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A presidente Dilma Rousseff, com a ajuda de Lula da Silva e do senador Renan Calheiros, está fazendo o impossível para isolar e esvaziar Michel Temer. No Palácio do Planalto, Michel Temer é chamado de “o Itamar Franco de São Paulo”. Palavras como “mordomo de filme de terror” e “drácula” são usadas com frequência para referir-se ao vice-presidente da República.
O governador Confúcio Moura, do PMDB de Rondônia, diz: “O Brasil precisa mudar. Como um ministro qualquer pode querer ensinar como administrar ao governador Marconi Perillo, do alto de sua experiência de quatro mandatos? Nós é que temos de ensinar este povo a governar. Representamos o Brasil que dá certo”.
Alguns deles nem sequer têm consciência que são servidores do legislativo estadual
Do governador Marconi Perillo: “Não apresentamos uma agenda-bomba para o Brasil. Nossa agenda é do bem, é decente”.
Todos os governadores do Fórum do Brasil Central elogiam Marconi Perillo, destacando as qualidades do tucano e enfatizando a sua experiência administrativa e sua criatividade para construir e concluir projetos com poucos recursos. Não há quem deixe de mencionar seu acerto na área de saúde. Não é à toa que, por recomendação do Ministério da Saúde, o Crer está sendo copiado por vários Estados.
Em Brasília, o comentário é que o senador Ronaldo Caiado (DEM) não pensa mais em ser candidato a governador de Goiás, em 2018, e sim em tentar ser presidente da República. Ronaldo Caiado tem dito aos seus aliados que tanto a presidente Dilma Rousseff quanto o vice-presidente Michel Temer vão cair.
Quando passou por Goiás na terça-feira passada, o ministro das Cidades, Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD, já falava que o ministro Joaquim Levy ia cair. Consta que, nos últimos dias, economista Joaquim Levy sequer conseguia falar com a presidente Dilma Rousseff. Joaquim Levy sai chamuscado, mas a culpa dos erros é a da presidente Dilma Rousseff.
Vereador de Palmas pelo PSC faz balanço de seu primeiro mandato legislativo e diz que há possibilidade de ele ser o candidato do partido à Prefeitura da capital em 2016
Lula da Silva desistiu de emplacar Henrique Meirelles no governo de Dilma Rousseff. Finalmente, aceitou que a presidente não tolera o executivo ligado aos irmãos Joesley e Wesley Batista, do grupo JBS-Friboi. Henrique Meirelles agora está tricotando com o vice-presidente Michel Temer, que começa a ser chamado, em Brasília, de o Itamar Franco que não deu certo.
Lideranças locais destacaram trajetória do governador de Goiás e que sua gestão deve servir de exemplo
Escritor cubano relança edição revista do livro “A Autobiografia de Fidel Castro”, que irritou o ditador, e diz que escapou da prisão na ditadura porque recebeu apoio de García Márquez, William Styron e Bill Clinton
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Marcelo Lelis não poderá ser candidato, então o PV optou pela mulher dele, Cláudia Lelis[/caption]
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por maioria, manteve na noite de terça-feira, 15, a condenação do presidente do Partido Verde (PV) no Tocantins, Marcelo Lelis, a oito anos de inelegibilidade. Ele foi condenado por abuso de poder econômico e captação ilícita durante as eleições municipais de Palmas em 2012, quando foi candidato a prefeito. Dessa forma, Lelis não poderá disputar eleições até o ano de 2020.
A inelegibilidade foi decretada em primeira instância pelo juiz Marcelo Faccioni, da 29ª Zona Eleitoral de Palmas, em agosto de 2013. Em setembro de 2014, o TSE rejeitou o registro da candidatura de Marcelo Lelis como vice na chapa de Marcelo Miranda (PMDB), na disputa para governador do Tocantins. Esta é, portanto, a terceira derrota na Justiça do pevista neste processo.
Por esta razão, o diretório metropolitano do PV escolheu a vice-governadora Cláudia Lelis, mulher de Marcelo Lelis, como pré-candidata à Prefeitura de Palmas, durante reunião na noite de quarta-feira, 16, um dia após a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A decisão da Executiva do PV foi tomada para dar continuidade ao projeto de gestão que o partido vem construído para a capital. “O pré-candidato natural do PV à Prefeitura de Palmas era o presidente Marcelo Lelis, mas, como houve essa decisão, o grupo se reuniu e, por aclamação, entendemos que o nome que reúne todas as condições para ocupar esse espaço é o da vice-governadora, que vem se destacando politicamente pelo grande trabalho realizado junto ao governo do Estado. Ela trabalha em prol de Palmas há anos, tenho certeza que o PV acertou mais uma vez em fazer essa convocação”, avaliou Deocleciano Gomes, presidente municipal da sigla verde.
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Prefeitos com a presidente Dilma: apoio contra o impedimento[/caption]
Caminhando na contramão da história, os prefeitos do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB), de Palmas, Carlos Enrique Franco Amastha (PSB), de Macapá, Clécio Luís Vilhena Vieira (sem partido), de Campo Grande, Alcides Bernal (PP), de Goiânia, Paulo Garcia (PT), e de Fortaleza, Roberto Cláudio Rodrigues Bezerra (PDT) se reuniram no Palácio da Alvorada com a presidente Dilma Rousseff (PT) na última segunda-feira, 14, com propósito de entregar uma carta em que manifestam repúdio ao acolhimento do pedido de abertura de impeachment.
De acordo com a Prefeitura de Goiânia, a carta é assinada por Paulo Garcia e mais 15 prefeitos, e critica o que chama de "banalização do uso do dispositivo legal do impeachment”, afirmando que o processo “fragiliza as instituições e atenta contra a democracia”.
A formatação do documento foi feita por Paulo Garcia e por Eduardo Paes. Na semana passada, governadores de 15 Estados e mais do Distrito Federal fizeram um movimento semelhante e entregaram à presidente Dilma a chamada “Carta pela Legalidade”. Trata-se de um movimento político que não tem respaldo na realidade, posto que o instituto do impeachment está previsto na Constituição e não tem nada de ilegal.
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Deputado Paulo Mourão: anel viário também será construído na região Norte de Palmas[/caption]
O deputado Paulo Mourão (PT), líder do governo na Assembleia Legislativa, tem participado de reuniões com integrantes do governo e representantes da empresa Rivoli, para tratar da construção da ponte em Porto Nacional e também da duplicação da TO-050, ligando o município à capital.
Segundo o parlamentar petista, a previsão é de que em meados do primeiro semestre de 2016 tenham início as obras da ponte. Já a duplicação da TO-050 ainda será licitada. “São boas notícias para Porto Nacional que vão garantir um processo de produção integrada, fortalecendo as cadeias produtivas, gerando emprego e renda”, classificou.
“Estivemos reunidos com o secretário de Infraestrura, Sérgio Leão, diretor da Rivoli, Mateus, além de dirigentes do laboratório de Engenharia do ITPAC, em Palmas, e são notícias altamente alvissareiras para o processo da produção integrada da soja e do biodiesel, fortalecendo a economia e suas cadeias”, reforçou o parlamentar.
Mourão informou também estão sendo definidas, por orientação do governador Marcelo Miranda, a construção do anel viário que vai contemplar a região norte de Palmas, para melhorar o tráfego e não comprometer o trânsito na capital. A partir de 2016, haverá grande demanda de caminhões de produtos para exportação deslocados da Granol para o pátio da Ferrovia Norte-Sul, que terão que atravessar a cidade de Palmas.
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George Steiner e Rubens Figueiredo: o primeiro é filósofo, ensaísta e crítico literário de primeira linha e o segundo é um escritor e tradutor notável[/caption]
O escritor e tradutor Rubens Figueiredo concedeu entrevista supimpa à revista “Brasileiros”. Devemos a ele as notáveis traduções de “Guerra e Paz” e “Anna Kariênina”, de Liev Tolstói; de uma coletânea de contos de Anton Tchekhov; de “Oblómov”, de Ivan Gontcharóv, e “Pais e Filhos”, de Ivan Turguêniev. Tradutores exímios, como é o caso, são porta-vozes privilegiados de culturas-línguas.
Rubens Figueiredo faz uma crítica pertinente tanto a Joseph Frank, biógrafo de Dostoiévski, quanto ao filósofo e crítico George Steiner, mas excede e se torna grosseiro ao discordar do segundo. “Joseph Frank chama Dostoiévski de democrata, liberal e moderado contra todas as evidências que o próprio livro que ele escreveu apresenta. E tem um livro horrível (“Tolstói ou Dostoiévski: Um Ensaio Sobre o Velho Criticismo”) do George Steiner, aquele crítico medonho, vergonhoso, que mostra Dostoiévski como representante da liberdade, da democracia, do progresso e Tolstói como retrógrado, tudo porque a União Soviética fez o movimento contrário, ou seja, prestigiava Tolstói e desconfiava do Dostoiévski — com certa razão. Ele chega a dizer que Tolstói é o grande inquisidor no livro do Dostoiévski (“Os Irmãos Karamázov”). Isso é George Steiner, considerado um grande crítico internacional, mas que é um picareta, um farsante”.
De fato, no caso de Tolstói, George Steiner mostra-se “equivocado” — Isaiah Berlin, Vladimir Nabokov e Harold Bloom escreveram sobre o autor com mais percuciência. Entretanto, se errou a respeito dos dois russos, George Steiner acertou sobre vários outros escritores. Sobretudo, não é “picareta” nem “farsante”. Rubens Figueiredo, brilhante como escritor e tradutor, perde-se como crítico. Em parte, pelo menos.

