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Mas… Já?

É incrível como a base aliada se une fortemente na disputa pelo governo do Estado e vive aos trancos e barrancos na disputa pela Prefeitura de Goiânia

Principal objetivo de Berzoniev é controlar a imprensa

[caption id="attachment_25807" align="alignnone" width="620"]Ministro das Comunicações do Brasil, Ricardo Berzoini, Adolf Hitler e Stálin: o primeiro é um personagem menor da história, mas quer o mesmo que os outros dois — o controle da imprensa Ministro das Comunicações do Brasil, Ricardo Berzoini, Adolf Hitler e Stálin: o primeiro é um personagem menor da história, mas quer o mesmo que os outros dois — o controle da imprensa[/caption] O filósofo Alexandre Koyré (1892-1964) nasceu em Taganrog, a mesma aldeia russa de Anton Tchekhov, e viveu na Alemanha, na França e nos Estados Unidos, onde se refugiou durante a Segunda Guerra (era judeu). Quando leu, na década de 1920, o livro “Mein Kampf” (“Minha Luta”), que Adolf Hitler havia escrito na prisão de Landsberg, se escandalizou: to­dos os horrores que o nazismo viria a praticar no futuro estavam ali anun­ciados com todas as letras, mas poucos atentaram nas promessas tirânicas e se preocuparam em evitar que passassem do terreno das ideias para o dos fatos irreversíveis. O filósofo classificaria a desfaçatez com que Hitler, publicamente, prometia aniquilar os judeus, ocupar a União Soviética e dominar a Europa como “conspiração à luz do dia”. Era um alerta que o mal enviava ao bem, mas que, como tantos outros, foi ignorado, com todas as tristes consequências conhecidas. Estamos, nós brasileiros também, contemplando uma “conspiração à luz do dia”, e já são passados dez anos. O alerta, ainda tímido, precisa de amplificadores. “Antes que o mal cresça, corte-se-lhe a cabeça”, diz o ditado. Acer­tado ditado. Cortar cabeça de males grandes, além de difícil, é arriscado. A parte mais radical do petismo, que recusa sepultura ao cadáver do marxismo e que vê no “bolivarianismo” — tão “bem” sucedido na Venezuela — sua ressurreição, cultiva com verdadeira obsessão a ideia da censura à imprensa. Quando imaginamos que possam os integrantes desse núcleo mais empedernido, os saudosistas do stalinismo, os “esquerdistas radicais” aos quais não é estranha a própria presidente da República, ter se esquecido dessa perigosa ambição, e desistido de concretizá-la, vemos que eles já voltam à carga. E voltam com renovada energia, como se almejassem algo normal, benfazejo, útil à sociedade, quando se trata justamente do contrário. Os porta-vozes dos credos totalitários não costumam esconder suas ideias. Afinal julgam-se arautos de organizações superiores da sociedade, que prometem elevar a patamares mais igualitários, justos e prósperos (como aconteceu em Cuba, por exemplo). O último acontecimento dessa conspiração está aí à vista de todos — sem dúvida mais um episódio da “conspiração à luz do dia” contra a liberdade de informação, pois é disso que falamos: o “camarada” Ricardo Berzoini, bastante conhecido por nunca desmentir suas posições atrasadas de esquerda, tanto que já foi rebatizado de “Ber­zoniev” por alguns setores da imprensa, acaba de ser nomeado ministro das Comunicações. E quais são suas primeiras declarações? De que o governo promoverá a “regulação econômica da mídia”, que devem ser evitados “monopólios e oligopólios”, que inicialmente não cuidar-se-á de regular o conteúdo (atenção para o advérbio “inicialmente” que mostra claramente a intenção de censurar a imprensa), que o governo preparará um projeto de lei, que promoverá debates “com participação popular, de preferência”. O recado de Berzoini está tão claro quanto o livro de Hitler: o PT pretende fragmentar as grandes organizações, como a Rede Globo, proibir a “posse cruzada” — rádios, televisões e jornais de uma mesma empresa —, vai elaborar projeto de lei, convocando a “participação popular”, que significa pedir apoio às organizações dominadas pelo petismo mais radical, e apenas inicialmente não pretende efetuar a censura direta, de conteúdo, ficando subentendido que isso virá logo depois. Subtende-se também, e nunca disso duvidamos, o apoio da presidente da República às medidas. Para isso, ela nomeou Berzoini. Suas declarações foram imediatas. Não concordasse a presidente com elas, e Berzoini teria sido chamado às falas e teria feito um desmentido, tal como ocorreu, de maneira humilhante, com o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, e suas pretensas e natimortas mudanças no cálculo do salário mínimo. Mas isso já era esperado, e havia sido revelado em reportagem da “Folha de S. Paulo” em 28 de maio do ano passado, pelos jornalistas Valdo Cruz e Andreia Sadi. Dilma havia se comprometido com os radicais petistas a ceder, no segundo mandato, se conquistado, e apoiar algum tipo de censura. Só para lembrar: Berzoini está desde o início na raiz das tentativas petistas de censurar a imprensa. A primeira tentativa efetiva de controle das redações tem as impressões digitais de “Berzoniev”. Deu-se logo após o correspondente americano Larry Rohter, do “New York Times”, em maio de 2004, ter feito reportagem em que mencionava a prodigalidade com que Lula entornava seus copos de bebida (alcoólica). Como nos lembramos, o jornalista chegou a ser expulso, embora a medida tenha sido revogada. Três meses depois chegava no Congres­so o projeto de lei nº 3985/2004, que criava o Conselho Federal de Jornalismo, visivelmente voltado para a censura da imprensa. A origem era o Ministério do Trabalho, e a exposição de motivos era assinada exatamente por Ricardo Berzoini, que se sabia acolitado por Franklin Martins, ex-terrorista, sequestrador, radical de esquerda e também ministro petista. O Congresso, embora dominado pelo governo petista, teve o bom senso (e a coragem) de rejeitar o absurdo, ainda em 2004. Mas não houve trégua, por parte dos mais radicais, e nem haverá, está claro. Não só o partido, em seus encontros, não abandona o tema, e inclui em suas resoluções sua disposição de implantar a censura, ainda que esconda esse desejo em eufemismos, como “marco regulatório da mídia”, como figuras importantes do mesmo PT estão sempre doutrinando pela aceitação das medidas. Frei Betto, Tarso Genro, Rui Falcão e outros que professam o credo encarnado não se fazem de rogados, quando o assunto é “regular a mídia” ou regulamentar os artigos 220 e 221 da Constituição Federal. Lula, embora não seja um radical de esquerda (como sê-lo, acumulando fortuna, adquirindo apartamento tríplex e dando sempre preferência, quando se hospeda, às suítes mais caras dos mais caros hotéis?), talvez para agradar, dentro de sua astúcia, esses radicais, tem defendido com ardor essas medidas de futura censura à imprensa. O fato, tomando por empréstimo as palavras do “filósofo da ciência” Alexandre Koyré, é que a “conspiração à luz do dia” dos radicais petistas continua com o mesmo ímpeto com que nasceu, 12 anos atrás. Os revezes não injetaram desânimo naquelas hostes. Eles sabem encarar suas derrotas como temporárias tão bem como sabem tornar definitivas suas vitórias. Assim procederam seus colegas, sempre. Na Venezuela, Hugo Chávez não se preocupou com as derrotas em suas tentativas de institucionalizar a ditadura, via de reeleições su­cessivas. Quando obteve uma vitória, esta foi para sempre. Os exemplos de sujigamento da imprensa estão à vista do petismo, pois foram obtidas pelos companheiros “bolivarianos” na Venezuela, no Equador, na Bolívia e quase chegam a seu termo na Argentina. Por isso insistem nela, ainda que nossas instituições, mais sólidas, resistam. Thomas Jefferson disse certa vez, sobre a censura à imprensa: “Se eu pudesse escolher entre um governo sem jornais ou jornais sem governo, não hesitaria em escolher o último”.

Lúcio Flávio está mesmo decidido a disputar a presidência da OAB-Goiás, em novembro

A oposição banca Lúcio Flávio (ou o desembargador Paulo Teles), especialista em processo civil, para presidente da OAB-Goiás em novembro deste ano. Ele é sócio do desembargador aposentado Jamil Pereira de Macedo num azeitado escritório de advocacia. O advogado Leon Deniz, que não planeja mais disputar o comando da OAB, vai apoiar Lúcio Flávio.

“Adaptar um livro leva ao interesse pela obra original”

Rodrigo Normando Discordo do artigo “Discípula de Paulo Freire assassina Machado de Assis” (Jornal Opção 2028), de José Maria e Silva. É um texto voraz em defender um cânone da literatura universal através de violência verbal e arrogância. Esta foi minha impressão ao ler o texto: “alguém quebrou o meu brinquedo”. Àqueles que concordam com a crítica e com o autor, peço minhas desculpas, mas, sem sombra de dúvida, discordo de umas boas vírgulas do que li. Não esqueçam de que a adaptação da obra não é para vocês, universitários, formados em Letras ou amantes da literatura como ela veio ao mundo. A adaptação é destinada aos estudantes do ensino médio que não dão a mínima para Machado de Assis e nem para livros em geral. Nem todos são assim, no entanto é evidente que a maioria esmagadora vai à escola porque é obrigada a ir. É com o intuito de aproximar aquilo que já é absurdamente distante da realidade desses jovens que a adaptação é feita; são leitores novos, que frequentam a escola e não têm o costume de ler ou que já a concluíram décadas atrás e estão, por sinal, sem qualquer contato com a literatura. Faço a vocês uma pergunta objetiva e clara: é tão mais importante que se leia a obra integralmente, sem adaptações ou o termo que preferirem, e não a compreendam com o mesmo ardor e paixão que aqueles que, como eu e vocês, têm na literatura a fonte de renda, do que adaptá-la e levar a história ao alcance de milhões de leitores em formação para que a compreendam? Faço-me valer das muitas adaptações que li para sustentar que todas tiveram um papel formidável para que eu, quando me sentisse pronto, arrancasse a obra integral das prateleiras e a lesse, mas dessa vez com o amor que hoje tenho. Caros amigos, adaptar é um passo para levar ao leitor em formação o interesse pela obra e não, de forma alguma, disputar com a obra original um patamar de igualdade dentro da literatura universal. Verifiquem, em uma escola pública de ensino médio, quantos alunos não preferiram a adaptação, quando em primeiro contato com a obra em si; e verifiquem, também, quantos outros alunos, após lerem a adaptação, não se interessam em ler a versão original. Não se trata de matar a obra, mas, sim, de abrir caminho para que ela possa existir em meio à contemporaneidade. Rodrigo Normando é escritor. E-mail: [email protected]

“Troca de extintor é desrespeito ao consumidor”

Antonio Alves Em relação à nota “Vídeo de jornalista goiana apagando incêndio com extintor ABC vira piada na internet” (Jornal Opção Online), o que ficou claro foi uma verdadeira demonstração de desrespeito ao consumidor, que está sendo obrigado a trocar seis por meia dúzia e voltar dinheiro, pagando por uma porcaria que não lhe dá segurança nenhuma. Em ambos os casos, os extintores demonstraram total ineficiência que justifique o dinheiro que está sendo pago por eles. Vergonhosa e criminosa a atitude das autoridades. E-mail: [email protected]

A incompetente polícia francesa

Só os erros dos terroristas que atacaram o jornal satírico parisiense possibilitaram que eles fossem cercados e mortos

A reforma possível

Prefeito Paulo Garcia deve enviar no final do mês para a Câmara dos Vereadores um pacote que prevê economia de R$ 6 milhões por mês

História mostra que nem sempre um crime confessado foi, de fato, cometido

Livro de jornalista investigativo relata como um homem quis se tornar um assassino em série e, com a ajuda da Justiça, mesmo sem matar ninguém, foi considerado o criminoso mais brutal do país

Intolerância, um mal que pede mais de si mesmo para poder proliferar

Gandhi já dizia ser este um sentimento inimigo da “compreensão correta”. O caso do atentado ao jornal “Charlie Hebdo” comprova o poder negativo que tem o desrespeito ao contraditório

Estado articulado por Marconi Perillo quer servir mais e melhor a sociedade

Tornar Goiás a oitava maior economia do País e transformar o Estado num prestador de serviços eficiente para todos os indivíduos. São algumas das principais metas do tucano-chefe

Agenda

Nesta época de férias escolares, o Grupo Zabriskie apresenta seis peças para crianças no Teatro Sesc. A intenção é atrair as crianças para o teatro. Os próximos são: "Na Floresta da Brejaúva", dia 17; e "Segredos", dia 18. Às 17 horas.

Agenda

No Museu de Arte de Goiânia, no Bosque dos Buritis, está a Ex­po­sição Anos 80, com trabalhos de 36 artistas nacionais. Entrada franca.

Lançamentos

Livro

Livro O brilhante escritor suíço Robert Walser agora pode ser lido pelos brasileiros de maneira mais ampla e em uma só obra. Esta antologia oferece um panorama de sua produção. ABSOLUTAMENTE NADA E OUTRAS HISTORIAS Autor: Robert Walser  Pre­ço: R$ 27,30 Editora 34  

Música

ÁlbumCéuCéu lança seu primeiro registro ao vivo. A obra celebra dez anos de estrada. A regravação de “Mil e uma noites de amor”, de Pepeu Gomes, é uma das delícias do álbum. CÉU AO VIVO Intérprete: Céu Pre­ço: R$ 24,90 Som Livre  

Filme

DVDEstrelado por Wag­ner Mou­ra, Praia do Futuro é lançado em Blu-Ray no dia 13. Trata-se de uma be­la produção, cujo tema central, a sexualidade, está em debate atualmente. PRAIA DO FUTURO Direção: Karim Aïnouz Preço: R$ 39,90 Califórnia Filmes

Cine-Clássicos

A Mostra Clássicos do Cinema Mundial II, do Cine Goiânia Ouro, traz filmes que marcaram o cinema e ficará em exibição durante todo o mês. Em cartaz para esta semana estão: domingo, 11, “A Dama e o Vagabundo”; segunda-feira, 12, “O último Tango em Paris” e “Amor sem fim”. Na sexta-feira, 16, o sempre lembrado “Super-Homem” Christopher Reeve aparece nas telas com o clássico “Em algum lugar do passado”, filme que também será exibido no sábado, 17. Os ingressos têm o preço único de R$ 2.

Banda paulista celebra o Indie Rock em Goiânia

É inegável que a faceta indie do rock tem aglomerado uma boa parte de fãs pelo mundo. E não apenas de adolescentes e jovens, mas de todas as idades. A razão é que algumas bandas — The Black Keys, por exemplo — têm uma qualidade incrível de som e apresenta boas composições líricas. No Brasil, uma das bandas referência no que diz respeito à vertente é a paulista IndieGo Club, que estará em Goiânia no próximo dia 15. A banda é nova — apenas quatro anos de estrada —, mas promete um repertório para duas horas de show. No set list estão bandas como Strokes, Arctic Monkeys, The Killers, Kings of Leon, The Black Keys, Queens of The Stone Age, Two Door Cinema Club, entre outros. O show será no Bolshoi Pub — já conhecido por contemplar o rock, tanto nacional quanto goiano.

Rufem os tambores: as portas do Basileu França estão abertas

[caption id="attachment_25711" align="alignnone" width="620"]Foto: Fernando Leite/Jornal Opção Foto: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption] Ainda que o verão aqueça os dias na capital goiana, o mês é de frio na barriga e ansiedade para quem quer mergulhar nas artes. É que a Escola de Artes Basileu França abriu o período de inscrições para diversos cursos. E se você curte bons passos de dança, o linóleo do teatro, o picadeiro do circo ou o bom pincel para alguma tela, deve ficar de olho, pois os testes estão quase aí. As inscrições para audição dos cursos de Formação Inicial e Continuada (FIC) na área de dança, teatro e artes visuais vão até o dia 30 de janeiro. Quem se interessa pelas artes circenses tem até 2 de fevereiro para realizar sua inscrição. Pelo grande número de interessados e o tempo que se leva para realizar os testes, a chamada para aprender algum instrumento musical e/ou canto se encerrou na sexta, 9. Já para as demais áreas, ainda dá tempo de levar os documentos pessoais mais o valor de R$ 10 na secretária do Basileu, que fica na Avenida Universitária, Setor Universitário, sentir o frio na barriga e, quiçá, ser aprovado.