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Thiago Burigato O projeto de reformulação do Jornal Opção na internet conquistou o público, que cada vez mais acompanha seu conteúdo e compartilha seu material nas redes sociais. É o que revelam os dados do Google Analytics, que apontam um aumento nos acessos de cerca de 54% desde a estreia do portal, no final de abril deste ano. O Jornal Opção apostou na renovação estética e de conteúdo na internet, o que aliado a um trabalho diferenciado nas redes sociais começou a trazer resultados. No período compreendido entre os dias 27 de abril a 3 de maio, o portal obteve 238 mil visualizações, um avanço considerável. O consultor do Jornal Opção Carlos Willian Leite explica que os bons índices são reflexo do trabalho realizado pelo analista de T. I. Hugo Wantuil, que conseguiu tornar o acesso do leitor mais intuitivo, prezando pela agilidade e pela interatividade. Ele destaca, no entanto, que os resultados não seriam possíveis sem o trato devido nas redes sociais como o Facebook e o Twitter. “Quem ignora as redes sociais hoje em dia está fadado ao fracasso”, diz o consultor. Nada disso teria validade sem um conteúdo abrangente e de qualidade, frisa Carlos Willian: “Aquele que entra no site para ver determinado conteúdo acaba acessando diversos outros ao ver o que está relacionado. Ele vai além do motivo que o levou à página.” O reconhecimento do público ao trabalho desenvolvido pelo Jornal Opção extrapola as fronteiras de Goiás e mesmo do Brasil. Os dados do Google Analytics demonstram que pessoas residentes em Portugal, Estados Unidos e França representam parte significativa do tráfego do jornal. Dentro do país, as unidades federativas que mais acessam o portal, além de Goiás (34,3%), são São Paulo (18,29%), Minas Gerais (6,34%), Rio de Janeiro (6,31%) e Distrito Federal (5,96%). As cidades que mais visitam o site são todas capitais: Goiânia (GO), São Paulo (SP), Brasília (DF), Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG). Em Goiás, depois da capital, os maiores acessos são oriundos de Rio Verde e Anápolis.
Nova fase
A nova fase do Jornal Opção teve início no dia 25 de abril. O projeto promoveu a expansão da proposta do site trazendo um visual moderno e acessível, visando a diversificação da forma de apresentação de conteúdos. Mesmo com o investimento realizado na reformulação e com os bons índices obtidos, todo o conteúdo do jornal permanece gratuito, já que o Jornal Opção segue a filosofia de que a informação deve ser livre. Tendo em mente a necessidade de um ambiente visualmente agradável e seguro, a plataforma escolhida para abrigar a página é a WordPress, seguindo a tendência das principais publicações do mundo. O WordPress é o sistema de gerenciamento de conteúdo utilizado por mais de 66 milhões de sites na web. Representa quase 20% de toda a internet. Assim, o Jornal Opção se junta a grandes portais como “New York Times”, CNN, “Forbes”, TechCrunch, BoingBoing e Mashable, que também optaram pela plataforma. A nova home tem abrangência maior de conteúdo, expondo maior quantidade de reportagens e notas. Além do redesenho das páginas, o Jornal Opção, por acreditar na importância da interação com seu público, investiu em novas funcionalidades, com destaque para assinatura por e-mail ― na qual o leitor receberá diretamente em sua caixa de entrada as principais notícias ―, integração direta com as redes sociais, comentários interativos e possibilidade de compartilhamento do conteúdo em apenas um clique. Considerando as necessidades do mundo moderno, o novo layout do Jornal Opção Online também possui versões projetadas especificamente para usuários de tablets e smartphones, de forma a facilitar o acesso do leitor aonde ele estiver. O público ainda tem acesso ao conteúdo disponibilizado pelo jornal nos anos anteriores ao clicar em “edições anteriores” e logo após no link que aponta para o acervo da versão antiga. As edições estão disponíveis para consulta. O novo projeto foi pensado também para a publicação do material da versão impressa do Jornal Opção. O layout foi desenvolvido de forma que todas as seções sejam igualmente contempladas de acordo com estudo prévio das especificidades de cada uma delas. Apesar da reformulação no conteúdo, no formato e no visual, a filosofia do jornal permanece a mesma: a informação livre, o jornalismo de qualidade e o respeito ao leitor continuam como prioridades. O portal foi criado a partir de um projeto da diretora e editora Patrícia Moraes Machado.
Erik Jan Hanussen tornou-se conhecido como o “vidente de Hitler”. Sua história está contada no livro “A Sessão Nazista — A Curiosa História do Vidente Judeu no Círculo de Hitler” (Globo Livros, 264 páginas, tradução de Rafael Longo), de Arthur J. Magida. Diga-se logo que se trata de um livro sério.
Sinopse divulgada pela Livraria Cultura, possivelmente encaminhada pela editora:
“Ele era uma celebridade — Erik Jan Hanussen magnetizava plateias com exibições de seus poderes mentais — lia pensamentos, fazia adivinhações, hipnotizava espectadores, previa o futuro. Lançava profecias em seu próprio jornal e dava consultas particulares para gente poderosa. Dizia coisas nas quais as pessoas acreditavam — porque queriam e precisavam acreditar em alguma coisa na Alemanha que ressurgia das cinzas da Primeira Guerra Mundial.
“E ele também era uma fraude; Hanussen não passava do pseudônimo de Hermann Steinschneider, artista circense judeu com talento para inventar mentiras e, sem escrúpulos, conviver com aquelas que mais lhe rendessem vantagens. Um mestre na arte de iludir os outros — e a si mesmo — que ocultou sua origem para travar relações com o então ascendente movimento nazista, patrocinou as tropas de assalto de Hitler, a temível SA, e fez de seu jornal um veículo de propaganda para o Führer.
“A envolvente narrativa de 'A sessão nazista' resgata a trajetória desse polêmico personagem histórico. Amparado em ampla pesquisa, que incluiu entrevistas com a filha nonagenária de Hanussen e com mágicos e ilusionistas da atualidade, o autor Arthur J. Magida apresenta uma consistente reconstituição da vida do mentalista.
“O livro se concentra principalmente nos acontecimentos do início da década de 1930, no curto período em que Hanussen se torna amigo (e credor das imensas dívidas) de uma estrela nazista em ascensão, o conde Wolf-Heinrich von Helldorf, antissemita radical que viria a ser chefe da truculenta SA, e circula pela cúpula do Partido Nacional-Socialista, chegando a fazer sessões particulares de vidência para o próprio Hitler. O trânsito livre entre os virtuais donos do poder na Alemanha infla a já enorme autoconfiança de Hanussen, levando o chamado ‘maior oráculo da Europa desde Nostradamus’ a um destino que ele mesmo se mostra incapaz de prever.”
Obra do inglês Richard Shepard ancora-se na atuação de Jude Law e no carisma de seu protagonista, mas se perde com um roteiro mal estruturado e uma direção que não consegue conduzir o filme de forma apropriada
Em “Dicionário do Nordeste”, A sensibilidade do jornalista Fred Navarro para a indagação científica levou-o a estabelecer inteligente elo entre o significado de palavras usadas pelos falantes e sua natureza
Em “Um Toque de Pecado”, o cineasta Jia Zhang Ke mostra quatro histórias reais sobre pessoas em diferentes regiões da China afetadas pelos desvios do modelo econômico
Brequem a roda desenfreada que atropela tudo. Levantem as pontes. Baixem as cancelas. Tem uma mulher sorrindo
O escritor Nilto Maciel, conhecido como o mago do conto, foi encontrado morto em sua casa, na cidade de Fortaleza, Ceará, na quarta-feira, 30 de abril. Ele tinha 69 anos e deixou uma extensa bibliografia de romances, contos e crítica literária. Em sua homenagem, o Opção Cultural republica o conto “Da noite para o dia”, um de seus textos clássicos
O jornal “O Estado de S. Paulo”, fundado em 1875, tem 139 anos. É, portanto, um patrimônio do Brasil. O jornal foi perseguido em duas ditaduras — a de Getúlio Vargas e a civil-militar de 1964-1985. Mas sobreviveu. Na democradura da Venezuela, um jornal centenário, “El Universal”, informa que, por falta de papel, e não de dinheiro para comprá-lo, deve deixar de circular a partir de quinta-feira, 15. O presidente Nicolás Maduro, aquele que “sente” Hugo Chávez até em cocô de passarinho, faz o impossível para travar as importações de papel, que não considera prioritárias — como se jornal, espécie de alma de uma nação, como entendia muito bem o americano Thomas Jefferson, não fosse prioridade.
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Wanderlei Silva e Chael Sonnen: brigada real e jogada comercial[/caption]
O escritor britânico Samuel Johnson morreu há 230 anos, mas, por intermédio de uma frase, manda uma cotovelada curta e certeira para Wanderlei Silva, o lutador de MMA: “O patriotismo é o último refúgio de um patife” (“A Vida de Samuel Johnson”, de James Boswell), na tradução de Paulo Rónai, ou, na versão de Ruy Castro, “o último refúgio dos canalhas”.
Wand, como é chamado pelos íntimos, ou Cachorro Louco, como é mencionado por aqueles que transitam pelo passado, siderados, é, ao lado do americano Chael Sonnen, treinador do Tuf Brasil. Lutadores desconhecidos entram no octógono em busca de um contrato com o UFC, o principal promotor de lutas de MMA do mundo. Enquanto jovens batalham no octógono, Wanderlei Silva ameaça e, até, ataca fisicamente Chael Sonnen — sempre sugerindo que o gringo ganha dinheiro na terra de Machado de Assis e Eder Jofre e fala mal do país. Como se o brasileiro não ganhasse dinheiro nos Estados Unidos. Por certo, até fala mal da nação (cacófato apreciável) de Norman Mailer (“A Luta”, seu livro sobre boxe, é superior à sua literatura) e Muhammad Ali (o James Dean do boxe).
Falar mal de países e de indivíduos é o esporte número um da humanidade, diria o bem-humorado Mark Twain. Sonnen é especialista, como fazia Muhammad Ali com seus adversários — no Zaire, derrotou George Foreman primeiro com a boca e, depois, com os punhos —, na arte de desestabilizar seus adversários. Nem sempre funciona, mas é, no geral, intimidador. Com Wanderlei Silva, a tática não deu muito certo, porque, quando não responde na mesma moeda, com uma língua afiada e nacionalisteira — tenta jogar os patropis contra o americano —, o brasileiro reage com os punhos, o que, se não intimida Sonnen, o coloca na defensiva.
A “briga” entre Wanderlei Silva e Chael Sonnen é “real” ou faz parte de um marketing destinado a promover a luta da dupla? As duas coisas, possivelmente. Os rivais e o UFC de Dana White certamente ganharão com o clima de guerra que está sendo criado. Cautas ou não, as pessoas começam a esperar a luta entre “campeões”... decadentes, mas com meio por cento de elegância. Chael Sonnen, aparentemente menos desgastado, ganhará. É minha aposta. Wanderlei Silva está mais Louco do que Cachorro.
Uma coisa é certa: o Cachorro Velho, opa, Louco, não me representa. Talvez represente apenas seus negócios. O que Wand quer, como Cachorro Manso fingindo-se de Cachorro Louco, é, quem sabe, uma aposentadoria polpuda.
Para terminar aquilo que não termina, o engana-trouxa que é o mundo do espetáculo, citemos, para aderir à nossa cultura bacharelesca, sempre pródiga em citações (não raro sem o mínimo de contexto), Ambrose Bierce, o escritor americano que desapareceu no México, ao lado de Cain Velasquez, ops, de algum revolucionário mexicano: “No famoso dicionário do dr. Johnson, o patriotismo é definido como o último recurso de um patife. Com todo o respeito devido a um lexicógrafo bem informado, mas inferior, permito-me sugerir que é o primeiro” (do “Dicionário do Diabo”). Difícil discordar de Bierce e de Johnson, mas fácil discordar daquele que foi, de fato, o Cachorro Louco do octógono.
A ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva (Rede) veio ao Tocantins fazer palestra sobre sustentabilidade, mas não deixou de falar de política. Declarou que tem acordo com Eduardo Campos e que se forem eleitos vão manter as conquistas dos governos FHC, Lula e Dilma, corrigir erros e encarar novos desafios. “Meu objetivo de vida é ver o Brasil melhorar”, disse a pré-candidata a vice-presidente ao explicar que a Rede se junto ao PSB por entender que o mais importante não é ser candidata a presidente, mas trabalhar por um projeto novo para o Brasil, que o leve ampliar as conquistas econômicas, sociais e políticas, dentro do parâmetro de sustentabilidade ambiental.
Pelo menos dois deputados apareceram no plenário segurando placas com mensagens de apoio a Sandoval Cardoso. “Eu apoio Sandoval”, dizia a placa levantada por Raimundo Palito (PEM). Já Luana Ribeiro (PR) foi mais longe. Segurou placa que dizia, “O novo jeito, Sandoval”. As plaquinhas, no estilo americano de fazer campanha, passaram ideia de bajulação.
A primeira entrevista ao vivo para a TV do novo governador foi um desastre completo. Sandoval deixou de responder perguntas importantes e não se fez ser entendido quando parecia responder. Gaguejou, mastigou as palavras e deu a impressão de não ter o quer dizer. Um espetáculo constrangedor. E não se pode dizer que é por falta de experiência nem desconhecimento do governo. Se em 30 dias ainda não se inteirou da realidade do governo, quanto mais de tempo vai precisar para virar governador?
O ex-governador Siqueira Campos (PSDB) e o ex-secretário de Relações Institucionais Eduardo Siqueira Campos (PTB) não compareceram à sessão da Assembleia Legislativa de eleição e posse do governador tampão Sandoval Cardoso (SDD), mas não puderam evitar os comentários. Há quem diga que foi para poupar o novo governador, mas há quem pense que foi para evitar constrangimentos. A explicação mais plausível para a ausência seria a cautela dos Siqueira em não parecer que ainda controlam o poder. Se foi por esta razão pouco adiantou. Todo mundo quase acredita que eles ainda mandam e desmandam no Palácio Araguaia.
O juiz Sérgio Fernando Moro, da 13ª Vara Federal em Curitiba, informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que a Polícia Federal (PF) concluiu que a pessoa que trocou mensagens com o doleiro Alberto Youssef é o deputado licenciado André Vargas (sem partido-PR). Diante da conclusão, o juiz decidiu que enviará ao Supremo, na próxima semana, parte da investigação da Operação Lava Jato na qual o deputado é citado. De acordo a lei, autoridades com prerrogativa de foro só podem ser investigadas com autorização da Corte. Segundo o juiz, André Vargas não é investigado na Operação Lava Jato. No entanto, a suspeita de envolvimento entre o parlamentar e o doleiro foi descoberta durante as investigações. “Durante a investigação, especificamente a interceptação telemática de Alberto Youssef, foram colecionadas, em encontro fortuito de provas, mensagens trocadas com pessoa que se identificava como 'Vargas'. Somente mais recentemente, após as buscas e apreensões, a Polícia Federal concluiu que referida pessoa seria André Vargas, deputado federal, e depreendeu, do conteúdo das mensagens, possível caráter criminoso”, informou o juiz. Moro também ressaltou que está reunindo todas as provas do suposto envolvimento de Vargas e o doleiro para enviá-las ao Supremo. “Em relação a André Vargas, consta possível recebimento de vantagem de Alberto Youssef, consistente no pagamento de viagem de avião, e ainda possível tráfico de influência para a obtenção pela empresa Labogen S/A Química Fina e Biotecnologia de Parceria para Desenvolvimento Produtivo – PDP junto ao Ministério da Saúde”, escreveu. “Nenhum desses fatos é objeto das ações penais acima referidas e nenhum deles está, após a identificação do suposto envolvimento de André Vargas, sendo investigado atualmente perante este juízo”, acrescentou o magistrado. Reportagem do jornal Folha de S.Paulo publicada em abril diz que Vargas usou um avião do empresário para uma viagem a João Pessoa. Segundo o jornal, o empréstimo da aeronave foi discutido entre os dois por mensagens de texto no início de janeiro. Em outros textos, Vargas e o doleiro discutiram assuntos relacionados com contratos com o Ministério da Saúde. As informações do juiz foram repassadas ao ministro Teori Zavascki por causa do julgamento de uma reclamação do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa contra decisão do juiz federal que determinou sua prisão. A Agência Brasil procurou a assessoria de Vargas, mas não conseguiu entrar em contato.




