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Pode-se dizer que a bicicleta é um elemento termômetro para aferir a qualidade de vida nas grandes cidades. Mas uma nova cultura de transporte não será estabelecida se só se olhar para o imediato
A grande aposta da oposição em Cristalina é o vereador Daniel Sabino Vaz, mais conhecido como Daniel do Sindicato, do PSL. A segunda gestão de Luiz Carlos Attié, considerada abaixo da crítica até pelos aliados, pode ser o grande cabo eleitoral de Daniel do Sindicato, um político com apoio dos produtores rurais.
Suplente, o empresário Victor Priori (PSDB) assumiu mandato de deputado estadual e, logo depois, pediu licença. Outro suplente, Henrique César, deve assumir a vaga deixada por Victor Priori. Este não quer assumir mandato por 120 dias. Priori está mais preocupado em articular uma estrutura política para disputar a Prefeitura de Jataí, em 2016. O PMDB de Leandro Vilela, postulante da situação, está trataNdo o tucano como galinha morta e pode ser um engano fatal.
Quatro peemedebistas dizem que o vice de Iris Rezende — virtual candidato a prefeito de Goiânia pelo PMDB — “não será” do PT, exceto se o prefeito Paulo Garcia recuperar bem sua imagem. “O mais certo é que o vice de Iris Rezende saia de uma articulação entre o senador Ronaldo Caiado, do DEM, o ex-deputado federal Armando Vergílio, do Solidariedade, e Jorcelino Braga, do PRP”, afirma um deputado estadual. Jorcelino Braga tentou articular o radialista Jorge Kajuru (PPR) para vice de Iris Rezende. Kajuru disse ao Jornal Opção que rejeita tal articulação.
Dados apontam que os números de pessoas infectadas no Brasil voltaram a crescer. Isso mostra que o debate em torno do vírus HIV precisa ser retomado
O deputado federal João Campos confidenciou a um colega de Congresso Nacional que está cada vez mais desconfortável no PSDB. Emissários do tucano já levaram o desconforto ao conhecimento do governador Marconi Perillo.
Fala-se no mercado persa da política de Brasília que o presidente da Câmara de Deputados, Eduardo Cunha, planeja ser candidato a presidente da República pelo PMDB, em 2018, e por isso estaria confrontando o PT da presidente Dilma Rousseff e do ex-presidente Lula da Silva. Entretanto, luas pretas afirmam que o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, cotado para disputar o governo do Estado, em 2018, pode ser o candidato a presidente da República pelo PMDB. Aliados apontam que Eduardo Paes sai na frente de Eduardo Cunha por três motivos. Primeiro, Eduardo Cunha, que está se tornando um evangélico de matiz radical, tende a desagradar a cúpula e a massa católicas. Segundo, Eduardo Paes tem experiência administrativa. E, terceiro, ao menos até o momento, é um dos políticos do PMDB com a imagem menos corroída.
O PMDB parece muito unido, mas há fissuras. O PMDB do Rio de Janeiro, com Eduardo Cunha, quer o controle e mantém o governo da presidente Dilma Rousseff sob pressão. O grupo do senador Renan Calheiros, ligado ao ex-presidente José Sarney, joga noutro front. O grupo do vice-presidente Michel Temer, agora articulador político do governo Dilma Rousseff, representa São Paulo.
O governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB), disse a um grupo de empresários de comunicação que, se a arrecadação subir, vai anunciar na mídia de Brasília a partir de junho deste ano. Porém, se a arrecadação não crescer de modo considerável, Rollemberg só voltará a anunciar, se voltar, a partir de agosto. Há quem acredite que, embora a mídia de Brasília esteja com a corda no pescoço, o governo do Distrito Federal só vai anunciar a partir de 2016. O governo do Distrito Federal deve cerca de 56 milhões de reais aos jornais e emissoras de rádio e televisão. A dívida será paga de maneira parcelada e com deságio.
A dúvida está no temperamento histórico da presidente: até quando ela aceitará a partilha de poder?
Deputados distritais pressionam o governador Rodrigo Rollemberg, pois não aceitam a redução do número de funcionários das várias regiões administrativas do Distrito Federal. O chefão do PSB decidiu enfrentá-los, apesar de não ter maioria na Câmara Distrital. Confrontando feudos políticos, Rollemberg pretende reduzir as regiões administrativas.
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Lula consegue, melhor que Dilma, enxergar o futuro do PT no governo | Ricardo Stuckert/ Instituto Lula[/caption]
A presidente Dilma amanheceu no Planalto, na segunda-feira, 6, disposta a resolver de uma vez dois problemas: a troca do amigo e companheiro gaúcho Pepe Vargas na Secretaria de Relações Institucionais por alguém do PMDB; e uma nova colocação para o secretário demitido.
A semana prometia barulho. A posse do novo ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, naquela manhã seria o momento para outras mexidas na equipe.
Na quinta-feira, 9, a CPI da Petrobrás na Câmara interrogaria o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto. Neste domingo, novos protestos nas ruas contra Dilma pelo país todo.
Na véspera, domingo, 5, um artigo da repórter Vera Rosa, com fontes retiradas do bolso do colete, como os antigos definiam soluções que surgiam entre amigos, plantadas no predominante PT de São Paulo, de onde Lula reina sobre o partido.
Renovavam-se na matéria as criticas do ex-presidente ao prestígio que o Planalto concede ao chefe da Casa Civil, companheiro Aloysio Mercadante, o real articulador político do governo. Mas nem sempre feliz no sucesso de suas formulações, como o embate permanente com o PMDB.
Lula insistia no esvaziamento de Mercadante e na remoção de Pepe Vargas como articulador político no varejo do dia a dia e a quem o ex criticava por falta de envergadura, experiência e maturidade. Ainda estava fresco na memória geral o novo despencar do prestígio de Dilma em pesquisas.
O ex sugeria que a função, se era para ficar no PT, deveria ser do companheiro Jaques Wagner, acomodado como ministro da Defesa que não apreciaria dar expediente no Planalto neste momento. Porém, o melhor negocio seria entregar a articulação ao PMDB, principal aliado e em litigio com o palácio.
Recomendava a transferência do peemedebista gaúcho Eliseu Padilha da Secretaria de Aviação Civil para a de Relações Institucionais, de Vargas. Além de destacar-se na articulação política, Padilha é amigo do vice-presidente Michel Temer, o que facilitaria o trânsito dele no PMDB.
Na manhã de segunda-feira, Dilma, ansiosa, aproveitou a presença de Padilha na posse do novo ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, e o convidou à troca de pouso: sair da Aviação Civil e desembarcar nas Relações Institucionais. Ao lado dos dois, estava Michel Temer.
Prometeu a Padilha autonomia nas negociações com o Congresso. O secretário se colocou “à disposição” da presidente, mas não assumiu compromisso naquele momento.
Preferiu sentir, antes, o pulso do PMDB. Os presidentes do Senado, Renan Calheiros, e da Câmara, Eduardo Cunha não se animaram. Eles tinham outros interesses quanto a ministros.
Na terça-feira, Padilha agradeceu o convite, mas o dispensou. Achou melhor continuar onde estava, na Aviação Civil. A cúpula do partido previa que Padilha, se aceitasse a troca de lugar, entraria em choque com o antipeemedebista Mercadante numa disputa por espaço.
No fim do dia, a presidente se voltou à opção pelo vice Temer, que se recusou a ser secretário. Veio então a ideia de esvaziar as Relações Institucionais e montar uma coordenação na vice-presidência.
Não houve oposição na cúpula do PMDB, onde a escolha de Temer não perturbava a ordem pré-existente. O senador Calheiros continuaria a defender a permanência do amigo Vinicius Lages no Ministério do Turismo. Enquanto o deputado Cunha continuaria a trabalhar para colocar no lugar o ex-colega Henrique Alves, antigo presidente Câmara.
Provando ter coragem, Rollemberg está enfrentando os invasores milionários do Lago Sul e do Lago Norte. Os milionários estão chiando. Quem vai ceder primeiro? Em Brasília, pela força do hábito, costuma ser o governador.
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Pepe Vargas acabou se tornando o centro de mais uma trapalhada de Dilma | Lucio Bernardo Jr. / Câmara dos Deputados[/caption]
Uma comédia como aquela era inédita nos 55 anos que o Palácio do Planalto comemora no 21 de abril, aniversário da mudança da capital. O companheiro Pepe Vargas pediu demissão como secretário de Relações Institucionais quando soube que o posto de foi oferecido ao vice Michel Temer.
A presidente Dilma pediu a Vargas que ficasse frio porque, em compensação, seria nomeado secretário de Direitos Humanos. Iria para o lugar da companheira Ideli Salvatti, que não sabia de nada. Então, Vargas convocou a entrevista coletiva para anunciar a nomeação dele próprio.
“A Dilma me convidou”, comunicou aos repórteres com a intimidade de companheiros do PT. A presidente soube e mandou abortar a coletiva, dentro do palácio. Vargas foi a um canto, conversou por telefone com a chefe. Retornou à mesa de entrevista e anunciou a novidade mais recente:
— Não fui nomeado ministro.
Era a confirmação de mais uma trapalhada de Dilma, agravada por Vargas, o simplório. Então, os relógios marcavam quatro e meia da tarde de quarta-feira. Às oito e meia da noite, Ideli Salvatti, aquela que não sabia de nada antes da entrevista do sucessor, pôde confirmar sua demissão numa nota do palácio:
— A presidenta anunciou o nome de Pepe Vargas para a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.
Uma coisa curiosa está acontecendo em Brasília. Coronéis da Polícia Militar, com receio de perder vantagens, estão pedindo para ir para a reserva remunerada. Isto está provocando e vai provocar mais impacto nas finanças da capital da República.

