua Carpeaux, “representa-a Wallace Stevens, que não se isolou numa torre, mas escreveu poesia nas horas livres de sua vida de grande advogado e diretor de uma companhia de seguros. Poeta romântico, internado em sonhos de beleza, manifestou-os em linguagem altamente hermética e, muitas vezes, sutilmente humorística. É algo como um Laforgue americano; mas de saúde perfeita e, portanto, de otimismo radiante. Um americano que zomba dos pequenos fenômenos da vida americana porque viu no sonho o Universo inteiro iluminado por uma luz mística: a da arte”.

Num estudo[ii] que tenta a aproximação entre professor e aluno, filósofo e poeta, George Santayana e Wallace Stevens, David P. Young nos faz saber que Stevens foi aluno e entusiasta do pensamento do filósofo americano-hispânico George Santayana, com quem estudou em Harvard (1897-1900), quando o pensador (que também era poeta!) era um jovem e atraente professor, com quem pelo menos outros dois poetas estudaram (T.S. Eliot e William Carlos Williams).

Na verdade, Young afirma que Stevens se sentiu ligado a Santayana até a morte do filósofo (1952) em Roma. A ele, Stevens dedicou o poema “Para um velho filósofo em Roma” (do livro “The Auroras of Autumn”).  É o poeta-filósofo ou o poeta filosofante que tanto assusta os raríssimos leitores de poesia.

Talvez não fosse adequado começar minha crônica por este ponto, mas cedi à sedução do pensamento numa literatura que se via carente de valores (mundo este tão bem descrito no poema “The Waste Land”, por T.S. Eliot). Essa época a que os franceses denominavam “Aprè-Guerre” e o ingleses “Waste Land”, em que se assistia a uma abolição dos valores e critérios da época vitoriana (Carpeaux, 1984), onde valia mais a discussão pública de problemas sexuais, e prevalecia o ceticismo não revolucionário mas libertino.

Carpeaux, num comentário sobre Carlos Drummond de Andrade aproxima-o de e. e. cummings e de Wallace Stevens, naquele sentido de que os três praticariam uma espécie de “poesia de conceitos”, na linha da poesia conceptualista barroca. Mas ressalva que Wallace desliza na questão da disciplina formal, enquanto Drummond se firma neste terreno, que nem sempre exige manter “ritmo”, ansiar a certa “musicalidade”, salvo no bardo brasileiro que se salvou desse “deslize”, segundo Carpeaux, por sua disciplina intelectual e por uma certa rusticidade natural (sua mineirice).

A questão de examinar antes da obra a vida (os dados biográficos) de Stevens[iii] tornou-se por certo tempo nessa espécie de pedra-de-toque para apresentar e aferir a carreira do poeta norte-americano. Perda de tempo. Recorro ao poeta e crítico João Moura Jr. para me indultar de repetir a ladainha de que a vida de Stevens foi a menos “poética” do que esperam os compêndios de literatura sobre o que seria o ideal para um poeta em vidas literárias ousadas e interessantes… Moura Jr. mata a questão, remetendo-nos a Octavio Paz, para quem “los poetas no tienem biografia. Su obra es su biografia”.

Nesse sentido, eis a biografia de Stevens – seus poemas – aqui na tradução do também poeta Paulo Henriques Brito[iv]. Dos livros e poemas selecionados, a partir desse “livro-serôdio” (“Harmonium”, 1923) e de outros, saem amostras de um talento tardio. Ou seria: de um dom rigorosamente maturado e mantido fora do assédio do público até que seu autor os tivesse como “prontos”?

Enfim, saltam, isto sim, os melhores poemas, o melhor do que nós, seus leitores entusiasmados, 63 anos depois, ainda mantemos como a herança do poeta de Hartford, que é mais do que o bem-sucedido advogado de uma empresa de seguros na New England.

Minha antologia pessoal de Stevens não se intitularia “O Imperador do Sorvete e Outros Poemas”, mas incluiria os poemas curtos, como “O Homem de Neve”; “O Céu Concebido Como um Túmulo”;  “Sunday Morning” [traduzido por “Manhã de Domingo”, embora o sentido seja mais amplo!]; o conceitual “O Percurso de um Pormenor”; e o excepcional “Anjo Cercado por Paysans”; poemas longos e conceituais, como: “A Ideia de Ordem em Key West”; “O Homem do Violão Azul”; “Treze Maneiras de Olhar para um Melro”; e a elegia a George Santayana de “Para um Velho Filósofo em Roma”.

Serve citar, portanto, agora um trecho relevante dos versos dessa elegia que Stevens dedicou ao filósofo e amigo, George Santayana:

“So that we feel, in this illumined large “Para que nós, nesse imenso iluminado,
The veritable small, so that each of us Sintamos o vero minimo, cada um
Beholds himself in you, and hears his voice Vendo a si próprio em ti, e ouvindo a própria voz
In yours, master and commiserable man, Na tua, mestre e homem miserando, atento
Intent on your particles of nether-do” A tuas partículas de ínfera fez…”

“Sintamos o vero mínimo, cada um [de nós] (Each of us)”, assim, próximos do filósofo, do professor, como o poeta o sentiu. Ele, Santayana, que se deixou morrer lentamente na Roma sonhada, vê-se redivivo aqui nos versos de Stevens, como nós, leitores: “No limiar do céu, as figuras da rua/Viram figuras do céu, moto majestoso/De homens a diminuir nas distâncias do espaço,/Cantando, um som diminutivo, mais e mais,/Absolvição inescrutável, fim – “.

Harold Bloom, considerado um dos melhores analistas da poesia de Stevens, diz que “certas figuras – Shakespeare e Dante – são grandes demais para ser amadas. Poesia de tal capacidade nos abarca dentro dela. Stevens e Crane, à diferença de Whitman, não são tão amplos assim: posso amar a poesia deles com uma consciência crescente, depois de muitas décadas, de que posso ainda a vir a aprendê-la plenamente”.

Bloom confessa que, depois de um encontro que teve com o poeta septuagenário, em novembro de 1949, em Yale, depois de trapalhadas iniciais, incluindo ter entrado como penetra, o então jovem e acanhado crítico termina tendo uma palestra pessoal com o poeta, sobre o qual mais lecionou e escreveu depois de Shakespeare – “Leio Stevens desde 1943 e leciono e escrevo sobre sua poesia desde 1955, ano em que o poeta morreu[v]”.

Para Bloom, Stevens herdou de Whitman o que ele chama de “intrincadas evasões” [intricate evasions] e as torna quase infinitas em sua poesia. Alinhado pelo crítico na mesma fileira de poetas como Dickinson, Shelley, Tennyson, Wordsworth e o próprio Whitman, Stevens seria “entre todos eles, quem mais usa de rodeios” e o exemplo do crítico octogenário é o poema “An Ordinary Evening in New Haven”, XXVIII, aqui na tradução de Denise Bottmann:

“This endlessly elaborating poem Este poema em elaboração sem fim
Displays the theory of poetry, Mostra a teoria da poesia
As the life of poetry. A more severe. E a vida da poesia. Um mestre
More harassing master would extemporize Mais severo, mais rigorosamente improvisaria
Subtler, more urgent proof that the theory Prova mais sutil, mais premente de que a
Of poetry is the theory of life. Teoria da poesia é a teoria da vida.
As it is, in the intricate evasions of as, Como ocorre, nas intrincadas evasões do como,
In things seen and unseen, created from nothingness Em coisas vistas e não vistas, criadas do nada,
The heavens, the hells, the worlds, the longed-for lands” Os céus, os infernos, os mundos, as terras sonhadas”

Podemos reafirmar com Armindo Trevisan, filósofo e poeta que estamos diante de um novo classicismo, pois, “Pode-se pensar em um novo classicismo, como o do próprio Borges ou o daqueles americanos maravilhosos como Wallace Stevens, William Carlos Williams, Robert Lowell”.

Para Stevens, assim como o fora para seu professor, o filósofo Santayana, “o mundo no qual o homem se encontra é um caos ou um fluxo, uma imensa desordem, na qual a mudança é o princípio regulador. Esta convicção é apresentada na sua poesia por imagens da desordem natural – o mar, a floresta, a vida selvagem”, assinala Young.

O ceticismo os ronda a todos e não há esperança senão no caótico ambiente que os ronda a ponto de uma indagação adâmica e motivadora da Queda no Gênesis e, no entanto, a evasão atesta qualquer coisa de melancólica saudade da “Deusa branca”, da mãe perdida que só a Morte poderá fazer o poeta reencontrar, como em “Sunday Mornig” (Domingo de Manhã):

“Is there no change of death in Paradise?” Does ripe fruit never fall? Or do the boughs
Hang always heavy in that perfect sky,
Unchanging, yet so like our perishing earth,With rivers like our own that seek for seas
They never find, the same receding shores
That never touch with inarticulate pang?Why set the pear upon those river-banks
Or spice the shores with odors of the plum?Alas, that they should wear our colors there,
The silken weavings of our afternoons,
And pick the strings of our insipid lutes!Death is the mother of beauty, mystical,
Within whose burning bosom we devise
Our earthly mothers waiting, sleeplessly”.
“Não haverá morte no paraíso?
Não cairá a fruta madura? Os galhos
Hão de ficar pra sempre carregados
Naquele céu perfeito e imutável,
E ao mesmo tempo semelhante ao mundo
Mortal, com rios que buscam sempre mares
Que nunca hão de tocar com lábios mudos?
De que servem as maças nessas paragens?
Por que adoçar com ameixa aquelas praias?
Que triste, lá brilharem nossas cores,
Tecer-se a seda de nossas manhãs,
Soarem nossos violões insípidos!A morte é a mãe do belo, a morte mística,
E no seu seio cálido sonhamos
A mãe terrena, insone, a nossa espera”.

O poeta norte-americano presta o “culto ao Sol”, como no paganismo aqui resgatado por Stevens como um culto à arte.  A partir do título do poema “Sunday Mornig” (que é domingo, mas que poderia ser “A Manhã do Dia do Sol”, lembremo-nos); e isso diz-nos Bloom, é “retomado do culto cristão e devolvido ao paganismo”:

“Homens ágeis e alegres, de mãos dadas,/Numa manhã de verão, numa orgia,/Hão de cantar em devoção ao sol,/Não como um deus, mas como um deus seria,/Nu entre eles, uma fonte bárbara./E seu canto há de ser paradisíaco,/Voltando do seu sangue para o céu;/E no seu canto entrará, voz a voz,/O lago que deleita seu senhor,/As árvores seráficas, e os montes/Por muito tempo a repetir sua música./Conhecerão a sagrada irmandade/De homens mortais e manhãs de verão./E de onde vieram, e aonde irão,/O orvalho no seus pés indicará.”

E logo adiante, o terror que a situação causa ao cultor do sol torna-se a triste coda do ceticismo da persona poética (ela) que singra em direção à sombra (descrença), é quando o poeta constata viver “neste velho caos de sol”:

VIII[vi]

Ela ouve, nas águas silenciosas,
Uma voz gritar: “O Santo Sepulcro
Não é alpendre onde repousem espíritos,
Mas o túmulo onde jaz Jesus”.
Vivemos nesse velho caos de sol,
Ou velha servidão de noite e dia,
Ou solidão de ilha, livre e solta,
De águas silenciosas e implacáveis.
Cervos andam pelos montes; codornas
Assobiam, espontâneas; nas matas
Amadurecem amoras silvestres.
E, no isolamento do céu azul,
Pombas revoam ao entardecer,
Fazendo ondulações ambíguas, vagas,
Em direção à sombra, com suas asas.

O ceticismo de Stevens, adotado e aperfeiçoado com Santayana, o colocou em campo oposto ao do católico-anglicano T. S. Eliot. Para Stevens, Eliot era o “X, o mestre per-nobre”, desde o incômodo que representou para o autor de “Harmonium” a aclamação do “renome rival de A Terra Desolada (The Waste Land)”, usando, de novo as palavras de Bloom, que confessa ter combatido o que chamamos de “a época [a era] de Eliot, obstinadamente em todos os dias de minha vida, até agora”. “Aos 84, cesso meu combate mental, pelo menos contra os eliotianos.” E admite: “Eliot foi e é um grande poeta americano, seguindo em larga medida a tradição alto romântica de Shelley e Whitman, como ele mesmo reconheceu tardiamente” (Cânone, p. 403).

Bloom, que se autodenomina “um judeu livre-pensador”, não perdoava em Eliot “o antissemitismo de toda a vida”. E confessa, também, que pensou numa espécie inconcebível para um professor do gabarito de Bloom, “numa estocadinha…escrever um livro que se chamaria The Age of Stevens [A era de Stevens], mas refleti melhor e acabei escrevendo ‘Wallace Stevens: The poems of our climate’ [Wallace Stevens: os poemas de nosso clima]”.

Tem, portanto, bastante sentido que o crítico octogenário veja na poesia de Stevens o antípoda da de Eliot. Se Eliot “viera, dizia ele, para purificar a linguagem da tribo, como se a fala fosse um silêncio encardido que então se limpasse”, para Stevens “a fala é o silêncio ainda mais encardido”, arremata.

Seleta de poemas, traduzidos pelo poeta Paulo Henriques Britto, rica em poesia meditativa

Quando escrevo coisas que parecem triviais, quero que essas coisas triviais sejam um missal para a visão meditativa: para uma compreensão do mundo” (W. Stevens)

O cético Stevens é capaz de meditar, o que originalmente foi uma tarefa típica dos místicos. Entretanto, ele o confessa em uma carta lançar mão dos mesmos recursos dos crentes[vii]: “Quero que meu poema signifique tanto, e tão profundamente, quanto um missal. Quando escrevo coisas que parecem triviais, quero que essas coisas triviais sejam um missal para a visão meditativa: para uma compreensão do mundo” (cit. por Britto, cf. nota iii, pág. 301).

Stevens levou à sério os preceitos de seu mentor filosófico, buscando sempre um conceito para fundamentar “essas coisas triviais”, pondo o foco em pequenas coisas, estressando-as ao limite, para encontrar uma nova compreensão do mundo e uma nova mirada artística e não dogmática do mundo que nos rodeia.

Só um poeta assim é capaz de escrever um poema como este “Angel…”, onde “O anjo sai de uma natureza morta e, para o autor, é o “anjo da realidade” – “isso só fica claro se o leitor aceita a ideia de que vivemos num mundo da imaginação, em que a realidade e o contato com ela são grandes bênçãos”; e é com este poema que considero (à revelia do autor) como “bênção celestial” que encerro minhas considerações de hoje. “Angel Surrounded by Paysans[viii]”:

Pierre Tal-Coat, natureza morta

“Still Life”, quadro de Pierre Tal-Coat, adquirido pelo poeta, em 1949, que o inspirou a escrever”Angel Surrounded by Paysans”

“One of the countrymen:
– There is
A welcome at the door to which no one comes?

– The angel:
I am the angel of reality,
Seen for the moment standing in the door.

I have neither ashen wing nor wear of ore
And live without a tepid aureole,

Or stars that follow me, not to attend,
But, of my being and its knowing, part.

I am one of you and being one of you
Is being and knowing what I am and know.

Yet I am the necessary angel of earth,
Since, in my sight, you see the earth again,

Cleared of its stiff and stubborn, man-locked set,
And, in my hearing, you hear its tragic drone

Rise liquidly in liquid lingerings
Like watery words awash; like meanings said

By repetitions of half meanings. Am I not,
Myself, only half of a figure of a sort,

A figure half seen, or seen for a moment, a man
Of the mind, an apparition apparelled in

Apparels of such lightest look that a turn
Of my shoulder and quickly, too quickly, I am gone?”

Adalberto de Queiroz, 63, jornalista e poeta. Seu mais recente livros de poesia é “O Rio Incontornável” (Editora Mondrongo, 2017).

[i] CARPEAUX, Otto Maria. “História da Literatura Ocidental”, vol. VIII, Rio da Janeiro: Editorial Alhambra, 1984, pág.  2107-8.

[ii] YOUNG, DAVID P. “A Skeptical Music: Stevens and Santayana.” Criticism, vol. 7, no. 3, 1965, pp. 263–283. JSTOR, JSTOR, www.jstor.org/stable/41938405.

[iii] Para uma biografia de Wallace Stevens, sugiro que consultem Alison Johnson, “A dual life as poet and insurance executive” no link: http://www.wallacestevensbiography.com/

[iv] STEVENS, Wallace. “O Imperador do Sorvete e Outros Poemas”. Seleção, tradução, apresentação e notas Paulo Henriques Britto. – 1ª. ed., rev. e ampl. – São Paulo: Companhia das Letras, 2017.

[v] BLOOM, Harold. “O Cânone Americano: o espírito criativo e a grande literatura”. Tradução: Denise Bottmann, pág. 393 e ss.

[vi] Cf. Nota iii. acima, pág. 51, VIII, poema “Manhã de Domingo” (Sunday Morning), trad. P.H. Britto.

[vii] Para ouvir a poesia falada de Stevens pelo próprio, queira visitar este website, criado por sua biógrafa Ms. Alison Johnson: http://www.wallacestevensbiography.com/wallace-stevens-reading-his-poetry.htm

[viii] Poema escrito a partir do impacto que causou ao poeta uma gravura (Still Life), de autoria de Pierre Tal-Coat, cf. site http://www.wallacestevensbiography.com/photos-of-the-poet.htm. Uma tradução do poema pode ser lido em Britto, 2017, pág. 255, cf. nota iv.

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Luciana Zani

“A imaginação é um dos grandes poderes humanos. É uma benção, pois é a liberdade da mente”.
Com certeza mais um nome pra meu caderno de intenção de degustação literária.
Sua cronica, nos leva ao desejo de conhecer. Obrigada pela colaboração que nos presta.