Notícias
[caption id="attachment_36469" align="aligncenter" width="620"]
Se continuar agressivo, pode ser cassado | Foto: Marcos Kennedy / Alego[/caption]
O deputado Major Araújo (PRP) pode ser a primeira vítima do Conselho de Ética da Assembleia de Goiás. Estaria ferindo o decoro. Com o Conselho instalado, pode ser advertido, num primeiro momento, e depois suspenso e até mesmo cassado. A oposição precisa de políticos aguerridos, como Ernesto Roller e José Nelto, mas Araújo, segundo os colegas, excede.
[caption id="attachment_34138" align="aligncenter" width="620"]
Delegado Waldir pode deixar o PSDB | Foto: Alexssandro Loyola[/caption]
O deputado federal Waldir Soares confidencia aos seus pares que, se não tiver o apoio do PSDB para disputar a Prefeitura de Goiânia, pode deixar o partido. Sua tese: de todos os pré-candidatos da base governista, é o que aparece melhor nas pesquisas. O marconismo insiste para que dispute a Prefeitura de Aparecida de Goiânia, o que ele não quer.
Pesquisas quantitativas indicam que Waldir está bem em Goiânia, mas as qualitativas sugerem que tem um teto e que dificilmente venceria candidatos como Iris Rezende e Vanderlan Cardoso. “Waldir é forte entre os pobres, mas é rejeitado pela classe média, que decide eleição na capital”, afirma um pesquisador.
O deputado federal João Campos não tem domicílio eleitoral em Aparecida de Goiânia e seu sonho é disputar a Prefeitura de Goiânia. Porém, dadas as circunstâncias — o PSDB tem uma fila enorme em capital, despontando o presidente da Agetop, Jayme Rincón, e o deputado federal Giuseppe Vecci —, pode ser compelido a disputar eleição, em 2016, em Aparecida. João Campos afirma que não quer disputar em Aparecida. Mas, se acatar o projeto do tucanato — que é enfraquecer o PMDB para a disputa de 2018; se o candidato do prefeito Maguito Vilela não for eleito, dificilmente Daniel Vilela se apresentará como candidato a governador, e, se o fizer, terá menos força político-eleitoral —, é possível que acabe disputando. O delegado e deputado federal Waldir Soares, que lidera as pesquisas de intenção de voto no município, também não quer disputar, alegando que prefere ser candidato em Goiânia, onde não lhe sobra espaço. É provável que, se João Campos confirmar a candidatura — o que fará, se fizer, apenas entre abril e maio de 2016 —, Waldir banque seu vice, possivelmente o advogado Allyson Cabral, presidente da comissão provisória do PSDB de Aparecida.
Maione Padeiro, Renato Silva, Lorena Aires e Tatá Teixeira não estão satisfeitos com os rumos do PSDB em Aparecida de Goiânia. “Não se pode sustentar que o advogado Allyson Cabral será candidato a prefeito de Aparecida, pois, além de não conhecer os filiados, nenhum dos militares do partido foi consultado a respeito. O que sei é que João Campos, que não mora no município, pode ser candidato.” Mesmo dizendo que respeita o delegado e deputado federal Waldir Soares, Maione diz que ele tem pouco contato com políticos de Aparecida. “O Tiririca do Cerrado tem mais a ver com Goiânia do que o nosso município. Ele não conhece os militares e lideres do tucanato. Recentemente, durante um encontro, o deputado falou muito e nem prestou muito atenção nas pessoas. Aí, quando apresentei-lhe o ex-prefeito Sebastião Viana, dizendo-lhe que se tratava de um líder da cidade, ele finalmente se interessou, até mudou o semblante. Antes, não deu nenhuma importância.” Falando em nome de seus aliados, Maione Padeiro sublinha que os políticos de Goiânia precisam respeitar Aparecida e seus políticos. “Sim, nós não temos mandato legislativo ou executivo, mas trabalhamos em todas as campanhas do PSDB, sejam estaduais ou municipais.”
Tucanos e petistas de Aparecida de Goiânia afirmam que o prefeito Maguito Vilela realmente vai bancar Euler Morais para prefeito. Um dos motivos da certeza: Euler Morais morava no condomínio Aldeia do Vale, porém recentemente mudou-se para o condomínio Jardins Viena, em Aparecida. Ele teria alugado a residência. O objetivo? Mais óbvio impossível: Euler Morais está garantindo o domicílio eleitoral para cacifar-se para a disputa de 2016.
Na semana passada, em Morrinhos, José Mário Schreiner completou 200 cidades visitadas depois da eleição em que ganhou quase 72 mil votos para deputado federal. Reúne-se com o chamado setor produtivo, leva informações e colhe sugestões. A maior reivindicação tem sido para formar mão-de-obra e ele apresenta os cursos do Senar, que já formaram 1 milhão de goianos. Além do interior do Estado, o presidente do sistema Faeg/Senar dá atenção a Brasília, onde atua como dirigente da CNA, a entidade nacional da agropecuária. É interlocutor frequente da ministra da Agricultura, Kátia Abreu, a goianiense senadora pelo Tocantins e presidente da CNA. Junto com Kátia, José Mário já participou de diversos encontros com o primeiro-ministro da presidente Dilma Rousseff, Joaquim Levy, da Fazenda. Diz que os dois trabalham muito: “A Kátia se esforça para, dentro do possível, valorizar a classe que dá equilíbrio à balança comercial. Está fazendo um grande trabalho no ministério, de acordo com as possibilidades. E o ministro Levy é cordato, compreensivo, ouve nossos pedidos e diz reconhecer que a salvação do Brasil vem e vai continuar vindo do campo”.
O deputado estadual Mané de Oliveira se tornou o maior rival de Alexandre Baldy e o rejeita para presidente do PSDB. Mané de Oliveira prefere a candidatura de Afrêni Gonçalves — o preferido do governador Marconi Perillo — à de um deputado, seja estadual, seja federal. Motivo: por não ter mandato, Afrêni seria mais isento e não puxará sardinha para seu lado. Há quem acredite que Baldy planeja ser candidato a governador, e já em 2018, por isso planeja assumir o comando do partido — com o objetivo de se contrapor ao projeto de José Eliton.
[caption id="attachment_36459" align="aligncenter" width="620"]
Paulo Teles está na ativa para as eleições da OAB-GO | Foto: Fernando Leite / Jornal Opção[/caption]
Entrevistado pelo Jornal Opção na sexta-feira, 22, o desembargador aposentado e advogado militante Paulo Teles disse que vai disputar a presidência da Ordem dos Advogados do Brasil-Seção de Goiás. “No momento, estou organizando a montagem da chapa.”
Como era desembargador, como fica a quarentena de cinco anos? “Avalio que tal quarentena é inexistente. Restaurei minha inscrição de advogado na OAB. Antes de ser desembargador, eu advoguei por 23 anos. Acrescento que fui vice-presidente, tesoureiro e conselheiro da Ordem.”
A principal bandeira de Paulo Teles é “a restauração do respeito à instituição”. Ele sublinha que, se eleito, vai trabalhar para “eliminar questiúnculas internas e vai articular uma defesa real e efetiva das ações dos advogados. Meu objetivo é universalizar as ações da Ordem e unir todos os advogados”.
Procede que o sr. pode conquistar o apoio de Leon Deniz? “Nós chegamos a conversar sobre a possibilidade de composição, mas ele optou por ficar ao lado de Lúcio Flávio de Paiva, provável candidato a presidente pelo seu grupo.”
Paulo Teles avalia que, por uma questão de sobrevivência, os grupos liderados por Miguel Cançado e pelo presidente da OAB, Enil Henrique, “tendem a se unir”. O advogado afirma que sabe “estão conversando”. A questão, afiança, é a definição do nome do candidato.
O desembargador aposentado frisa que não teme ser apresentado como candidato da “terceira via”. “O fato é que estou muito empenhado em articular a minha chapa.”
Sustentando que “muita gente não participa da gestão da OAB há vários anos”, Paulo Teles assinala que, se eleito, vai “unir a categoria. O grupo atual está há mais de 20 anos no poder — superando o PT. É hora de mudar”.
O presidente eleito gere a OAB por três anos, com direito à reeleição.
Nas pílulas do PT, levadas ao ar na semana passada, o destaque foi a deputada estadual Adriana Accorsi. O que isto quer dizer? Quase tudo: a delegada de polícia, até pelo apelo do tema da segurança pública, deve ser a candidata a prefeita de Goiânia pelo partido. Adriana Accorsi é a aposta do paulo-garcismo e não é, ao contrário do que muitos políticos pensam, uma candidata fraca. A petista é articulada, tem vivência política — seu pai, Darci Accorsi, foi prefeito de Goiânia — e, last but not least, é bonita e de uma simpatia à toda prova. A exposição redobrada do nome e da imagem de Adriana Accorsi significa que o PT “descrençou-se” da aliança com Iris Rezende. A aliança, se houver, ficará para o segundo turno. Iris não quer a “Menina Accorsi”, como ele a chama, como sua vice, para não ter de assumir a defesa do prefeito Paulo Garcia.
“Por Acaso - Tarde de Improviso” é uma jam session que nasceu em 2012 com os grupos ¿por quá? e Vida Seca e já ganhou até o Museu de Arte do Rio de Janeiro
Um fato tem chamado a atenção dos fiéis católicos: a festa da Igreja Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, a matriz de Campinas, gerida pelo padre João Otávio, que será realizada de 22 a 31 de maio, com quermesse e leilões, tem entre os patrocinadores o ex-prefeito de Goiânia Iris Rezende e família, o deputado federal Daniel Vilela, o deputado estadual Humberto Aidar e a vereadora Célia Valadão. O nome de Humberto Aidar e de Célia Valadão nos prospectos da igreja é fácil de explicar. O petista transmite a missa da igreja para a Rádio Difusora. Ele é católico e tem forte ligação com setores da Igreja Católica. Célia Valadão canta na igreja. O que explica o nome de Iris Rezende e Daniel Vilela? Primeiro, Iris já está em pré-campanha para prefeito da capital. Daniel Vilela está plantando para o futuro, pois pretende disputar o governo de Goiás em 2018 ou 2022.
Autor do premiado “O Tambor”, o autor foi um grande moralista, polemista, e faleceu em abril deste ano
Um deputado afirma que o presidente nacional do PP, senador Cyro Nogueira, pode exigir que o partido lance candidatos a prefeito em todas as capitais e em cidades que têm segundo turno. Em Goiânia, o vice-governador José Eliton prefere bancar Jayme Rincón para prefeito, seguindo os passos do governador Marconi Perillo.
Os ex-prefeitos Colemar Cardoso e Divino Eterno devem formar uma chapa única para disputar a Prefeitura de Guapó. Colemar deve ser candidato a prefeito. Divino Eterno talvez seja candidato a vice. É a chapa que a população chama de Messi e Neymar, quer dizer, com dois craques. Nas ruas, os eleitores brincam: “Precisamos deixar pelo menos 5% dos votos para o prefeito Luiz Juvencio”.
Candidato a prefeito de Goiânia, em 2004 e 2008, Iris Rezende disse que iria resolver o problema do transporte coletivo em seis meses. Dez anos depois, o problema permanece, e agravado. Por isso adversários dizem que, como candidato a prefeito em 2016, o peemedebista dirá: “Vou resolver o problema do transporte coletivo em seis dias. No sétimo dia, se Deus quiser, descansarei”.

