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Depois de publicado nos Estados Unidos — o livro circula na Argentina (o 28º Estado “brasileiro”) há algum tempo —, o belo romance “O Pintassilgo” (Companhia das Letras, 792 páginas, tradução de Sara Grunhagen), de Donna Tartt, sai no Brasil. O livro ganhou o importante prêmio Pulitzer. (Leia no link http://bit.ly/1qcV7gU um texto sobre a escritora). Sinopse da Editora Companhia das Letras: “Theo Decker, um nova-iorquino de treze anos, sobrevive milagrosamente a um acidente que mata sua mãe. Abandonado pelo pai, Theo é levado pela família de um amigo rico. Desnorteado em seu novo e estranho apartamento na Park Avenue, perseguido por colegas de escola com quem não consegue se comunicar e, acima de tudo, atormentado pela ausência da mãe, Theo se apega a uma importante lembrança dela - uma pequena, misteriosa e cativante pintura que acabará por arrastá-lo ao submundo da arte. Já adulto, Theo circula com desenvoltura entre os salões nobres e o empoeirado labirinto da loja de antiguidades onde trabalha. Apaixonado e em transe, ele será lançado ao centro de uma perigosa conspiração. 'O Pintassilgo' é uma hipnotizante história de perda, obsessão e sobrevivência, um triunfo da prosa contemporânea que explora com rara sensibilidade as cruéis maquinações do destino”.
A Contato Comunicação publica nomes mais fortes do setor em Goiás
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Foto: Jornal Opção Online/Fernando Leite[/caption]
Ainda que timidamente, as ações no município para campanha do candidato do PSB ao governo do Estado, Vanderlan Cardoso, já começaram. O coordenador da sigla em Goiás, Ronnie Pessoni, informou que as atividades propostas têm como base o que a população tem dito sobre as campanhas políticas e os resultados das pesquisas qualitativas. Por isso, as ruas anapolinas estarão mais tranquilas, no que depender do PSB. “A população tem rejeitado os carros de som, as grandes carreatas que atrapalham o trânsito e não têm resultados práticos”, afirma. Assim, o partido pretende algo mais pessoal e tranquilo.
Um comitê será montado e contará com uma equipe pequena, informa Pessoni, que visitará as casas, levando o Plano de Metas do partido e conversando com os eleitores. O local do comitê ainda está sendo decidido, mas não terá inauguração. O motivo é o mesmo: “Não faremos inauguração, pois é uma simbologia sem o mínimo de retorno político. O comitê é um ponto de referência para atender a população. Não queremos atrapalhar o trânsito e passar raiva nas pessoas”, afirma.
Aos poucos, as ações se intensificarão e o candidato Vanderlan fará uma “curriata” por Anápolis. “Curriata”, explica Pessoni, é um carro de pequeno porte, com o qual Vanderlan passeará pelas ruas, ao lado das lideranças no município, anunciando suas propostas para Goiás. Segundo o coordenador, a aproximação à população é maior, sem as grandes movimentações.
Além desse trabalho, o PSB conta com o apoio das lideranças em Anápolis, como os candidatos da sigla a deputado estadual Clécio Siqueira, Junio Lima, Paulo Amparo e de Sebastião Reis, segundo suplente do candidato a senador Aguimr Jesuíno. Vanderlan Cardoso pretende acompanhar as reuniões que eles farão no município para incrementar a campanha.
As alianças do partido também contribuirão, diz Pessoni. São elas com o PSC e PRP. O pastor Washington Luiz (PSC), candidato a deputado estadual, e José Santana (PRP), candidato a deputado federal, somam aos outros na frente da campanha. O presidente do PSC, Joaquim Liminha, fecha o quadro dos que caminharão com o PSB no município.
Com as atividades suspensas neste final de semana, a sigla continua em estado de choque pelo falecimento do candidato à Presidência da República, Eduardo Campos, na quarta-feira, 13. “Nós sentimos muito e estamos rezando e pedindo pela família. O candidato Vanderlan está muito entristecido com o fato. Nós pretendemos seguir com o legado de homem sério e ético que foi Eduardo Campos e que sonhava em melhorar o país. Por isso, não desistiremos do Brasil e de Goiás”, diz Pessoni sobre a perda.
O presidente da Saneago, Júlio Cesar Vaz de Melo, apresentou cronograma de obras e as melhorias no sistema de abastecimento de água para o município, na terça-feira, 13, em audiência pública promovida pela Câmara Municipal. Com a execução das obras de novos reservatórios, adutoras e unidades de captação, a capacidade e produção serão ampliadas em 50%, aumentando a vazão para mais de 4,3 milhões de litros de água por hora, garantindo o abastecimento para a população de Anápolis até o ano de 2035, segundo estimativas. A Saneago informou sobre a construção de 15,5 quilômetros de adutoras, no município, para levar água bruta das duas unidades de captação no Ribeirão Piancó até a estação de tratamento de água, que também será ampliada. Seis novos reservatórios serão alimentados com água tratada por uma adutora de 20 quilômetros que compõem a rede de distribuição. Assim, a capacidade de armazenamento em Anápolis cresce para 40 milhões de litros. “Tivemos alguns contratempos na execução das obras, porém vamos intensificar estas ações e possibilitar que até o dia 21 de agosto consigamos fazer todas as ligações em Anápolis”, concluiu o presidente.
Encontro será realizado nos dias 28 e 29 de agosto, no Centro de Convenções de Goiânia
O Programa de Desenvolvimento Industrial (Produzir) aprovou o investimento de R$ 12,6 milhões para a economia goiana. Os setores de construção civil e logística anapolinos receberão incremento que proporcionará melhorias para sua cadeia produtiva. As empresas do município são a Agrolog Transportes e Montreaço Telhas Ltda. A previsão é de que 409 empregos sejam gerados com a execução de dez projetos de todos os municípios contemplados. Além de Anápolis, Aparecida de Goiânia, Itumbiara, Jataí, Nerópolis, Goianira, Heitoraí terão até 2040 para que os investimentos sejam validados. A decisão foi anunciada pelo Conselho Deliberativo do programa, em reunião ordinária, na terça-feira, 12, pelo presidente da secretaria de Indústria e Comércio, William O’Dwyer.
No próximo final de semana, 22 a 24 de agosto, os empreendedores do município poderão aproveitar a décima edição do Salão dos Empreendedores de Microcrédito. Realizado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Agricultura, o evento será no Feirão Coberto, na Vila Jaiara. O objetivo é promover um espaço de oportunidades de negócio aos microempreendedores, beneficiados pelo programa Anápolis aCredita. Além de shows culturais e desfiles de moda, cerca de 100 microempresas vão expor seus produtos e serviços nesta edição. O programa propõe alternativas de acesso ao crédito às pessoas físicas e jurídicas que desejam montar ou ampliar seus negócios. A proposta é mudar o perfil socioeconômico dos micro e pequenos empreendedores, do centro e bairros periféricos de Anápolis, com a geração de trabalho e renda.
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Transporte público foi objeto de reunião entre prefeito e presidente do TJ[/caption]
O transporte público foi pauta da reunião entre o prefeito João Gomes (PT) e o presidente do Tribunal de Justiça (TJ), Ney Teles de Paula, na terça-feira, 12. A promotora de Justiça Sandra Mara Gaberlini ressaltou a importância do processo de licitação para escolha da empresa que realizará o serviço na cidade. “É um pedido do Ministério Público para garantir a qualidade do trabalho prestado à população, mas o processo está embargado e precisa de uma atenção do Tribunal de Justiça para ser concluído”, afirmou.
O presidente do TJ avaliou que o processo deve ser acompanhado pelo desembargador Fausto Moreira Diniz, responsável pela autorização à continuidade do caso. Ele ressaltou a importância da conclusão do processo para melhorar o transporte coletivo em Anápolis.
O prefeito João Gomes destacou: “Avaliamos que existem bairros que precisam de investimentos imediatos em relação a pontos de espera do transporte e, também, mais veículos disponíveis. Mas para exigirmos esses serviços, precisamos do processo de licitação concluído”. O presidente da Câmara Municipal, Luiz Lacerda, também esteve no gabinete da presidência do TJ, onde o encontro foi realizado. Não foi prevista uma data para a conclusão do processo.
Pesquisas mostram que cada um de nós tem um potencial de violência muito maior do que pode imaginar. O que fazer quando a gente se pega fazendo o mal?
Elder Dias
Em Goiânia, uma série de assassinatos, aparentemente sem motivação e praticados por alguém (ou “alguéns”) conduzindo motos, vitimam mulheres desde o início do ano. A situação impressiona de tal maneira que chegou-se ao ponto do levantamento de uma suspeita, investigada agora pela polícia — que durante muito tempo descartou essa possibilidade —, de estar em curso a ação de um serial killer na cidade. O terror se espalhou entre as mulheres, especialmente as que se encontram em locais abertos, como ruas, praças, lanches ou pontos de ônibus.
Daí vem a exemplificação número 1 da maldade. Como se diz popularmente, “não se fala de outra coisa” em Goiânia. Aproveitando-se do estado de espírito recheado de tensão, certos condutores de moto, ao avistarem mulheres sozinhas, ou em pequenos grupos, passaram a diminuir a velocidade ou até parar seu veículo perto e fazer a menção de retirar alguma coisa do bolso, como o celular. É o que basta para muitas delas se assustarem e até correrem, em pânico. Um amigo, relatando um das cenas que viu, disse que uma mulher chegou a tropeçar em frente a um restaurante, em fuga desesperada depois de ser vítima do trote.
Em 7 de junho, às vésperas da Copa do Mundo, o ex-jogador Fernandão, que começou sua carreira no Goiás, tornou-se capitão do Internacional campeão mundial em 2006 e é idolatrado pela torcida do time gaúcho, morreu em um acidente de helicóptero em Aruanã (GO), às margens do Rio Araguaia, onde costumava descansar. A tragédia com o ex-jogador comoveu o mundo do futebol em geral, mas principalmente os torcedores do Inter, onde se deu o auge de sua carreira e sua figura é lendária.
Vem então a maldade em uma exemplificação número 2. No domingo, 10, primeiro clássico Gre-Nal após a morte do ídolo do arquirrival, os torcedores gremistas, cercados pela maioria de colorados no Beira-Rio, entoaram um grito, como provocação: “Ô, o Fernandão morreu, o Fernandão morreu, o Fernandão morreu!” A manifestação debochada de algumas dezenas de torcedores no estádio — que causou repulsa severa até mesmo à diretoria do Grêmio — não passou despercebida pela viúva do atleta. Mãe de três filhos, Fernanda Costa presenciou o fato e depois postou seu comentário sobre o acontecido em redes sociais. “Fiquei triste, porque meus filhos estavam lá [no estádio], era o primeiro Gre-Nal deles, e era Dia dos Pais”, publicou.
Nesta quarta-feira, 13, o candidato à Presidência da República Eduardo Campos (PSB) morreu em um acidente em Santos (SP), depois de seu avião ter problemas na aterrissagem no Guarujá, município vizinho do litoral paulista, e o piloto ser obrigado a arremeter. A aeronave caiu no bairro Boqueirão, sem deixar sobreviventes entre seus sete ocupantes.
Exemplificação número 3 da maldade. Menos de uma hora após a tragédia ser confirmada pelos noticiários, banners virtuais se espalhavam pela internet ligando com sarcasmo a presidente Dilma Rousseff (PT) à morte do concorrente. “Mandei derrubar mesmo. E se reclamar derrubo o do Aécio [Neves, candidato do PSDB]”, dizia a frase em uma foto da petista com a faixa presidencial. Muitas piadas de humor duvidoso surgiram instantaneamente na web. Uma delas: “Outra má notícia: o avião da presidente Dilma posou com segurança em Brasília”, que teve variações incluindo o nome de Aécio e também o do governador Marconi Perillo (PSDB).
Na rua, no estádio ou na rede social, ou em uma rodinha entre amigos, quando ocorre algo do tipo a reação de boa parte é tomar o fato pela graça que enseja. Com humor, convencionou-se que tudo pode e tudo é permitido — e daí foi grande a crise que ocorreu quando do caso em que Rafinha Bastos, então no “CQC”, disse que “comeria ela e o bebê”, ao comentar a notícia de que a cantora Wanessa Camargo estaria grávida. O resultado não foi engraçado para o humorista: um processo e uma condenação na Justiça, em primeira instância, para pagar uma indenização de R$ 150 mil.
Mas a maioria das maldades feitas sob a guarida do humor passa longe da penalização. Na verdade, ninguém nem mesmo pensa que elas possam, ou devam, ser punidas. Então, a base para que esse tipo de conduta maligna — sim, é um contrassenso achar que maldades, mesmo as que consideremos pequenas, possam ser benignas ou mesmo não neutras — prolifere é o mesmo de todas as outras violências: a impunidade.
Constatações científicas
Pesquisas mostram que cada um de nós tem um potencial de violência muito maior do que pode imaginar. Alguns estudos são clássicos. Na década de 60, o norte-americano Stanley Milgram desenvolveu um trabalho que verificou que o ser humano é capaz de, submetido a uma autoridade, afligir dor a seu semelhante até níveis insuportáveis, no que ficou conhecido como a Experiência de Milgram. Seu compatriota Philip Zimbardo pôs universitários voluntários numa instalação que simulava um presídio, dividindo-os aleatoriamente entre guardas e presos. Em pouco tempo, os primeiros transformaram-se em guardas violentos e sádicos; os últimos, em prisioneiros perturbados. O experimento rendeu o livro “O Efeito Lúcifer: Entendendo como Pessoas Boas se Tornam Diabólicas” (Record, 759 páginas). Enfim, ambos demonstraram que mesmo o mais tranquilo dos homens cometeria atos horripilantes, caso recebesse ordens para tanto ou estivesse em ambiente propício. Outros estudos veem pessoas que agem de forma violenta por uma questão de hierarquia não apenas movidas por uma obediência cega, mas também por demonstrar satisfação ao realizar atrocidades. Quem é capaz de crueldades não seria, portanto, só um ser passivo diante de ordens, mas também se identificaria e até se regozijaria com esses abusos. Mais: acreditando estar fazendo o correto. O que está em disputa entre a teoria de Milgram e esta última pode ser colocado em um caso memorável — o do julgamento do tenente-coronel Adolf Eichmann, responsabilizado por conduzir a logística que levou à morte milhões de judeus. O dilema foi eternizado no livro “Eichmann em Jerusalém”, de Hannah Arendt. É por meio desse fato que na obra a filósofa alemã desenvolve a teoria da “banalidade do mal”, pelo que ela investiga como o Estado era capaz de igualar o exercício de tal violência exacerbada a um mero cumprimento da atividade burocrática. E é assim que ela transforma Eichmann, um suposto monstro, em um mero cumpridor de ordens do sistema. Mais do que o caso em si — pelo qual, ressalte-se, a incompreendida judia Hannah sofreu hostilidade de seus irmãos de raça —, o princípio leva a uma incômoda e necessária reflexão: confrontados com situações do dia a dia, quem, em um exame de consciência, pode dizer que nunca foi vítima de uma situação em que, de certa forma, tenha sido um burocrata a serviço da maldade?“Fazer a coisa certa é como atingir um alvo a 50 metros”, diz filósofo
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Professor e filósofo Gonzalo Armijos: “Estamos sempre sendo expostos a que nossas paixões aflorem. E em algum momento elas vão aflorar” | Fernando Leite/Jornal Opção[/caption]
O filósofo e articulista Gonzalo Armijos Palacios, professor da Universidade Federal de Goiás (UFG), diz que há dois sentidos que se misturam quando se fala de mal e maldade. “Há o que individualmente se sente e o que a sociedade sente, por conta de seus códigos éticos e morais, sem os quais não se vive”, explica.
Ocorre que as palavras “moral” (do latim “mores”) e “ética” (do grego “ethos”) falam da mesma coisa: os alardeados “bons costumes”, que, nos tempos de hoje, passaram a ser um chavão considerado de origem reacionária. Na verdade, há relatos de que o termo “moral” se origina a partir da dominação do Império Romano e a tentativa de traduzirem, então a palavra grega para o latim.
A palavra “ethos” tem a ver também com “habitat”, no sentido de se adequar para sobreviver em um determinado espaço (“habitat”), tendo alguns costumes e não outros. “Isso permite a sobrevivência do grupo”, lembra Gonzalo. “A palavra ‘ética’ tem essa ambivalência, significando a adaptação do grupo ao ambiente e a do indivíduo ao grupo.” O professor e filósofo lembra que tanto Aristóteles como Platão acreditam que aquilo que poderíamos chamar de “eticidade” tem de estar fundamentada no hábito. “Temos de agir corretamente. Não necessariamente nascemos éticos, nascemos necessariamente sociais, mas não éticos. Não são sinônimos. Necessitamos uns dos outros , mas a ética depende de um processo.”
Dessa forma, se um grupo faz alguma coisa contra seu próprio ambiente, ninguém vai poder sobreviver ali. “Então, nesse caso fazer o bem e fazer o mal passam a ser algo objetivo”, ressalta o professor. O que leva a deduzir que um nazista como Eichmann, então, não teria outra coisa a fazer do que o que fez, naquele ambiente ideológico? Pode ser.
Em casos subjetivos, porém, pode-se gostar de “x” e desgostar de “y”, sem concordância com o grupo. Uma questão de idiossincrasia, em que o que faz bem a um pode não fazer a outro. “Trazemos nossas tendências e inclinações, que não se adequam ao que o grupo precisaria de nós. Então há uma tensão muito problemática, e nem sempre vamos aceitar as imposições do grupo.”
É o que ocorre, por exemplo, quando há a postagem de um vídeo com uma pegadinha de mau gosto em uma rede social. A tendência é de que a maioria que comente vá aprovar (“curtir”) o vídeo, mas grande parte talvez o condene silenciosamente. Pelo sentimento de grupo, poucos vão externar sua opinião contra a “maldade”. No fim, ainda que haja uma condenação, a maioria que tiver acesso ao vídeo vai sentir uma espécie de prazer, ainda que interdito a si mesmo. É o mesmo que faz com que se propaguem piadas de conteúdo racista ou discriminatório, fotos de corpos mutilados e cenas de espancamento: o uso do instinto em vez da razão. A conduta “em bando” traz um salvo-conduto para o ato de espalhar esse conteúdo, em condição semelhante à da obediência a um chefe. No caso, a “ordem” é repetir o comportamento do grupo.
“Na vida, agir corretamente é como atirar em um alvo a 50 metros: é muito mais fácil errar do que acertar. Somos dominados pelas paixões, e isso é por toda a vida. Estamos sempre sendo expostos a que nossas paixões aflorem. E, em algum momento elas vão aflorar”, conclui Gonzalo. E ele vai além: “Até mesmo a razão é um instrumento das paixões. A razão é escrava das paixões. Eu, Gonzalo, quando escrevo um artigo motivado por uma indignação, estou colocando a razão como instrumento das minhas paixões.”
Parar na faixa ou assustar a velhinha?
Pensei nesta pauta depois do exemplo número 1 dado na abertura do texto principal, mas antes da ocorrência dos dois últimos. Era ao mesmo tempo algo inconcebível e intrigante ouvir relatos (ao todo, quatro) de pessoas que passaram ou viram alguém passar por uma situação de “pegadinha” tendo como pano de fundo uma questão tão séria como a da sequência de mortes de mulheres em Goiânia. Pensar na maldade como algo além de atrocidades e torturas — na maldade não necessariamente com violência física, mas uma maldade ao mesmo tempo sutil e avassaladora — é adentrar em um território que, lá mais adiante, cedo ou tarde (nem tão tarde) vai encontrar cada um de nós. Somos todos habilitados a praticar o mal e, como diz o professor Gonzalo Armijos, é bem mais fácil errar do que acertar o alvo, no que diz respeito a fazer a coisa certa. Para as grandes coisas é preciso planejamento, tempo e dedicação. Assim é quando alguém está por conta de fazer algo “grandioso” ou “maquiavélico — palavras que, pelo uso, adquiriram, “per se”, uma conotação positiva e outra negativa, respectivamente. O bem e o mal de grande porte são trabalhosos, exigem dedicação. Por outro lado, se grandes coisas, para o bem e para o mal, precisam ser construídas com persistência, para pequenos gestos a oportunidade bate diuturnamente à porta. Estamos, então, sempre aptos a fazer uma pequena maldade e uma bondade singela. E, às vezes, uma “ou” outra: ao ver uma senhora idosa esperando para atravessar a faixa, há a opção entre parar educadamente ou acionar a buzina para assustá-la, passando direto. A gentileza ou a brutalidade, ao alcance de cada um. O que decidimos fazer (comportamento), na maioria das vezes, tem a ver com as práticas (hábitos) que adquirimos. Cada um, durante a vida, passa a ser, de certo modo, escravo do que construiu para si — daí os adágios como “pau que nasce torto morre torto” parecerem tanger a verdade. A boa notícia para quem se pega fazendo o mal e não está bem com isso — porque, sim, há os que sabem que fazem mal e vão continuar a usar o livre arbítrio para seguir a fazê-lo — é que o ser humano pode se readaptar. Passar a questionar o que hoje se faz diariamente no modo automático — como lidamos com as redes sociais, como reproduzimos pensamentos machistas ou vertentes autoritárias etc. — é um modo de ir dando uma guinada para o questionamento de crenças consolidadas, porém nada saudáveis, como “quem não quer ver o vídeo do acidente, que não abra” ou “os incomodados que se retirem”. Mudar crenças muda hábitos e impacta o comportamento. Se somos muito mais paixão que razão, ainda assim seremos melhores se melhor usarmos o máximo dessa parte minoritária. (Elder Dias)
Péricles Tavares
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Eduardo Campos (PSB) | Foto: Fernando Leite[/caption]
A União Caboverdiana Independente e Democrática (Ucid) torna público seu pesar diante da trágica e precoce morte do candidato à Presidência da República brasileira, Eduardo Campos, líder do Partido Socialista Brasileiro que tentava o pleito ao executivo pela coligação partidária “Unidos pelo Brasil” (PSB, Rede, PPS, PPL, PRP e PHS). A tragédia que ceifou a vida do candidato certamente causará impacto tanto na corrida eleitoral para as votações de outubro quanto na sucessão presidencial no Brasil. A Ucid mostra-se solidária aos familiares e amigos de todos os envolvidos no acidente, bem como triste pela perda de um líder político jovem, que ainda teria muito a contribuir para a solidificação e a manutenção da democracia da nossa pátria-irmã brasileira.
Péricles Tavares é coordenador da Região Ibérica da Ucid.
“Perda de um político visionário”
Theomar Alves Lamentável a perda de um homem visionário. Isso deixa nosso País chocado e o ocorrido ainda merece ser analisado. Portanto, quando falamos em morte, fica em último lugar a condição de presidenciável. Um pai de família se foi e sua família precisa do consolo de todos que estão por perto. E-mail: [email protected]“O Brasil perdeu um grande homem”
Zumira Alves Que Deus dê forças para a família de Eduardo Campos vencer essa grande perda. O Brasil perdeu um grande homem. E-mail: [email protected]“Ele era o mais capacitado dos candidatos”
Karlos Julianno Braga De longe, Eduardo Campos era o mais capacitado dos três candidatos. Com maior desenvoltura e propostas concretas para conciliação de crescimento econômico e controle inflacionário. Uma pena, uma grande perda. E-mail: [email protected]“O partido dará continuidade ao projeto”
Rosmary Machado Eduardo Campos, seu legado será levado à frente. Deus dará sabedoria ao partido para dar continuidade a seu projeto. E-mail: [email protected]“Que ‘brinco’ Paulo Garcia deixará?”
Arthur de Lucca Gostaria de fazer um comentário da entrevista com o perfeito, ops, prefeito Paulo Garcia (PT), na edição 2040 deste jornal. Ele não explicou que “brinco” deixará para o sucessor. Se de ouro, prata ou bronze. Tudo indica que será de lata. Enferrujada. Todo carcomido. Na questão dos gastos com mídia, o perfeito, ops, prefeito cuspiu no prato, pois o Jornal Opção, em anos anteriores, chegou a colocá-lo como futuro governador de Goiás. Pena que a péssima administração foi mais rápida. E nessa sofrível administração não é só o PT que merece o “bônus”: o PMDB, que está na vice, tem seu quinhão no “emporcalhamento” da linda capital. E, ademais, o “cumpanhêro” comparou os gastos dele só com os de Marconi Perillo (PSDB), não entrando no mérito dos da dra. Dilma “Unicamp”. Não precisava ir muito longe. Poderia ficar aqui próximo, em Anápolis, que tem uma arrecadação menor que a da capital e os munícipes não estão reclamando tanto do “cumpanhêro” [Antônio Gomide] que agora deixou a prefeitura. Quando o perfeito, ops, prefeito falou do ITU e IPTU, lembrei-me do Fernando “Enem” Haddad que veio com essa mesma lábia. Aumentaria o número das pessoas que pagariam menos. E ainda tem pessoas que acreditam. Aliás, a presidenta não propagandeou que estava “dando” de presente o “abaixamento” na conta de energia? Arthur de Lucca é representante comercial. E-mail: [email protected]“Seria o cúmulo penalizarem o tigre”
Paulo Rosa Na história do menino que perdeu o braço no zoológico de Cascavel (PR) e que agora diz que seu pai não é culpado pelo fato de o tigre o ter atacado, só espero que no fim da história o culpado não seja o animal. Seria o cúmulo da ignorância o tigre ser penalizado. E-mail: [email protected]“Estamos caminhando para uma guerra civil”
Luciano Bellina Acabo de ler o Editorial da edição 2040 deste jornal. Tenho a dizer que nenhum governo teve a real preocupação com os incidentes de violência que se fizeram surgir ou se intensificaram. O descaso é total, apartidário, sem responsabilidade por gênero ou grau de escolaridade. Falta de planejamento, antevisão do futuro, falta de políticas públicas, distribuição de renda, reforma agrária e tantos outros motivos. Estamos caminhando para uma guerra civil. Matamo-nos todos os dias, uns para retirar de outrem sues pertences e outros, seus donos, para mantê-las. O mal maior deste País é a corrupção, originada por um instinto inconsciente de sobrevivência, de amealhar para se sobressair, e a massa, desassistida, segue entre tiros, facadas e a morte iminente. Luciano Bellina é professor. E-mail: [email protected]“Humberto Machado perderá apoio se renegar Iris”
Daniel Barbosa Se o prefeito de Jataí, Humberto Machado (PMDB), renegar Iris Rezende estará sujando a bandeira ideológica que defende. E perde o apoio de muitos, pois Iris continua sendo o maior ícone da história do PMDB de Goiás. E-mail: [email protected]“Serial killers não precisam seguir padrão”
Lucas Marsiglia Um serial killer se caracteriza por cometer homicídios com certo intervalo de tempo, podendo ou não deixar uma “assinatura”. Existem inúmeras motivações e causas que podem levar uma pessoa a cometer tais atos. Serial killers podem, sim, usar armas de fogo, ao contrário do que alguns estão dizendo por aí. Não precisam necessariamente seguir um padrão. Posso citar inúmeros casos de assassinos em série que não seguiam padrão nem de vítima nem de determinado tipo de arma. E-mail: [email protected]“Subamos em nossas carteiras”
Celso Neto
Que todos nós subamos em nossas carteiras em homenagem ao “capitão” Robin Williams.
E-mail: [email protected]
“Eu tenho um carinho muito grande por ele. Carinho, admiração, respeito...vai ser eterno”, declarou a atriz
O Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) negou hoje (15), por unanimidade, um pedido de impugnação do registro de candidatura de Agnelo Queiroz (PT) ao governo do Distrito Federal. Os desembargadores entenderam que não há nenhum fato que torne inelegível o candidato à reeleição. Após a decisão, o registro de Agnelo foi autorizado.
O pedido de impugnação foi feito pela candidata a deputada federal Raquel Costa Ribeiro (PR). No pedido de impugnação, a acusação alegou que Agnelo não apresentou certidões negativas de processos no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e que o atual governador responde a ações de improbidade na Justiça. A defesa do candidato afirmou que ele está apto a concorrer por ter apresentado todas as certidões negativas e não ter sido condenado em decisão colegiada, conforme previsto na Lei da Ficha Limpa.
O crítico norte-americano é um talentoso ironista: apesar de manifestar aversão à ideologia, sua obra capital é um verdadeiro manifesto político, em defesa da alta literatura no ensino acadêmico
Dentre todos os grandes criadores russos, Liev Tolstói foi aquele que maior influência exerceu nas gerações que contestariam o czarismo
Entre os apoiadores estão inclusive políticos da oposição, como é o caso do prefeito do município, o peemedebista Luiz Teixeira

