Afonso Lopes
Afonso Lopes

Vitória no 1º turno?

Restando apenas uma semana para a eleição, pesquisas registram tecnicamente a possibilidade de a eleição em Goiás terminar domingo que vem. Caiado é favorito para o Senado

conexao.qxdFora a certeza contaminada pelas emoções de um lado e de outro, a eleição deste ano para governador reserva um grande segredo para o último e decisivo momento. Tecnicamente, todos os institutos de pesquisa de opinião que sondaram os humores dos eleitores no Estado indicam que a eleição tanto pode terminar definitivamente no próximo domingo como se estender até o final do mês de outubro, com a realização de um 2º turno entre os dois candidatos mais bem votados. O governador Marconi Perillo (PSDB) aparece nessas pesquisas na faixa de 50% das intenções de voto, o que o coloca, dentro da chamada margem de erro para mais ou para menos oscilando entre a reeleição direta e uma nova rodada eleitoral.

Essa parece ser a última incerteza da atual campanha, a se julgar os números dos institutos. No mais, existe tamanha cristalização nos números dos candidatos que apenas um fato absolutamente imponderável inverteria as posições consolidadas ao longo de todo o segundo semestre deste ano, com Iris Rezende (PMDB) na segunda colocação, Vanderlan Cardoso (PSB) na terceira e Antônio Gomide (PT) colado logo atrás, no quarto posto.

Para o Senado, a disputa também parece definida. O deputado federal Ronaldo Caiado, presidente regional do DEM, tem a eleição assegurada. Apesar de pequenas variações durante a campanha, ele jamais deixou de aparecer com larga vantagem sobre o também deputado federal Vilmar Rocha, do PSD, e Marina Santana, do PT. A única disputa que ainda existiria, segundo as pesquisas, seria sobre a segunda colocação, embora nas últimas semanas Vilmar tenha registrado uma frente sobre Marina pouco acima da margem de erro. Na eleição do Senado, não existe previsão de dois turnos, mesmo que o mais votado não atinja 50% do eleitorado. É eleito quem chegar na frente, independentemente do percentual de votos obtidos.

Inúmeros fatores podem interferir no resultado das eleições. Além dos fatos e aspectos políticos, até fenômenos naturais podem mexer com os números. Eleição com muita chuva, por exemplo, provoca um substancial aumento no número de eleitores faltosos. Muito calor também leva muitos eleitores para perto de bastante água, como piscinas e cursos de água, de preferência com cachoeiras.

De acordo com o site climatempo, no domingo, 5, dia da eleição, terá muito sol durante quase todo o período, podendo chover rapidamente em algumas regiões isoladas. E se a chuva promete não atrapalhar a votação, o eleitor pode ser preparar para um calorão danado, acima dos 30 graus, podendo bater em 33 graus em alguns lugares. Ou seja, no que depender da natureza, o eleitor não terá maiores problemas para ir às urnas.

Mas qual seria a previsão mais aceitável quanto ao comparecimento do eleitor nestas eleições? Difícil dizer, mas é razoável observar o comportamento dos eleitores em 2010, quando o índice de abstenção atingiu pouco menos de 18%. É um índice considerado bastante elevado num país que ainda mantém a obrigatoriedade do voto. Além disso, há eleitores que votam em branco ou anulam o voto, e em 2010 eles somaram outros quase 8%. Ou seja, 26% dos goianos não opinaram através de seus votos na eleição imediatamente anterior.

Ao contrário do que se pode pensar, porém, abstenção, brancos e nulos interferem muito pouco, se é que há interferência real, no resultado da eleição. Geralmente, todos os principais candidatos acabam perdendo intenções de voto proporcionalmente, mantendo a média geral de todos.
Isso posto, retorna a questão central sobre a duvida que persistirá até a noite de domingo que vem: Marconi vencerá no 1º turno ou ele e Iris Rezende vão se pegar até o último domingo de outubro, data prevista para, se necessário, a realização do 2º turno?

A resposta para a pergunta é absolutamente impossível neste momento, mesmo sem levar em conta qualquer tipo de acontecimento imponderável. Se o eleitor goiano ainda se comportasse como nos anos 1980, a resposta seria um pouco mais fácil e com alguma margem de segurança. Naquelas primeiras eleições pós-abertura, a sensação de vitória de algum candidato provocava uma debandada significativa do chamado “voto útil”, quando uma parcela de eleitores abandonavam suas intenções de voto iniciais para reforçar um candidato em melhores condições de vencer. Se esse tipo de comportamento ainda fosse dominante hoje em dia, certamente no domingo que vem Marconi seria reeleito no 1º turno.

De qualquer forma, se há dúvida se o governador vencerá de imediato, parece estar absolutamente cristalizada a tendência de que, se houver necessidade de 2º turno, Marconi Perillo poderá começar a campanha relâmpago, de apenas 15 dias, com uma vantagem que jamais havia conseguido. Em 1998, quando venceu pela primeira vez, ele e Iris iniciaram o 2º turno praticamente colados um no outro. Em 2010, a diferença foi de cerca de 10%. Este ano, conforme as pesquisas, deve ficar acima dos 15%. Ou seja, neste momento, e diante das perspectivas criadas a partir das pesquisas eleitorais ao longo de todo o processo sucessório, o governador Marconi Perillo jamais foi tão favorito contra Iris Rezende como nestas eleições. No 1º ou no 2º turno.

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José Carlos Machado

Quem sabe o adverário seja outro…