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“Galolinha”: Penas longas, canto forte e não bota ovo, veja o vídeo

Uma ave, antes comum, tem chamado a atenção de moradores em Santa Bárbara, na Região Central de Minas Gerais. Com penas longas, canto forte e o comportamento cada vez mais parecido com o de um galo, ela deixou de botar ovos, e assim, virou atração no galinheiro da família de Bruna Gomes. O vídeo foi compartilhado e despertou a curiosidade de quem assiste.

A nova estrela do terreiro ganhou até nome: Galolinha. O apelido, portanto, mistura o passado de galinha poedeira com a aparência e atitudes que lembram as de um galo. “Essa não pode ir pra panela”, brincou Bruna, sobrinha do dono do galinheiro.

De acordo com ela, as mudanças começaram há cerca de seis meses, após a morte do único galo do local. “No galinheiro do meu tio tem umas vinte galinhas. E só ela tá diferente. As penas foram crescendo aos poucos e nunca mais ela botou”, contou.

O que diz a especialista em aves?

Para entender o fenômeno, o g1 consultou a médica veterinária Marcela Ortiz, especialista em aves. Ela explicou que, embora o ideal fosse examinar a ave, há registros científicos semelhantes. “Se a ave realmente botava ovos e agora passou a apresentar características masculinas, uma das explicações possíveis é o ginandromorfismo, algo parecido com o hermafroditismo em humanos”, disse.

De acordo com a veterinária, nas aves, só o ovário esquerdo funciona. Já os testículos, se existirem, ficam internamente. Assim, um desequilíbrio, como a perda do galo, pode ter provocado a inatividade do ovário e estimulado a produção de testosterona por um testículo antes inativo.

“É um caso raro. Fiquei curiosa sobre o comportamento das outras aves. Imagino que sejam bem resolvidas e aceitaram bem a condição do colega”, comentou Marcela, em tom descontraído. Conforme Bruna confirmou: “No galinheiro do meu tio não tá tendo briga entre elas, não. Aceitaram numa boa.”

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De Goiás para o mundo: estado bate recorde de abates e exportações de carne bovina

Goiás iniciou 2025 consolidando sua força na pecuária bovina. Segundo a Pesquisa Trimestral da Pecuária, divulgada nesta semana pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o estado abateu 1 milhão de cabeças de gado no primeiro trimestre do ano. Esse número representa um avanço de 0,9% em relação ao mesmo período de 2024 e estabelece um novo recorde para o setor no estado.

O resultado mantém Goiás na terceira colocação no ranking nacional de abates, atrás apenas de Mato Grosso e São Paulo. Entretanto, o crescimento consistente e a qualidade do rebanho goiano colocam o estado em posição estratégica dentro da cadeia produtiva da carne no Brasil. Com uma pecuária cada vez mais tecnificada, Goiás amplia sua competitividade, tanto no mercado interno quanto no externo.

Além disso, os dados indicam um movimento relevante: o aumento no abate de fêmeas, com destaque para 356,9 mil vacas e 177,5 mil novilhas. A mudança no perfil do abate sinaliza uma estratégia voltada para carnes mais valorizadas no mercado, especialmente aquelas com origem em fêmeas jovens, cuja carne tende a ser mais macia e com melhor marmoreio. Para especialistas, esse fator pode ampliar o valor agregado do produto final e abrir novas frentes de exportação.

Mercado

De acordo com Glaucilene Carvalho, que responde interinamente pela Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), os números refletem uma série de investimentos coordenados entre o setor produtivo e o poder público. “Esse resultado reforça o compromisso de Goiás com uma pecuária moderna, eficiente e sustentável. Temos um rebanho de qualidade, produtores com mais tecnologias e políticas públicas alinhadas com as exigências dos mercados. O crescimento no abate de fêmeas jovens indica uma produção voltada para carnes de maior valor agregado, que geram renda, empregos e fortalecem a imagem do estado no cenário nacional e internacional”, afirma.

Essa performance no mercado interno tem repercussões diretas no comércio exterior. As exportações goianas de carne bovina aumentaram 8,6% no primeiro trimestre deste ano em comparação ao mesmo intervalo de 2024. Além disso, a exportação de bovinos vivos alcançou US$ 1,4 milhão entre janeiro e abril de 2025 — valor mais de quatro vezes superior ao registrado no mesmo período do ano anterior.

Esse crescimento no comércio internacional reforça a posição de Goiás como um dos maiores exportadores do agronegócio brasileiro. Conforme dados da Plataforma Aroeira, mantida pela Seapa, os principais destinos da carne goiana incluem países da Ásia, do Oriente Médio e da América do Sul. Esse desempenho é sustentado não apenas pelo volume de produção, mas também pela capacidade do estado em atender às exigências sanitárias e regulatórias de mercados exigentes.

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