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“O petróleo é nosso”, as derradeiras palavras de Monteiro Lobato

Monteiro Lobato conseguiu sacudir o Brasil de alto a baixo, apontando ao povo brasileiro os caminhos de sua emancipação econômica, lutas que se aprofundariam após a sua morte e que redundaram na fundação da Petrobras

Surto de ebola já matou quase 5,5 mil pessoas pelo mundo

A maioria dos casos aconteceram na África Ocidental, Brasil não confirmou nenhum ainda. Confira mais informações sobre o vírus

Governo se abre para início da transição

A previsão é de que o governador eleito Marcleo Miranda terá muita dificuldade para equilibrar as contas em 2015

Vereador protesta contra “auxílio paletó” em Palmas

O vereador Júnior Geo (Pros) denominou de auxílio “paletó” a proposta encaminhada pelo Executivo à Câmara Municipal, cujo impacto financeiro é de mais de R$ 910 mil. Ele disse ser contra a proposta de emenda à Lei Orgânica do Município, que institui o pagamento de adicional de férias e 13º ao secretariado, prefeito e vice- prefeito de Palmas. O parlamentar, que teve acesso à proposta na quinta- feira, 20 protestou e lembrou que a atual legislatura extinguiu todo e qualquer auxílio instituído anteriormente, e que os ve­readores recebem exatamente apenas 12 salários. “Na Câmara não existe auxílio-paletó, quando aqui adentramos extinguimos todo e qualquer tipo de auxílio financeiro”, afirmou. Júnior Geo foi além e disse que está sobrando dinheiro na prefeitura porque os professores não foram pagos. “Não foi suficiente aumentar de forma substancial o salário dos secretários, agora o prefeito vem com mais um acréscimo de R$ 910.579,26 de adicional de férias e gratificação natalina; é o peru de Natal. Isso sim é auxílio-paletó”, protestou.

“Sandoval Cardoso está ofendendo a Lei de Responsabilidade Fiscal e a Lei Eleitoral”

Deputado do PR se diz candidato avulso à presidência da Assembleia Legislativa “para promover a honestidade"

Gurupi chega ao 2º melhor IDH do Estado

[caption id="attachment_21489" align="alignleft" width="620"]Prefeito Laurez Moreira: “Números mostram o acerto das nossas ações” | Foto: Divulgação/Redes Sociais Prefeito Laurez Moreira: “Números mostram o acerto das nossas ações” | Foto: Divulgação/Redes Sociais[/caption] A cidade de Gurupi conquistou o segundo melhor IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do Tocantins, atrás somente de Pa­raíso do Tocantins. “Esses dados de­mostram os resultados do trabalho sério que implementamos na prefeitura, desde o início da nossa gestão e que somente agora estão surgindo, comprovando, dessa maneira, que estamos no caminho certo e a população gurupiense é a maior beneficiária dessas conquistas”, comemora o prefeito Laurez Moreira (PSB). O município também tem se destacado na área da educação, e em seus diversos níveis também é destaque, como aponta o Índice da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) de Desenvolvimento Municipal (IFDM), que é um estudo que acompanha anualmente o desenvolvimento socioeconômico de todos os municípios brasileiros em três áreas de atuação: Emprego e renda, Educação e Saúde.

Empregabilidade

Em outubro deste ano, a empregabilidade no município de Gurupi, mais uma vez teve saldo positivo. Os dados são do setor de Cadastro Geral de Empregados e De­sem­pregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego. O prefeito Laurez Moreira disse que as várias obras que estão sendo executadas na cidade serviram para impulsionar a geração de novas frentes de emprego formal, principalmente na construção civil. “São obras ligadas ao poder público como a construção de moradias populares do programa Minha Casa Minha Vida, o Hospital Geral de Gurupi, revitalização, reforma e ampliação de escolas e unidades de saúde, dentre outros”, destacou o prefeito. Laurez também citou como fator preponderante para a geração de novas oportunidades de emprego na cidade a política de atrativos e incentivos colocada em prática pela administração municipal, o que possibilitaram a vinda de novas empresas para Gurupi e outras que ampliaram seus negócios. “A rede hoteleira é um setor que está em franca expansão. Recentemente foi inaugurado um novo hotel e outros quatro estão em construção. O setor de serviços também apresentou acentuada melhora”, sustentou o prefeito. Buscando preparar a mão de obra existente no município e assim poder atender as demandas exigidas pelo mercado empregador, a Pre­feitura de Gurupi, por meio da Secretaria Municipal de Desen­volvimento Social, fez parceria com o Senai e o Senac na realização de vários cursos profissionalizantes, e já capacitou até o momento mais de 3 mil pessoas.

TJ recolhe mais armas de fogo e munições nos fóruns

O Tribunal de Justiça do Estado do Tocantins realizou um novo recolhimento de armas de fogo e munições que estavam retidas nos fóruns como prova de crimes. O material será, como de praxe, entregue ao 22º Batalhão de Infantaria do Exército Bra­sileiro e destruído. A ação teve o apoio da Polícia Militar e da Corregedoria Geral de Justiça e atende a solicitações das comarcas, esvaziando os fóruns e promovendo maior segurança. O recolhimento do material é coordenado pela Assessoria Militar do Tribunal. Com a entrega ao Exército, as armas e munições passarão por um trabalho de pré-destruição e posteriormente serão encaminhadas para serem derretidas.

Balanço

No 1º semestre deste ano, foram recolhidas quase mil armas (revólver, rifle, espingarda, pistola, armas de fabricação artesanal e simulacro). Já as munições foram aproximadamente 3 mil itens (munições intactas e deflagradas) e diversos recipientes de pólvora, espoletas, esferas de chumbo e carregadores. A ação de recolhimento no segundo semestre de 2014 também apresentou números significativos. Foram mais de 800 armas recolhidas pelo interior do Estado e quase 50 na capital. Quanto às munições foram mais de 10 mil itens no interior e 255 em Palmas. Foram entregues ao 22º Batalhão de Infantaria neste ano aproximadamente 2 mil armas e mais de 13 mil itens.

Governo tomará empréstimo de R$ 10,5 milhões

Os deputados aprovaram, na semana que passou, o pedido do Executivo para contratar financiamento com a Caixa Econô­mica Federal, no valor de R$ 10,5 milhões. Os recursos serão destinados para o programa de Infraestrutura de Transporte e da Mobilidade Urbana (Pró-transporte), PAC 2, com a finalidade de pavimentar vias urbanas em diversas cidades, como Arraias, Dianópolis, Guaraí, Natividade, dentre outras localidades.

Siqueira Campos recebe honraria do TCE

[caption id="attachment_21485" align="alignleft" width="259"]Siqueira Campos: mérito reconhecido pelo TCE | Foto: Reprodução Siqueira Campos: mérito reconhecido pelo TCE | Foto: Reprodução[/caption] O ex-governador Siqueira Campos (PSDB) foi homenageado na quinta-feira, 20, com o “Colar do Mérito” que leva o seu nome, pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE). Conforme afirma a reso­lução número 586 de 2014 do TCE, os homenageados são merecedores da honraria por terem contribuído “de maneira excepcional e notória para o desenvolvimento econômico, social e administrativo do Estado e suas ações fortaleceram diversas entidades que atuam a favor do Tocantins”. Além do ex-governador, fo­ram homenageados os membros do Pleno do órgão: Manoel Pires, Doris Te­rezinha Cordeiro, Na­poleão de Souza Luz So­brinho, Severiano José Costan­drade e André Luiz de Matos; e a procuradora-geral de Contas Litza Leão Gonçalves. Os conselheiros aposentados José Jamil Martins e Herbert de Carva­lho Almeida; e os falecidos Antô­nio Gonçalves de Carvalho Filho, João de Deus Miranda Rodrigues e José Ribamar Menezes também receberão a honraria.

Sindicato diz que governo maquia números e defende nomeação de concursados

Logo depois que o governo do Estado anunciou a exoneração de mais de 6.550 servidores que ocupavam cargos de livre nomeação, o Sindicato dos Servidores Públicos no Estado do Tocantins (Sisepe-TO) fez um alerta dizendo que se tratava de uma manobra do governo com o intuito de “maquiar” o número de servidores contratados para cargos que deveriam estar sendo ocupados por servidores públicos concursados. Pouco tempo após a demissão, o governo já recontratou mais servidores do que havia exonerado. “Demonstra falta de planejamento e gestão de pessoal e é também uma maneira que o governo encontrou para burlar a Lei de Responsabilidade Fiscal”, pontua o presidente do Sisepe, Cleiton Pinheiro. O sindicato está atento à situação e defende que o governo convoque e dê posse imediatamente a todos os aprovados no último concurso realizado para o quadro geral. “Muitos aprovados não tomaram posse e o governo precisa chamar o cadastro reserva para acabar com as contratações que no fundo são moedas de troca para atender a interesses de aliados”, critica Cleiton Pinheiro. O sindicato acredita que a ocupação dos cargos públicos por servidores concursados e devidamente qualificados só tende a melhorar a qualidade dos serviços prestados à população. Diversos expedientes foram encaminhados ao governo cobrando que o cadastro reserva seja convocado. “Vamos cobrar também da próxima administração um maior cuidado com os servidores públicos, a fim de evitar tantas nomeações sem concurso público”, diz Cleiton Pinheiro.

Indústria mineira Plena Alimentos vai ampliar investimentos no Estado

O Tocantins tem atraído investimentos para a produção de carne devido à boa localização, a facilidade de escoamento e o clima favorável. Outro importante avanço no setor acontecerá com a construção de uma indústria de processamento de carnes da cadeia de frigoríficos mineira Plena Alimentos. Com investimento de cerca de R$ 25 milhões, a empresa, que já possui um frigorífico em Paraíso, vai construir no próximo ano a estrutura para fazer a desossa da carne. Para o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária (Seagro), Ruiter Pádua, a construção da indústria beneficia a população com a geração de emprego e renda, tanto no setor da indústria como no meio rural. “Hoje a empresa abate 600 animais por dia, com a construção da indústria de processamento, pode ser que seja necessário aumentar esse número. Além disso, é no processamento que se gera mais mão de obra”, explicou. Segundo Pádua, os incentivos oferecidos pelo governo estadual são os mesmos destinados à abertura de novas indústrias, que incluem incentivos tributários, como a possibilidade da redução de até 75% de ICMS, bem como ações como a abertura de área e asfalto até a entrada do empreendimento. O secretário ainda ressaltou que a localização e o clima são fatores importantes para a escolha do To­cantins como local para a abertura da empresa. “Por estarmos no centro geodésico do País a logística de escoamento é favorecida, tanto para o fornecimento do mercado de exportação, como interno, via porto marítimo. O nosso clima constante também é um fator importante”, completou.

Críticos examinam de maneira incisiva e corrosiva O Irmão Alemão, romance de Chico Buarque de Holanda

Alcides Villaça e José Castello destacam as qualidades do novo romance do escritor brasileiro. Alcir Pécora e Marcelo Coelho exibem certas inconsistências da arquitetura literária do trabalho

Romance é produto de caçada de Chico Buarque pelo irmão alemão

[caption id="attachment_21474" align="alignleft" width="620"]Chico Buarque de Holanda e Sergio Günther, seu irmão alemão: a imaginação “reconstruiu”  a história do misterioso filho de Sérgio Buarque de Holanda. O jornalista e cantor morreu de câncer no pulmão Chico Buarque de Holanda e Sergio Günther, seu irmão alemão: a imaginação reconstruiu” a história do misterioso filho de Sérgio Buarque de Holanda. O jornalista e cantor morreu de câncer no pulmão[/caption] Poucas vezes um livro — o romance “O Irmão Alemão” (Companhia das Letras, 239 páginas) — mereceu tanto destaque na imprensa brasileira. Os motivos? Primeiro, o autor. Chico Buarque é, além de escritor, um dos mais importantes compositores do País. É uma estrela, embora não queira ser uma celebridade. Segundo, na atualidade, não há tantos autores de qualidade, ou de alta qualidade, no mercado literário patropi. A “Folha de S. Paulo” concedeu três páginas ao lançamento do romance, com reportagens e duas críticas de qualidade, curtas mas sólidas, de Alcir Pécora e Marcelo Coelho. O jornal é responsável, de longe, pela mais rica cobertura da publicação de “O Irmão Alemão”. Logo a “Folha”, que empobreceu sua cobertura literária. A “Ilustrada”, aos sábados abre mais espaço para literatura, é em geral fraca, exceto quando publica as críticas mais contundentes de Alcir Pécora e Luís Augusto Fischer. As críticas dos professores da Universidade de Campinas (Unicamp) e da Universidade do Rio Grande do Sul são consistentes, corajosas e posicionadas. Não ficam em cima do muro — o que tem provocado reações acerbas, às vezes infantis, de alguns criticados. “O Irmão Alemão” é um romance, não uma biografia, sobre o irmão mais velho de Chico Buarque de Holanda, Sergio Georg Ernst (mais conhecido como Sergio Günther), nascido em 1930 e falecido em 1981, aos 50 anos, em decorrência de câncer de pulmão. Ele era jornalista e, como alguns integrantes da família Buarque, cantor. O jornalista, escritor e biógrafo Ruy Castro ouviu sua música, a pedido da “Folha”, e disse que “é uma boa droga, típica do pior pop europeu por volta de 1960”. Correspondente de “O Jornal” (de Assis Chateaubriand) na Alemanha pré-Hitler, Sérgio Buarque namorou a alemã Anne Margerithe Ernst e, com ela, teve o garoto Sergio Ernst, que não conheceu. O celebrado autor do clássico “Raízes do Brasil” voltou para seu País, escreveu críticas literárias e se tornou um de seus mais importantes historiadores. Chegou a receber uma carta de Anne Ernst sobre o nascimento de seu filho, mas os jovens, na turbulenta década de 1930, perderam contato. Possivelmente por não ter condições de criar o garoto, Anne Ernst entregou-o para a Prefeitura de Berlim, que decidiu informar Sérgio Buarque, em 1932. O historiador comunicou que poderia criar o menino ou poderia sustentá-lo em Berlim. Sem receber resposta, o brasileiro continuou tocando sua vida, até que, em 1934, com Hitler no poder, recebeu mais uma carta de uma autoridade alemã. O casal Arthur e Pauline Günther pretendia adotar Sergio Ernst, mas, como a Alemanha estava controlada pelo nazismo, o governo pedia informações sobre a origem do pai, Sérgio Buarque. Queriam saber, lógico, se o brasileiro era ou não de origem judaica. Se era ariano. A documentação foi enviada e, aí, esqueceu-se do assunto por um longo tempo. Em 1967, numa conversa informal, o poeta Manuel Bandeira disse a Chico Buarque que ele tinha um irmão alemão. Desde então, o compositor (e, vá lá, cantor) e escritor ficou matutando sobre a história. Queria saber mais, juntar as pontas e descobrir quem era seu irmão mais velho. Decidiu reconstruir a história, para torná-la inteligível também para ele, por intermédio de um romance. Noutras palavras, decidiu escrever uma história ficcional sobre um assunto real, acabando por iluminar uma história real que, de tão confusa e complexa, era e é meio ficcional. Pode-se dizer que a realidade é a mina de ouro da literatura, porém é preciso escavá-la o mais fundo possível para torná-la ficcional. A imaginação recria a realidade, tornando-a mais luminosa, o que não é o mesmo que copiá-la ou imitá-la (mimese não é isto). No caso do irmão de Chico Buarque, com uma história “curta”, sem dados para sustentar uma biografia precisa, a imaginação é o instrumento mais eficaz para criar uma lógica, ou uma história. O autor de “Estorvo” e “Leite Derramado” decidiu “revelar” quem é o irmão. Adotado, Sergio Ernst mudou de nome, passando a ser chamado de Horst Günther. Aos 22 anos, retomou o prenome inicial, Sergio, mas manteve o sobrenome, Günther. Na década de 1950, o jornalista Sergio Günther se aventurou pelas artes, na televisão estatal da Alemanha Oriental, a Deutscher Fernsehfunk. Além de gravar discos, pois era cantor — “a voz dele era única, muito grave e sonora, e as pessoas reconheciam-na imediatamente, disse o radialista Siggi Trzoss à “Folha de S. Paulo” —, participou de programas de variedade. Era tido como mulherengo — casou-se quatro vezes e teve dois filhos. “Meu avô trabalhou para a TV, cantava muito bem e tinha carisma”, diz Josepha Prügel, neta de Sergio Günther e bisneta de Sérgio Buarque. O comunista Sergio Günther não assistiu a queda do muro de Berlim, em 1989. Morreu antes. As famílias Günther e Buarque de Holanda hoje estão próximas. A partir de certo momento, Chico Buarque sentiu um certo bloqueio e não conseguia mais escrever o romance. Pediu apoio ao editor da Companhia das Letras, Luiz Schwarcz. Este buscou a ajuda do historiador Sidney Chalhoub, que estava na Alemanha. Chalhoub pôs o historiador brasileiro João Klug e o museólogo alemão Dieter Lange no caminho de Chico Buarque e a história “cresceu”. Para romper o bloqueio em definitivo, Schwarcz sugeriu a leitura de “Austerlitz”, do escritor alemão W. G. Sebald. O brasileiro leu também “Paris — A Festa Continuou”, do jornalista Alan Riding. “O Irmão Alemão” chega às livrarias com uma edição de 70 mil exemplares. No domingo, 16, estive na Livraria Cultura, a do shopping Casa Park, em Brasília, e os funcionários me disseram que era um dos livros mais procurados da semana. Mas ainda não estava exposto. Se publicado na Alemanha, o livro certamente se tornará best seller e possivelmente será adaptado para o cinema, lá, aqui ou, quem sabe, em Hollywood.