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Coquetel de literatura goiana

[caption id="attachment_33710" align="alignnone" width="620"]Foto: Fernando Leite/Jornal Opção Foto: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption] Na sexta-feira, 24 de junho, o Sesc Centro realiza em sua biblioteca o lançamento de duas obras literárias de autores goianos. “As palavras que eu não disse”, de Swellen Mara L. Couto, reúne crônicas e poesias que se fazem revolucionários instrumentos contra o cotidiano absurdo de violências e opressões desmedidas. De Marcelino Taveira da Silva, “Circunstâncias” é um livro de poesias, das quais transparecem emoções de singulares acontecimentos. Com entrada franca, o coquetel é às 20h.

É tempo de arraiá

[caption id="attachment_68959" align="alignnone" width="953"]Divulgação Divulgação[/caption] Quando junho se amostra na folhinha, não há quem tire do armário o xadrez e a bota a fim de matar toda a saudade de uma boa festa junina, não é mesmo? Então, capriche bem, pois no sábado, 25 de junho, o Campus Laranjeiras da Universidade Estadual de Goiás enfeita a noite de bandeirolas e fogueira prum Arraiá do Laranjeiras. Correio elegante, cadeia do amô e barraca do beijo e toda aquela comida e bebida típica fazem a festa dos foliões. Com início às 16h, a festa segue até às 21h pela bagatela de R$ 5.

Michel Temer ‘desmonta’ a Rede Petista de Comunicação e o governo vai economizar R$ 11 milhões

Os blogs de Paulo Henrique Amorim, Luís Nassif, Paulo Nogueira e Luiz Carlos Azenha e de outros jornalistas “petistas” não vão receber dinheiro do governo federal

Proibição da construção do Nexus pela Justiça prova que a sociedade está viva e não é amorfa

Os construtores do Nexus, cuja obra está vetada pela Justiça, anunciam na mídia e por isso contam com o seu silêncio. Mas a sociedade resiste e, com o apoio do Jornal Opção, derrota os poderosos

Lançamentos

Saiba as dicas na literatura, música e cinema que o Opção Cultural tem para você

Tite é o técnico ideal pra seleção brasileira mas, se tratado como salvador da pátria, sairá queimado

Mesmo um treinador competente precisa de tempo para organizar um time que, além de competitivo, joga bonito

Advogado e biógrafo brasileiro descobre poema inédito de Fernando Pessoa

O poema foi escrito em 1918, durante uma travessia marítima do múltiplo bardo português, e colhido por um adolescente de 13 anos Fernando Pessoa 1 Fernando Pessoa é uma mina de diamante inesgotável. Quando se acredita que não há mais nada a descobrir, aparece alguma coisa, e relevante. Agora, surge um novo e belo poema, pelas mãos do advogado brasileiro José Paulo Cavalcanti Filho. O biógrafo do bardo português adquiriu um “livro de autógrafos”, no qual, durante uma travessia marítima, em 1918, o adolescente José Osório de Castro Oliveira (1900-1964) colhia recordações de seus companheiros de viagem. No lugar de uma anotação trivial, Fernando Pessoa escreveu um poema: “Cada palavra dita é a voz de um morto./Aniquilou-se quem se não velou/Quem na voz, não em si, viveu absorto./Se ser Homem é pouco, e grande só/Em dar voz ao valor das nossas penas/E ao que de sonho e nosso fica em nós/Do universo que por nós roçou/Se é maior ser um Deus, que diz apenas/Com a vida o que o Homem com a voz:/Maior ainda é ser como o Destino/Que tem o silêncio por seu hino/E cuja face nunca se mostrou.” Fernando Pessoa 2 O poema foi publicado pela “Folha de S. Paulo” no sábado, 11, e alcançou repercussão em Portugal. No domingo, 12, o jornal “Público”, do país de Fernando Pessoa, menciona que o poema havia sido recolhido “por João Dionísio na edição de 2005 da Imprensa Nacional-Casa da Moeda, ‘Poemas de Fernando Pessoa: 1915-1920’. Só que a versão que agora veio a lume é anterior e substancialmente diferente da já publicada, e tudo leva a crer que é a versão definitiva do poeta. Foi escrita, aparentemente de uma só penada, em 1918 — tinha Pessoa 30 anos”.

Uma “letra” bonita é uma das heranças que meu pai, Raul Belém, me deixou

Morte-MunchMeu pai, Raul Belém, morreu há quase cinco anos (câncer de pâncreas). Pego-me, por vezes, pensando nele, na sua história, de como me incentivou a ler, sobretudo obras de qualidade e, também, jornais. Uma vez me orientou: “Comece a ler a edição do dia por economia e, depois, política”. Na época, eu estava mais interessado em ler notícias de futebol (comprava, lia e colecionava a revista “Placar”) — era torcedor do Pelé Futebol Clube, quer dizer, do Santos —, gibis e livros de bolso de faroeste (era leitor de Marcial Lafuente Estefânia). Porém, por curiosidade, comecei a ler reportagens de política e economia. E gostei. Por isso, antes de me formar em Jornalismo (na Universidade Federal de Goiás), estudei História (na Universidade Católica de Goiás) e Filosofia (na UFG). O que mais penso é: o que de meu pai sobrevive em mim, além do corpo, da genética? O gosto pelos livros é inegável. Raul Belém era um leitor voraz, que sabia quase tudo sobre a história do Brasil, notadamente a do século 20, com prioridade para o período pós-1964 (mas seu ídolo político, Juscelino Kubitschek, era anterior, da década de 1950, em termos de Presidência da República). “Quem não conhece história, como o passado formatou o presente, dificilmente entenderá como funciona o presente e terá dificuldade para refletir e se posicionar. O passado sobrevive no presente com uma força extraordinária”, costumava dizer aos amigos. Ele lia jornais todos os dias. Era parte de sua “alimentação” cotidiana. Recortava reportagens e artigos, por vezes até fotografias. Nos seus arquivos, encontrei textos do “Cinco de Março” e do Jornal Opção, vários da década de 1970. Não perdia uma edição da revista “Veja” (tinha a de número 1, de 1968). Guardou, por toda a vida, exemplares das revistas “O Cruzeiro” e “Realidade” — com trechos das reportagens grifados (herdei também a mania de sublinhar os trechos que considero mais importantes, até em bula de medicamento, como ele fazia). Quando eu era menino, lembro-me que, por meio de um rádio imenso, ele ouvia, todos os dias, a Voz do Brasil. Dizia-me: “Saiba que, apesar do oficialismo e do palavrório, fica-se sabendo o que os políticos estão articulando para o país”. Admirava Juscelino Kubitschek, Nelson Carneiro e Ulysses Guimarães. Achava Tancredo Neves “escorregadio” demais. Apreciava as tiradas ferozes de Carlos Lacerda, a rapidez e agudeza de seu raciocínio, mas o percebia como um político antidemocrático. Raul Belém adorava música. Sabia de cor e salteado as músicas de Chico Buarque. Elis Regina era sua cantora preferida. Tinha todos os discos de ambos. Aprecio tanto um quanto a outra. Por quê? Pelo talento inegável do primeiro, como compositor (e canta bem suas próprias músicas, como “Construção” e “Fado tropical”, esta, chamo de hino informal do Brasil), e da segunda, como cantora. Meu pai me ensinou a ouvi-los cuidadosa e apaixonadamente. Lembro-me que esperava, ansioso, o lançamento de um novo disco de Chico Buarque. Ao adquiri-lo, via Correios (reembolso postal), ouvia-o todos os dias, várias vezes, durante algum tempo, numa radiola ou vitrola. O que mais apreciava eram as críticas sutis à ditadura civil-militar, pois era um homem de esquerda. Ele sabia que a música de Geraldo Vandré não tinha o mesmo fôlego da música de Chico Buarque, mas admirava-o como menestrel e adversário do regime instaurado por generais e vivandeiras em 1964. Deliciava-se com “Caminhando” (“Pra Não Dizer Que Não Falei das Flores”) e “Disparada”. Deixando de pensar nas coisas vistas como “mais importantes”, como a arte (livros) e a paixão pela política, pego-me refletindo sobre as pequenas coisas. É possível que, além da retidão moral — era intransigente quanto a este ponto —, eu, e possivelmente meu irmão, o advogado Raul de França Belém Filho, herdei outra coisa de meu pai: a “letra”. Ele tinha uma “letra” bonita e, num tempo em que muitas pessoas não sabiam escrever, ao menos não sabiam escrever com fluência, escreveu cartas para várias pessoas — tanto para parentes quanto procurando apoio em ministérios (em busca de medicamentos caros e bolsa de estudos para pessoas pobres). Era um homem impaciente e nervoso, um tanto hipocondríaco — havia sido “farmacêutico” —, mas ensinou a mim e ao Raul Filho, além das irmãs Eliane, Eliana e Érika, a escrever o nome com uma caligrafia elegante e precisa. Dizia: “Uma bela assinatura vale alguma coisa. Cuidem da caligrafia”. Assim, com algum treinamento, adquirimos uma “letra”, como se dizia, bonita e inteligível. Nossas assinaturas eram modeladas na dele. A “letra” — a sua bela escrita — de meu pai sobrevive em mim. A pressa do jornalismo corrompeu minha “letra”, minha escrita, que, por vezes, é ininteligível até para mim mesmo, dias depois da anotação. Porém, quando vou assinar meu nome, como se lembrasse de meu pai, como se ele vivesse em mim, capricho e minha “letra” sai como nos tempos de antanho. Quando estava muito mal, internado num hospital da Rua 9, no Setor Marista, meu pai me disse: “Acho que vou morrer, sinto isto. Mas gostaria de viver mais. Gostaria de ler bons livros, de ouvir boa música e de conviver mais com meus filhos”. Começou a contar a história de Benvindo Belém de Lima, nosso parente que participou da Segunda Guerra Mundial, na Itália, e acabou dormindo. Quando acordou, lembrou que a origem de sua família paterna (Belém, Bethlem) era sírio-libanesa... Mas não havia mais nenhuma alegria na sua voz, cada vez mais débil. Sabia que estava prestes a morrer.

Os EUA protegem seus policiais. Em Goiás, 2 militares foram assassinados por criminosos

Em Goiás, dois policiais, certamente por respeitar a política de direitos humanos, hesitaram no combate a criminosos e foram mortos, deixando suas famílias desamparadas

Há nove meses, Jornal Opção alertava sobre agora comprovadas irregularidades do Nexus

Após Justiça suspender alvarás e determinar paralisação imediata das obras do gigante do Marista, relembre o histórico de toda a polêmica envolvendo o empreendimento

PMDB terá que garantir dinheiro para campanha

Único nome realmente competitivo em Goiânia, Iris tem medo de ter que bancar maioria de gastos da sua campanha

“A insegurança no campus e na sociedade é um tema sério e urgente”

Correndo o risco de ser mal interpretado e até de sofrer com as consequências do que vou postar, acho que temos de tirar lições deste episódio por qual passa a Univer­sidade Federal de Goiás

Ministro dos Transportes garante andamento de obras no Tocantins

[caption id="attachment_68789" align="aligncenter" width="620"]Ministro Maurício Quintella (esquerda), governador Marcelo Miranda e equipes: portas do ministério estão abertas ao Estado do Tocantins Ministro Maurício Quintella (esquerda), governador Marcelo Miranda e equipes: portas do ministério estão abertas ao Estado do Tocantins[/caption] Em parceria com o governo federal, o Estado do Tocantins segue na busca de recursos para construção de importantes obras de infraestrutura. O governador Marcelo Miranda (PMDB) se reuniu com o ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella, e equipe técnica, na quarta-feira, 15, para tratar das obras de três aeroportos e de rodovias federais que passam pelo Tocantins. O chefe do executivo solicitou a priorização dessas obras nesse novo momento de gestão do governo federal. O ministro reconheceu a importância estratégica do Tocantins para a infraestrutura logística nacional e garantiu a continuidade e a agilidade nos processos relativos às obras que já estão em andamento. Maurício Quintella afirmou que o Tocantins tem portas abertas no Ministério dos Transportes. “O Tocantins é um Estado central no país, com grande produção agrícola e por onde passa grande parte das riquezas nacionais. É fundamental que a estrutura avance em aeroportos, portos, estradas e ferrovias. O governador Marcelo Miranda tem as portas abertas no Ministério dos Transportes e, hoje, nós discutimos com as equipes como podemos avançar”, afirmou Quintella. Marcelo Miranda estava acompanhado do chefe do Escritório de Representação em Brasília, Renato de Assunção; do secretário de Estado da Infraestrutura, Habitação e Serviços Públicos, Sérgio Leão; e dos deputados federais Lázaro Botelho (PP) e Josi Nunes (PMDB). “O ministro nos deu a certeza de que estamos apresentando bons projetos estruturantes para o Tocantins. A presença da bancada federal aqui, hoje, independentemente da cor partidária, reforça que o nosso intuito, acima de tudo, é fazer avançar esses projetos”, destacou o governador. Miranda aproveitou a oportunidade para reforçar os pedidos para andamento nas obras pendentes em rodovias do Estado: a duplicação da BR-153, no trecho que liga Aliança a Anápolis; a duplicação da BR-010, no trecho entre Aparecida do Rio Negro e Goiatins; a construção da BR-242, conhecida como Transbananal, que ligará o Tocantins ao Estado do Mato Grosso; e o início das obras na ponte de Xambioá. Todas essas obras já têm projetos em andamento no ministério, em diferentes etapas, algumas com recursos já garantidos.

Gaguim consegue fundo para desenvolvimento da região do Jalapão

A Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados aprovou, com emenda, o Projeto de Lei (PL) 1345/15, de autoria do deputado Carlos Henrique Gaguim (PTN), que cria o Fundo Nacional de Apoio à Região do Jalapão (Funjalapão), com a finalidade de promover o desenvolvimento daquela região. O relator na comissão, deputado Hildo Rocha (PMDB-MA), defendeu o mérito da proposta. Ele argumentou que o Jalapão é um importante parque estadual que abrange oito municípios do Estado, reunindo ainda uma unidade de conservação ambiental. Pelo texto, os recursos para compor o Funjalapão virão de operações de crédito internas e externas e de convênios firmados entre Estados da Federação. O relator apresentou emenda para excluir das fontes de recursos do Funjalapão as dotações orçamentárias da União. Segundo ele, a emenda atende à norma interna da Comissão de Finanças e Tributação, que considera inadequada, orçamentária e financeiramente, proposição que crie fundos com recursos da União, salvo exceções.

Banco de Desenvolvimento fomenta investimentos no Jalapão

O governador Marcelo Miranda recebeu na terça-feira, 14, o diretor-executivo do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), Victor Rico, quando discutiram acerca das melhorias na infraestrutura da região do Jalapão, fortalecendo o desenvolvimento turístico e do agronegócio. O Programa de Desenvolvimento Sustentável do Estado do Tocantins (Prodetur) é um grande projeto para o Estado e vai impulsionar o turismo, fomentando a integração do Tocantins com toda a região dos outros Estados integrantes do Matopiba (Maranhão, Piauí e Bahia). “O Tocantins será definitivamente interligado ao Piauí, ao Maranhão, à Bahia e, com isso, vamos dar um passo muito importante para o desenvolvimento socioeconômico. E eu vejo que essa será uma das grandes obras do governo Marcelo Miranda”, destacou o diretor. Ele salientou ainda que os termos e as condições que compõem a operação de financiamento do Prodetur serão encaminhados ao governador. “Os recursos existem e nós já estamos em um passo muito importante: o da aprovação dos termos que resultaram na minuta que será assinada entre o CAF e o Governo do Estado do Tocantins.” O Prodetur, iniciado em 2008, no Estado, foi retomado agora pelo governador Marcelo Miranda. Os recursos atenderão à região do Jalapão, especialmente com obras de pavimentação asfáltica, cerca de 200 quilômetros de rodovias na região, contemplando, inicialmente, a TO-030, a TO-110 e a TO-247. Em fevereiro deste ano, representantes do CAF estiveram no Tocantins e, desde então, além da elaboração do termos técnicos que subsidiaram a assinatura do contrato, foi concluída a avaliação técnica realizada pela instituição financeira.