Notícias
O PMDB de Goiás esperneia, grita e clama por cargos federais. Mas não conseguiu nomear nenhum aliado para os escalões centrais do governo de Michel Temer. É provável que sobrem algumas vaguinhas no quarto escalão.
Em seu novo livro, o contista curitibano utiliza do humor que desconcerta e provoca estranhamento para tratar de questões complexas do tempo presente
O concerto conta com a presença de diversos artistas, como a carioca radicada nos EUA Daniella Carvalho (Soprano), os brasileiros Ana Lúcia Benedetti (Mezzo-Soprano) e Fernando Portari (Tenor) e o argentino Alfonso Mujica (Barítono)
[caption id="attachment_68956" align="alignnone" width="2152"]
Foto: Divulgação[/caption]
De distintas três regiões da América Latina desembarcam em Goiânia produtores culturais para participar de mais uma etapa do projeto Gestão Autônoma em Arte e Cultura. No dia 22 de junho, o professor Marcio Pizarro Noronha recebe Ednair Nascimento que vem de Rondônia para uma residência de 23 a 25 de junho. Já do Rio Grande do Sul, Miguel Sisto fica na cidade de 30 a 2 de julho; e, do México, Erandi Fajardo divide suas experiências na arte de 5 a 9 de julho. Os encontros serão realizados no Espaço Sonhus, no Lyceu de Goiânia, salvo o encontro com Miguel Sisto, que tem como palco o Basileu França. Com inscrições gratuitas, o evento propõe a troca de experiências em gestão cultural e artística. Mais informações: [email protected].
[caption id="attachment_33710" align="alignnone" width="620"]
Foto: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption]
Na sexta-feira, 24 de junho, o Sesc Centro realiza em sua biblioteca o lançamento de duas obras literárias de autores goianos. “As palavras que eu não disse”, de Swellen Mara L. Couto, reúne crônicas e poesias que se fazem revolucionários instrumentos contra o cotidiano absurdo de violências e opressões desmedidas. De Marcelino Taveira da Silva, “Circunstâncias” é um livro de poesias, das quais transparecem emoções de singulares acontecimentos. Com entrada franca, o coquetel é às 20h.
[caption id="attachment_68959" align="alignnone" width="953"]
Divulgação[/caption]
Quando junho se amostra na folhinha, não há quem tire do armário o xadrez e a bota a fim de matar toda a saudade de uma boa festa junina, não é mesmo?
Então, capriche bem, pois no sábado, 25 de junho, o Campus Laranjeiras da Universidade Estadual de Goiás enfeita a noite de bandeirolas e fogueira prum Arraiá do Laranjeiras.
Correio elegante, cadeia do amô e barraca do beijo e toda aquela comida e bebida típica fazem a festa dos foliões. Com início às 16h, a festa segue até às 21h pela bagatela de R$ 5.
Os blogs de Paulo Henrique Amorim, Luís Nassif, Paulo Nogueira e Luiz Carlos Azenha e de outros jornalistas “petistas” não vão receber dinheiro do governo federal
Os construtores do Nexus, cuja obra está vetada pela Justiça, anunciam na mídia e por isso contam com o seu silêncio. Mas a sociedade resiste e, com o apoio do Jornal Opção, derrota os poderosos
Saiba as dicas na literatura, música e cinema que o Opção Cultural tem para você
Mesmo um treinador competente precisa de tempo para organizar um time que, além de competitivo, joga bonito
O poema foi escrito em 1918, durante uma travessia marítima do múltiplo bardo português, e colhido por um adolescente de 13 anos
Fernando Pessoa é uma mina de diamante inesgotável. Quando se acredita que não há mais nada a descobrir, aparece alguma coisa, e relevante. Agora, surge um novo e belo poema, pelas mãos do advogado brasileiro José Paulo Cavalcanti Filho. O biógrafo do bardo português adquiriu um “livro de autógrafos”, no qual, durante uma travessia marítima, em 1918, o adolescente José Osório de Castro Oliveira (1900-1964) colhia recordações de seus companheiros de viagem.
No lugar de uma anotação trivial, Fernando Pessoa escreveu um poema: “Cada palavra dita é a voz de um morto./Aniquilou-se quem se não velou/Quem na voz, não em si, viveu absorto./Se ser Homem é pouco, e grande só/Em dar voz ao valor das nossas penas/E ao que de sonho e nosso fica em nós/Do universo que por nós roçou/Se é maior ser um Deus, que diz apenas/Com a vida o que o Homem com a voz:/Maior ainda é ser como o Destino/Que tem o silêncio por seu hino/E cuja face nunca se mostrou.”
O poema foi publicado pela “Folha de S. Paulo” no sábado, 11, e alcançou repercussão em Portugal. No domingo, 12, o jornal “Público”, do país de Fernando Pessoa, menciona que o poema havia sido recolhido “por João Dionísio na edição de 2005 da Imprensa Nacional-Casa da Moeda, ‘Poemas de Fernando Pessoa: 1915-1920’. Só que a versão que agora veio a lume é anterior e substancialmente diferente da já publicada, e tudo leva a crer que é a versão definitiva do poeta. Foi escrita, aparentemente de uma só penada, em 1918 — tinha Pessoa 30 anos”.
Meu pai, Raul Belém, morreu há quase cinco anos (câncer de pâncreas). Pego-me, por vezes, pensando nele, na sua história, de como me incentivou a ler, sobretudo obras de qualidade e, também, jornais. Uma vez me orientou: “Comece a ler a edição do dia por economia e, depois, política”. Na época, eu estava mais interessado em ler notícias de futebol (comprava, lia e colecionava a revista “Placar”) — era torcedor do Pelé Futebol Clube, quer dizer, do Santos —, gibis e livros de bolso de faroeste (era leitor de Marcial Lafuente Estefânia). Porém, por curiosidade, comecei a ler reportagens de política e economia. E gostei. Por isso, antes de me formar em Jornalismo (na Universidade Federal de Goiás), estudei História (na Universidade Católica de Goiás) e Filosofia (na UFG).
O que mais penso é: o que de meu pai sobrevive em mim, além do corpo, da genética? O gosto pelos livros é inegável. Raul Belém era um leitor voraz, que sabia quase tudo sobre a história do Brasil, notadamente a do século 20, com prioridade para o período pós-1964 (mas seu ídolo político, Juscelino Kubitschek, era anterior, da década de 1950, em termos de Presidência da República). “Quem não conhece história, como o passado formatou o presente, dificilmente entenderá como funciona o presente e terá dificuldade para refletir e se posicionar. O passado sobrevive no presente com uma força extraordinária”, costumava dizer aos amigos.
Ele lia jornais todos os dias. Era parte de sua “alimentação” cotidiana. Recortava reportagens e artigos, por vezes até fotografias. Nos seus arquivos, encontrei textos do “Cinco de Março” e do Jornal Opção, vários da década de 1970. Não perdia uma edição da revista “Veja” (tinha a de número 1, de 1968). Guardou, por toda a vida, exemplares das revistas “O Cruzeiro” e “Realidade” — com trechos das reportagens grifados (herdei também a mania de sublinhar os trechos que considero mais importantes, até em bula de medicamento, como ele fazia). Quando eu era menino, lembro-me que, por meio de um rádio imenso, ele ouvia, todos os dias, a Voz do Brasil. Dizia-me: “Saiba que, apesar do oficialismo e do palavrório, fica-se sabendo o que os políticos estão articulando para o país”. Admirava Juscelino Kubitschek, Nelson Carneiro e Ulysses Guimarães. Achava Tancredo Neves “escorregadio” demais.
Apreciava as tiradas ferozes de Carlos Lacerda, a rapidez e agudeza de seu raciocínio, mas o percebia como um político antidemocrático.
Raul Belém adorava música. Sabia de cor e salteado as músicas de Chico Buarque. Elis Regina era sua cantora preferida. Tinha todos os discos de ambos. Aprecio tanto um quanto a outra. Por quê? Pelo talento inegável do primeiro, como compositor (e canta bem suas próprias músicas, como “Construção” e “Fado tropical”, esta, chamo de hino informal do Brasil), e da segunda, como cantora. Meu pai me ensinou a ouvi-los cuidadosa e apaixonadamente. Lembro-me que esperava, ansioso, o lançamento de um novo disco de Chico Buarque. Ao adquiri-lo, via Correios (reembolso postal), ouvia-o todos os dias, várias vezes, durante algum tempo, numa radiola ou vitrola. O que mais apreciava eram as críticas sutis à ditadura civil-militar, pois era um homem de esquerda. Ele sabia que a música de Geraldo Vandré não tinha o mesmo fôlego da música de Chico Buarque, mas admirava-o como menestrel e adversário do regime instaurado por generais e vivandeiras em 1964. Deliciava-se com “Caminhando” (“Pra Não Dizer Que Não Falei das Flores”) e “Disparada”.
Deixando de pensar nas coisas vistas como “mais importantes”, como a arte (livros) e a paixão pela política, pego-me refletindo sobre as pequenas coisas. É possível que, além da retidão moral — era intransigente quanto a este ponto —, eu, e possivelmente meu irmão, o advogado Raul de França Belém Filho, herdei outra coisa de meu pai: a “letra”. Ele tinha uma “letra” bonita e, num tempo em que muitas pessoas não sabiam escrever, ao menos não sabiam escrever com fluência, escreveu cartas para várias pessoas — tanto para parentes quanto procurando apoio em ministérios (em busca de medicamentos caros e bolsa de estudos para pessoas pobres). Era um homem impaciente e nervoso, um tanto hipocondríaco — havia sido “farmacêutico” —, mas ensinou a mim e ao Raul Filho, além das irmãs Eliane, Eliana e Érika, a escrever o nome com uma caligrafia elegante e precisa. Dizia: “Uma bela assinatura vale alguma coisa. Cuidem da caligrafia”. Assim, com algum treinamento, adquirimos uma “letra”, como se dizia, bonita e inteligível. Nossas assinaturas eram modeladas na dele. A “letra” — a sua bela escrita — de meu pai sobrevive em mim.
A pressa do jornalismo corrompeu minha “letra”, minha escrita, que, por vezes, é ininteligível até para mim mesmo, dias depois da anotação. Porém, quando vou assinar meu nome, como se lembrasse de meu pai, como se ele vivesse em mim, capricho e minha “letra” sai como nos tempos de antanho.
Quando estava muito mal, internado num hospital da Rua 9, no Setor Marista, meu pai me disse: “Acho que vou morrer, sinto isto. Mas gostaria de viver mais. Gostaria de ler bons livros, de ouvir boa música e de conviver mais com meus filhos”. Começou a contar a história de Benvindo Belém de Lima, nosso parente que participou da Segunda Guerra Mundial, na Itália, e acabou dormindo. Quando acordou, lembrou que a origem de sua família paterna (Belém, Bethlem) era sírio-libanesa... Mas não havia mais nenhuma alegria na sua voz, cada vez mais débil. Sabia que estava prestes a morrer.
Em Goiás, dois policiais, certamente por respeitar a política de direitos humanos, hesitaram no combate a criminosos e foram mortos, deixando suas famílias desamparadas
Após Justiça suspender alvarás e determinar paralisação imediata das obras do gigante do Marista, relembre o histórico de toda a polêmica envolvendo o empreendimento
Único nome realmente competitivo em Goiânia, Iris tem medo de ter que bancar maioria de gastos da sua campanha

