Irapuan Costa Junior
Irapuan Costa Junior

Os EUA protegem seus policiais. Em Goiás, 2 militares foram assassinados por criminosos

Em Goiás, dois policiais, certamente por respeitar a política de direitos humanos, hesitaram no combate a criminosos e foram mortos, deixando suas famílias desamparadas

Renato Montalvão Simões: o policial militar decidiu não atirar para conter um criminoso e acabou assassinado

Renato Montalvão Simões: o policial militar decidiu não atirar para conter um criminoso e acabou assassinado

Converso em New Jersey com Alan, empresário americano, atirador e caçador (além de meu genro). Na pequena localidade de Flanders, onde mora, a meia hora de trem do centro de Nova York, todos têm armas em casa. Faz parte da cultura americana. Não existem aqui assaltos, roubos ou mesmo furtos. Diante da insistência de minhas indagações, Alan lembra-se de uma única ocorrência, anos atrás: um carro que havia sido deixado em frente a uma casa, com a chave no contato, desaparecera durante a noite, mas foi encontrado no dia seguinte, nas proximidades, intacto. Talvez uma brincadeira de adolescentes.

Alan tem várias armas em casa e bastante munição, pois pratica tiro e caça. Quando necessita de mais munição ou resolve comprar uma nova arma vai até uma loja e apenas apresenta sua carteira de habilitação. Não vê necessidade de andar armado, pois nem se preocupa em trancar as portas de casa, mas, se desejar portar uma arma, basta ir até o xerife do seu condado e fazer um requerimento. Em três ou quatro dias, tempo necessário para que se verifique a ausência de antecedentes psiquiátricos e criminais, terá seu porte de arma. Se surpreender um assaltante em casa e baleá-lo, responderá a evidente inquérito, mas não será preso em nenhum momento.

Um hipotético assaltante de banco, se for percebido por vizinhos do estabelecimento, pode contar com a reação desses vizinhos, se tiverem armas (como em geral têm). Policiais são corteses, mas enérgicos. Ai dos bandidos que queiram se valer de subterfúgios (como nossos pretensos direitos humanos ou pouca idade) para vantagens ou impunidades. Só conseguirão agravamento de suas penas. Reação armada à polícia é morte certa, como é uma marca de maldição matar um policial.

Escrevo sob o impacto da morte do jovem policial militar goiano Renato Montalvão Simões, que, por não ter abatido de imediato um bandido armado de faca que o ameaçava, perdeu a vida. E lembrando que o sargento da PM Idevandir, em vez de disparar contra o bandido armado que assaltava uma lotérica, no mês passado, deu-lhe voz de prisão. O criminoso, Isac Ferreira, respondeu com um tiro que matou o policial. Mais tarde preso, com vários crimes pesados já praticados, declarou que não se arrependia do assassinato.

Os dois agentes da lei trocaram suas vidas valiosas — em nome de uma política equivocada de direitos humanos — pelas dos bandidos que não respeitam direitos de ninguém. Deixaram familiares desamparados. E os marginais logo estarão livres para matar outros cidadãos de bem. São vítimas da crença asquerosa da deputada Maria do Rosário (PT-RS) e seus seguidores.

Os policiais que mataram no Rio de Janeiro, dias atrás, o bandido mirim Ítalo, baleado dentro do carro roubado em que fugia da polícia e após disparar contra ela, foram afastados de suas funções e humilhados por seus comandantes. O garoto-bandido tinha várias passagens pela polícia, e era filho de um casal de bandidos. Fora de dúvida de que se tratava de elemento perigoso, a despeito da idade, mas isso não pesa, quando se trata de um “dimenor”.

Nos EUA, que visito no momento, os policiais não sofreriam sanções, pois teriam agido corretamente. Já foi no Brasil como é hoje nos EUA, antes que o “politicamente correto” das esquerdas desarmasse a população, desmotivasse e até demonizasse a polícia, e descuidasse do combate aos bandidos, que hoje dispõem do mais moderno e pesado armamento fabricado no mundo. Bandidos, hoje, se organizam em poderosos bandos, como os recentes “modernos cangaceiros” que ocupam pequenas cidades e explodem bancos. Valendo-se da falência do sistema penitenciário, montam estados-maiores do crime dentro de presídios, que funcionam graças aos modernos meios de comunicação que acessam sem maiores problemas. Antes do “politicamente correto” ideológico, a bandidagem era diminuta, e nos sentíamos seguros.

O PT cometeu o maior desastre econômico e moral da história do Brasil

Dos Estados Unidos, viajei para Ottawa. Na jovem e bela capital canadense, há uma profusão de obras do metrô. O trânsito é bastante tranquilo a qualquer hora do dia, o serviço de ônibus é de uma perfeição admirável, donde poder surgir a indagação sobre a necessidade de um metrô. É que se planejam as cidades, no Canadá, com décadas de antecedência, e as administrações se antecipam aos problemas, evitando as infelicidades urbanas de transporte, moradia, água, saneamento. Quando a cidade exigir um metrô, ele estará prestes a entrar em funcionamento.

No Brasil, houve planejamento no governo de Jus­celino Kubitschek, na segunda metade da década de 1950, e nos governos militares (1964-1985). Juscelino tinha excepcional visão administrativa; militares são planejadores por formação. As esquerdas não sabem o que é administrar, e muito menos o que é planejar. Nem mesmo o “intelectual” Fernando Henrique Cardoso planejou. Muito menos Lula da Silva, que devia considerar planejamento coisa das “elites”. Dilma Rousseff nem se fala: como poderia comandar um planejamento de médio e longo prazos quem nem sequer consegue encadear um raciocínio de dez segundos, e expressá-lo em palavras? O resultado dos governos petistas está à vista: um monumental desastre político, administrativo, social, econômico, e moral.

O grande violonista Tommy Emmanuel

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Tommy Emmanuel: australiano é um dos melhores violonistas do mundo

Em Gatineau, cidade vizinha a Ottawa, mas já no Quebec de língua francesa, assistimos a uma apresentação do violonista australiano Tommy Emmanuel, tido como um dos melhores do mundo.

Dono de um repertório eclético, exibiu números que foram desde canções coun­try americanas até o hino “Amazing Grace”, um dos mais tocados cantos protestantes.

Tommy Emmanuel não deixou de la­do populares da música americana co­mo “Blue Moon” e “Stella by Starlight”, mas não tocou nenhum número de música popular brasileira, dos vários que já gravou.

Além de violonista consagrado, Tommy Emmanuel é um talentoso percussionista, sendo o próprio violão seu instrumento de percussão. Como os grandes artistas respeitam bastante seu público, o show começou exatamente na hora marcada, e teve um bis ao final. Quem gosta de violão e não conhece o artista, pode buscá-lo no YouTube.

Fanatismo que gera massacres não tem a ver com facilidade de comprar armas

Nem o devido respeito com os fa­mi­liares dos mortos no massacre do dia 12 passado, na boate Pulse, em Or­lando, na Flórida, impediu que as es­querdas americanas (como fazem as es­querdas de qualquer lugar) usassem o fa­to para tentar implantar uma de suas medidas preferidas, ao lado do con­trole da imprensa: proibição de ar­mas para a po­pulação em geral. Ba­ra­ck Obama e Hi­llary Clinton, mais que depressa, brandiram essa bandeira. Era de se esperar.

No Brasil não foi diferente. Quan­do um maluco matou a tiros alunos de uma escola em Realengo, no Rio de Janeiro, um desses desarmamentistas profissionais chegou, num momento de descuido, a se declarar alegre com o acontecido, por dar a ele argumentos para continuidade do desarmamento no Brasil.

Obama e Hillary alegaram que o fato se deu por que é fácil comprar ar­mas nos EUA. Não lembraram que fato idêntico ocorreu em Paris, no ano passado, na boate Bataclan, e em Paris as restrições à venda de armas são severíssimas. Proibir a loucura e o fanatismo ideológico e religioso, se funcionasse, resolveria o problema. Só que não funciona.

Enquanto isso, no Brasil: a morta insepulta continua a empestar os ares.

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