Notícias
A Previdência do servidor público de Uruaçu tem um rombo de mais de 10 milhões de reais. “Trata-se de um papagaio impagável”, afirma Valmir Pedro, líder local do PSDB. “É provável que a bomba vai estourar na mão do próximo prefeito. Porque a prefeita Solange Bertulino parece que não tem condições técnicas e mesmo vontade para resolver o problema.”
Grupo prova que é possível administrar uma instituição estadual conciliando crescimento patrimonial com incentivo à qualificação profissional
General colombiano e ex-diretor de polícia de Bogotá diz que esferas de atuação não podem se confundir e diz que o combate à violência e o alcance da segurança passam pela busca da participação do cidadão
[caption id="attachment_46921" align="alignright" width="620"]
Presidente da ATM, João Emídio: “Queremos mostrar a crise ao povo”[/caption]
A Associação Tocantinense de Municípios (ATM) mobiliza as prefeituras de todo o Tocantins para fecharem as portas dos dias 28 de setembro a dois de outubro, em protesto às inúmeras dificuldades que os municípios enfrentam. Apenas os serviços considerados essenciais devem ser mantidos em funcionamento durante a semana de protesto. A normalidade do expediente será restabelecida no dia seis de outubro.
Para o presidente da ATM, prefeito de Brasilândia, João Emídio de Miranda, um conjunto de fatores deixa insustentável a governança dos municípios. “Nos últimos anos, o repasse do FPM, principal recurso de 125 prefeituras tocantinenses, despencou significativamente. As desonerações fiscais causaram impacto de bilhões aos cofres municipais, sem contar na defasagem e insuficiência dos valores de programas federais que sugam mais recursos das prefeituras”, disse ao lembrar ainda o aumento do salário mínimo e do piso dos professores do magistério, diante da queda das receitas municipais.
“Além de protestarmos contra o arrocho financeiro, nós prefeitos queremos sensibilizar nossas comunidades sobre a grave crise que passam as prefeituras, pois recebemos diariamente inúmeras cobranças dos munícipes”, acrescenta João Emídio.
Medidas anunciadas, e nem sempre implementadas, pela equipe econômica se digladiam em termos de objetivo
[caption id="attachment_46944" align="alignright" width="620"]
Com R$ 74 milhões de investimentos, 47 quilômetros de vias serão reestruturadas | Prefeitura de Anápolis[/caption]
Serão mais de R$ 74 milhões de investimentos, mais de 47 quilômetros de vias reestruturadas, com corredores de transporte coletivo para acompanhar o desenvolvimento da cidade, priorizando a circulação dos ônibus e seus usuários, incluindo ciclovias e moderna sinalização. A maior obra de mobilidade urbana da história de Anápolis já começou a ser construída e, na semana passada, numa solenidade que reuniu autoridades municipais, estaduais e federais, o prefeito João Gomes (PT) assinou a ordem de serviço para que empreiteira responsável dê início às frentes de trabalho.
Já é possível ver as intervenções para a implantação dos seis grandes corredores para o transporte público e a construção de dois viadutos. O contrato assinado com a Caixa Econômica Federal é fruto do programa Pró Transporte (PAC 2 — Mobilidade Médias Cidades) do governo federal, por meio do Ministério das Cidades. Para a monumental obra que mudará para melhor o perfil de Anápolis, serão aplicados mais de R$ 74 milhões na construção dos 47 quilômetros de corredores exclusivos e preferenciais para o transporte coletivo.
Devido à sua grandiosidade, o projeto será executado em etapas. A primeira delas será a construção dos dois primeiros corredores ao longo da Avenida Brasil em seu eixo Norte-Sul, que compreende, também, a construção dos dois grandes viadutos que vão ser instalados nos cruzamentos das avenidas Brasil e Goiás e Rua Barão do Rio Branco e também no cruzamento da Avenida Brasil como a Rua Amazílio Lino.
O prefeito João Gomes mencionou o apoio de todas as instituições que contribuíram para o início da execução das obras. “Nós agradecemos o apoio da Câmara de Vereadores e todos aqueles que marcam presença neste evento, instituições classistas, sindicais, de federações, líderes religiosos, pois são pra vocês, que representam a nossa população, que estamos dando este grande salto”, diz.
Segundo o secretário municipal de Obras, Leonardo Viana, as construções dos dois corredores e dos dois viadutos na Avenida Brasil serão simultâneas. Segundo ele, a primeira etapa tem prazo de conclusão para até o final do primeiro semestre de 2016. O secretário ainda exemplificou as demais etapas que compreendem a execução das obras de mobilidade em Anápolis: “A implantação dos demais corredores, ou seja, nas avenidas Pedro Ludovico, Presidente Kennedy, Fernando Costa, São Francisco e JK, também será iniciada nos próximos meses. Nossa previsão é que tudo fique pronto ainda em 2016”, afirmou.
Segundo o diretor-geral da Companhia Municipal de Trânsito e Transportes (CMTT), Alex Araújo, o principal benefício que a população anapolina vai ganhar com a execução das obras será a considerável redução do tempo de operação do sistema viário. De acordo com ele, apesar dos transtornos que a obra implicará no período de sua execução, assim que concluída e entregue à população, haverá uma redução do tempo em que os cidadãos levam em seus deslocamentos diários. “Todos vão sair ganhando”, diz.
Capital político
No meio político, ter o que mostrar, ou seja, construir uma agenda positiva é preponderante para novos voos e projetos eleitorais. Administrativamente, a oposição de Anápolis não pode dizer ou sustentar em seu discurso que João Gomes não manteve o mesmo ritmo de entrega de obras, tal como seu antecessor, o ex-prefeito Antônio Gomide (PT). Pelo contrário. Se Gomide fez parques e outras obras importantes, João Gomes entregou hospitais, novos parques e agora, iniciou e vai entregar a maior obra já feita na história de Anápolis.
Os seis viadutos e dois corredores do transporte coletivo é o tipo de empreendimento público que não somente rende dividendos políticos, mas também prestígio. Utilizando uma máxima do futebol: o torcedor — no caso o eleitor e contribuinte — quer é bola na rede, isto é, resultados. E é de resultados que a administração do PT em Anápolis se pauta, pelo menos é isto que observa os que analisam a cena política anapolina.
[caption id="attachment_46945" align="alignright" width="620"]
Prefeitura é parceira do Sebrae no projeto de apoio às microempresas | Prefeitura de Anápolis[/caption]
As micro e pequenas empresas — hoje cerca de 10 milhões — geram mais da metade dos empregos formais no Brasil. Para valorizar esse setor, o Sebrae criou o “Movimento Compre do Pequeno Negócio” que, em Anápolis realiza uma programação com palestras e oficinas de capacitação com o objetivo de fazer com que os proprietários desses negócios participem do movimento.
A Prefeitura de Anápolis é uma das parceiras do Sebrae, e o prefeito João Gomes esteve na abertura do evento para manifestar seu apoio à iniciativa, que vai ter seu ponto alto em 5 de outubro, Dia da Pequena e Média Empresa.
O Sebrae desenvolve atividades de capacitação com foco em cinco temas principais: vendas, finanças, mídias sociais, inovação e sustentabilidade. Para o prefeito João Gomes atitudes como a encampada pelo Sebrae são fundamentais para estimular os empresários, que precisam de todo suporte para dar fôlego aos seus empreendimentos. “Com movimentos assim os empreendedores têm mais coragem para continuar porque sabem que não estão sozinhos nesta luta”, destaca o prefeito.
Pequeno Negócio
O Movimento Compre do Pequeno Negócio foi lançado pelo Sebrae no dia 5 de agosto com o objetivo de conscientizar a população sobre a importância de escolher micro e pequenas empresas na hora de consumir. A instituição enumerou cinco razões para incentivar a sociedade a comprar desse segmento: é perto da sua casa; é responsável por 52% dos empregos formais; o dinheiro fica no seu bairro; o pequeno negócio desenvolve a comunidade; e comprar do pequeno negócio é um ato transformador que beneficia todos.
Na data que marca o Movimento, dia 5 de outubro, a intenção é que os donos de pequenos negócios permaneçam nas empresas e se dediquem integralmente ao cliente, implementando ações que possam surpreender o consumidor.
Anápolis está confirmada no Revezamento da Tocha Olímpica Rio 2016 e para envolver ainda mais a população neste momento único, está aberto um processo seletivo para a escolha de quem conduzirá a Chama. As inscrições podem ser feitas nos sites do evento e dos patrocinadores oficiais das Olimpíadas até o dia 15 de outubro. Os escolhidos serão eleitos apenas por meio dos cadastros feitos nos sites citados acima. Nenhuma cidade poderá indicar diretamente nenhum candidato. Todos os critérios e termos de condições também se encontram nos sites. Nos jogos Olímpicos Rio 2016, os condutores da Tocha selecionados serão indivíduos que personificam o tema e a mensagem do Revezamento, que sejam os melhores exemplos de calor humano; pessoas que tocaram a vida de outros e que personifiquem o espírito jovem. O Rio 2016 usará este conceito como parâmetro para seleção dos Condutores da Tocha em todo o Brasil.
O PSD anapolino sinaliza uma aproximação com o PT do prefeito João Gomes, com a possibilidade de indicar o nome do vice do petista, nas eleições municipais do ano que vem. A legenda que na esfera federal apoia a presidente Dilma Rousseff (PT) e no âmbito estadual faz parte da base aliada do governador Marconi Perillo, também está próxima da Prefeitura de Anápolis e comunga com o projeto de reeleição da administração petista. São quatro os nomes da sigla que vão pleitear a vaga de vice de João Gomes: Zé caixeta, ex-presidente do Sindicato Rural; Thiago Souza, presidente municipal do PSD; Leandrinho, presidente da Associação Atlética Anapolina; e Dr. Olegário Vidal. O PT de Anápolis ainda não definiu o nome do vice e a deliberação de escolha deve ocorrer até o final do primeiro semestre de 2016. João Gomes tentará a reeleição com uma ampla frente de partidos que, na campanha, será coordenado por Antônio Gomide.
Prefeito de Paraíso do Tocantins diz que seu partido perde credibilidade ao excluir membros das decisões
Produção de Getúlio Ribeiro foi uma das grandes vencedora da mostra ABD do Fica de 2015, faturando os prêmios de Melhor Ficção, Melhor Ator e Melhor Montagem
[caption id="attachment_46923" align="alignright" width="620"]
Indígenas protestam contra a realização dos Jogos Mundiais no Tocantins[/caption]
Os Jogos Mundiais Indígenas (JMI), que acontecem em Palmas no mês de outubro, começam a apresentar uma série de problemas nessa fase final de preparação do evento. Seguindo a mesma postura do povo Krahô, os Apinajé também decidiram boicotar os jogos.
De acordo com nota pública do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), a etnia questiona o investimento de R$ 160 milhões no evento esportivo, enquanto os nativos passam por “dificuldades e violências”. Os jogos, segundo o Cimi, têm caráter midiático e sensacionalista, pois tentam usar imagem dos povos indígenas para “distorcer os fatos e mentir no exterior”.
A decisão foi tomada durante a 7ª Assembleia Ordinária da Associação União das Aldeias Apinajé–Pempxà, realizada entre o dia 17 e 21 deste mês. A nota destaca que a posição foi endossada por 70 caciques da etnia. “Não podemos aceitar e participar de um evento de caráter midiático e sensacionalista que tem por finalidade usar a imagem dos povos indígenas para distorcer os fatos e mentir no exterior, ocultando a verdadeira realidade e o sofrimento dos povos indígenas do Brasil”, diz um trecho da nota, que ainda convida as demais etnias para acompanharem a definição.
Os Apinajé questionam o investimento em meio à crise econômica, a instabilidade política e ainda a falta de políticas indigenistas. “Citamos os casos de violências institucionalizadas praticadas pelo Estado. É inaceitável que nesse momento também esteja se repetindo assassinatos, despejos, espancamentos, prisões e a criminalização das lideranças indígenas com a participação e conivência dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário”, acrescentam.
A nota também critica as dificuldades dos povos Avá Canoeiro, Guarani-Kaiowá, Tupinambás, Pataxó e Canela em demarcar e regularizar suas terras, bem como o “abandono e o sucateamento” das estruturas de atendimento à saúde indígena. “Nesse momento difícil de incertezas e insegurança centenas de terras demarcadas e regularizadas também estão sendo invadidas e ameaçadas”, afirmam os Apinajés.
“É lamentável que mesmo diante dessa situação vergonhosa de violações de Direitos Indígenas até agora não vimos nenhuma atitude do governo e do Ministério da Justiça no sentido de cumprir à Constituição Federal vigente e ao menos dar condições para Funai monitorar, fiscalizar e proteger as terras indígenas já demarcadas”, acrescentam.
Assim como os Krahô, os Apinajé solicitaram que não sejam utilizadas imagens da etnia em materiais relacionados ao JMI. A nota ainda critica o evento por não ter consultado ou convidado os povos do Tocantins para participarem da organização do evento. “Nesse momento é importante fazermos uma profunda reflexão e uma analise crítica da história e dos fatos recentes que envolvem a questão e as lutas indígenas no Brasil”, observam as duas etnias indígenas em território tocantinense.
“Em 2015, somos todos indígenas”. Este é o mote dos Primeiros Jogos Mundiais dos Povos Indígenas. Uma reportagem do portal GGN, do último dia 19, faz alguns questionamentos: quanto do investimento nos JMI realmente chega aos povos indígenas? Quais as reais necessidades e conflitos destes povos? Eles foram de fato consultados sobre a realização desse megaevento?
“O Brasil tem caminhado na contramão dos grandes avanços na temática dos direitos indígenas na América Latina e das orientações internacionais de direitos humanos para os povos tradicionais: o marco da atualidade na questão é o respeito à diversidade cultural, à outra visão de mundo e à natureza”, afirma um trecho da reportagem.
“Se todos os recursos destinados aos povos indígenas fossem aplicados em suas comunidades, com toda certeza o Mato Grosso do Sul não seria recordista no mundo em lideranças indígenas assassinadas. Se ao menos os processos de demarcação de terras indígenas não estivessem paralisados, já seria um grande passo para os povos tradicionais. Ao invés disso, o que se tem notado é a redução dos direitos indígenas duramente conquistados na Constituinte de 1988 e no cenário internacional”, sustentam os jornalistas Andrey Brito e Carol Hilgert, autores da reportagem.
[caption id="attachment_46937" align="aligncenter" width="620"]
Jayme Rincón, Delegado Waldir, Vanderlan Cardoso e Iris Rezende: players de Goiânia | Fotos: Jornal Opção[/caption]
A classe média, que pode decidir as eleições para prefeito de Goiânia, deve ser o objeto de desejo de todos os candidatos. Pesquisas sugerem — neste momento devem ser examinadas como menos afirmativas e, portanto, com reservas, principalmente porque alguns pré-candidatos (como o tucano Jayme Rincón) ainda são poucos conhecidos — que os eleitores mais pobres tendem a hipotecar apoio ao ex-prefeito Iris Rezende, do PMDB, e ao deputado federal Waldir Soares, do PSDB.
Resta, pois, a classe média, que, surpreendentemente, é maior do que tradicionalmente se pensa. É a maioria do eleitorado da capital. Portanto, a grande batalha será pela conquista de seu voto.
Ganhar o voto da classe média é uma missão difícil, até muito difícil. Trata-se do voto mais complicado de se obter. Porque a classe média é independente, questionadora e, em geral, não tem simpatia pelos políticos. Quando não pode escolher o melhor — porque avalia que isto é ficção —, faz opção por aquele que considera menos pior.
Para conquistar a classe média, o candidato tem de evitar truques e salamaleques populistas. É preciso mostrar ideias claras, não enganadoras e, notadamente, é preciso convencê-la que tem vontade e energia para levá-las do papel para a prática.
Entre o “político” e o “gestor”, a classe média escolhe o gestor. Mas quase sempre fica com o gestor que também pensa politicamente e apresenta-se de maneira ousada; sobretudo, se já esteve no poder, se sempre se comportou de maneira avançada e realizadora.
A classe média cobra o “novo”, aquilo que a surpreenda, mas observa e aprova basicamente aquele candidato que sinaliza que é gestor. Fundamentalmente, se percebe que o “novo” não aparece entre os candidatos, e se o “novo” não é visto como consistente, a opção imediata é pelo gestor. A classe média, mesmo na falta de um candidato que lhe agrade integralmente, tende a votar no candidato que não vai comprometer a cidade. Noutras palavras, quer a cidade limpa, os funcionários e fornecedores pagos em dia, obras concluídas e de valor para a coletividade — como o Crer e o Hospital de Urgências 2, o Hugol.
Aos pouco cautos, que acreditam que o marketing possa ludibriar a classe média, recomenda-se que repense seus conceitos ou preconceitos. A classe média é autônoma e, portanto, incontrolável. O marketing não faz sua cabeça. O que faz sua cabeça são ideias apresentadas da maneira mais objetiva possível. Se um candidato exagera, se promete uma Shangri-la, se fala de maneira estropiada, maltratando a Língua Portuguesa, a classe média o escorraçará de sua lista de preferidos e, rapidamente, o deixará de lado. Veja-se o caso específico do empresário Vanderlan Cardoso, pré-candidato do PSB a prefeito de Goiânia. A classe média o observa com atenção, mas sabe que os problemas de Senador Canedo, município que gestou o político, são menores do que os da capital. Mais: tende a vê-lo como um político caipira, sem uma visão universal dos problemas.
A imagem de Vanderlan Cardoso como gestor parece cristalizada. Mas a classe média o avalia como pouco ousado e, essencialmente, não o percebe como tendo a sua “cara”.
O peemedebista Iris Rezende aparece em primeiro lugar nas pesquisas de intenção de voto, mas não porque a classe média o avalie como o último biscoito do pacote. Na verdade, é visto como gestor eficiente e que, quando assume a prefeitura, não compromete a cidade. Sua vantagem, no momento, é o que se pode chamar de inercial. A classe média ainda não pôde confrontá-lo com outros pré-candidatos — até porque não sabe exatamente quais são e o que pensam.
O delegado-deputado Waldir Soares é forte entre o povão, e mesmo na chamada classe média baixa, a classe C. Mas o grosso da classe média não o percebe como um dos seus e não o vê como seu representante. A classe média desconfia de que não se trata de um gestor. Na dúvida, pode “esquecê-lo”.
O pré-candidato do PSDB, Jayme Rincón, é pouco conhecido dos eleitores, mesmo os da classe média mais instruída. Por isso, as pesquisas de intenção de voto, mesmo as estimuladas, sequer o avaliam. Aqueles que o conhecem sabem que se trata de um gestor e, embora apaixonado pela política, não tem o perfil do político tradicional. É objetivo, direto, decidido. Talvez, quando expor suas ideias, consiga convencer o eleitorado de que é o gestor que pode levar Goiânia a um passo adiante. Precisa, também, firmar-se como Jayme Rincón, o pré-candidato do PSDB, não apenas como o candidato “do” governador Marconi Perillo. A classe média não tolera político que passa a imagem de que é tutelado.
[caption id="attachment_46932" align="aligncenter" width="620"]
Deputados Humberto Aidar, Adriana Accorsi e Luis César Bueno; e o ex-reitor da UFG, Edward Madureira: correntes diferentes no PT | Fotos: Y. Maeda, Carlos Costa e reprodução / Facebook[/caption]
A deputada estadual Adriana Accorsi é apontada pela imprensa como pré-candidata do PT a prefeita de Goiânia. Seria a candidata do prefeito Paulo Garcia. São favas contadas? Talvez não.
Parlamentar qualitativa, apesar de sua assessoria tida como “violenta”, Adriana Accorsi tem o respeito da maioria dos petistas, mas não une todas as correntes. Ao ser apresentada como a candidata “do prefeito", da máquina, ganha a antipatia do grupo do deputado Humberto Aidar. Portanto, no lugar de unir o partido, pode desagregá-lo.
Político racional, de sopesar as posições com relativa frieza, Paulo Garcia pode optar por outros caminhos, quer dizer, por uma composição mais ampla — agora que está se afastando do PMDB (partido que está acuando o PT nacional do modo mais cruel possível).
Pertencendo ao grupo de Rubens Otoni, Aidar não une o PT e enfrenta resistência especialmente no grupo do prefeito e na tendência do ex-prefeito Pedro Wilson e da ex-deputada Marina Sant’Anna. Paradoxalmente, Aidar tem a simpatia da cúpula do PSDB. Isto pode sinalizar para uma aliança? Talvez sim; provavelmente, não.
Só dois políticos podem unir o partido na capital: o deputado estadual Luis Cesar Bueno, político moderado, e o ex-reitor da Universidade Federal de Goiás Edward Madureira. Não há resistência a nenhum dos dois nomes nas várias correntes do PT. Dos dois, Luis Cesar é o mais articulado no interior do partido e mesmo na sociedade. Porém, dado o desgaste abissal do PT, é visto como “excessivamente petista”.
Resta Edward Madureira, que, como candidato a deputado federal em 2014, sem qualquer apoio do partido, obteve 58.865 votos — um numero expressivo para quem não tinha disputado sequer uma eleição para o Parlamento.
A imagem de Edward Madureira cristalizada na sociedade é de que se trata de um gestor competente e que levou a UFG a novo patamar. Ao mesmo tempo, por não ter uma identificação profunda com o PT — filiou-se há menos de dois anos —, não absorve integralmente o desgaste do partido.
Nos bastidores comenta-se que Olavo Noleto, do grupo de Pedro Wilson mas respeitado em todas as tendências, notadamente na do prefeito Paulo Garcia, é um pré-candidato consistente.
O governador Marcelo Miranda anunciou que o governo do Estado já prepara o processo licitatório, com recursos exclusivos do Banco Mundial (Bird), para recuperação de 1.145 km de rodovias. O anúncio foi feito na semana passada, durante audiência com o especialista em transporte e gerente de projetos do Banco Mundial, Satoshi Ogita, em reunião no Palácio Araguaia. Para o governador Marcelo Miranda, a liberação desses recursos representa a recuperação da credibilidade do Estado junto aos organismos financeiros. “Esse projeto vem em um momento oportuno e vai atender boa parte das nossas demandas no setor rodoviário. São investimentos que fomentam o processo de desenvolvimento do nosso Estado”, disse o governador. Com investimento de R$ 314 milhões, o financiamento será por meio do Projeto de Desenvolvimento Regional Integrado e Sustentável (PDRIS), na modalidade do tipo Contratos de Reabilitação e Manutenção de Estradas Pavimentadas (Crema). Segundo o secretário de Estado da Infraestrutura, Sérgio Leão, a licitação internacional para recuperação das rodovias será realizada no dia 3 de novembro e, tão logo seja conhecida a empresa vencedora, as obras serão iniciadas. As obras envolvem a restauração de pavimentos, drenagem, sinalização, obras complementares, recuperação de erosão, estabilização de taludes e manutenção de rotina. PDRIS Durante a audiência, Satoshi Ogita falou da possibilidade do Banco Mundial financiar integralmente o PDRIS no estado. “É bastante provável, principalmente pelo momento econômico que atravessa o estado, em decorrência da retração econômica que vive o Brasil, e também pela desvalorização da moeda brasileira em relação ao dólar. Considerando as dificuldades do País e também a desvalorização do real, o empréstimo poderá cobrir 100% do empréstimo”, explicou. Ponte Na ocasião, Marcelo Miranda solicitou a Satoshi Ogita a inclusão da ponte de Porto Nacional em um novo projeto em análise no Banco Mundial, orçada em cerca de R$ 160 milhões. O governador comentou que a ponte é de fundamental importância para o escoamento da produção e interligação dos modais rodoviário e ferroviário. “A ponte sobre o Rio Tocantins em Porto Nacional é uma antiga demanda e acredito que o Banco Mundial poderá ser um parceiro nesse projeto”, comentou.

