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PPI precisa acompanhar outras medidas para ter chance de dar certo

Políticos acreditam no plano de concessões e privatizações que pretende arrecadar R$ 24 bilhões, mas apontam: outras medidas serão necessárias

Simulação de segundo turno sugere que Iris Rezende está “rodando”, postulam pesquisadores

[caption id="attachment_72064" align="alignright" width="620"]Fotos: Fernando Leite e Renan Accioly/ Jornal Opção Fotos: Fernando Leite e Renan Accioly/ Jornal Opção[/caption] O Jornal Opção perguntou para dois pesquisadores: “Nas últimas pesquisas, o que de fato mais chamou sua atenção?” Os pesquisadores sugerem que há um aspecto que desperta mais a atenção dos que trabalham com pesquisas: a simulação de segundo turno. Quando pesquisas mostram que Iris Rezende, candidato do PMDB a prefeito de Goiânia, e Vanderlan Cardoso, postulante do PSB, estão empatados — por exemplo, com 43% e 42% —, isto significa que a situação de Iris Rezende é das mais complicadas. Iris Rezende, sublinham os pesquisadores, é um político “de” Goiânia e que tem fama de sempre ganhar na capital, tanto para o governo quanto para a prefeitura. Mas agora, de acordo com a simulação de segundo turno, o quadro mudou: os eleitores tendem a trocá-lo por aquele candidato que se pode nominar de “novo consistente”, ou seja Vanderlan Cardoso. O que aconteceu com Iris? Esgotou-se politicamente, perdeu conexão com os eleitores. A fama de não terminar mandatos é outro dos problemas incontornáveis de Iris Rezende. Parece que o eleitor goianiense percebe, ao menos agora, que o peemedebista é “fissurado” pelo governo do Estado. Antes, poucos eleitores observavam o nome do vice e suas peculiaridades. Mas, como o peemedebista não para, sempre se desincompatibilizando para disputar outros cargos, os eleitores, desta vez — e também devido a Paulo Garcia, do PT, o prefeito super reprovado da capital —, estão de olho no vice, o Major Araújo, e parece não aprová-lo. E sua desaprovação aumenta a rejeição de Iris Rezende. Um dos principais problemas de Iris Rezende é que o eleitor o percebe como um político superado, que não se atualizou. Ao mesmo tempo, é apontado como aquele gestor que não vai além do arroz com feijão. Em termos políticos e de gestão, é visto como uma pessoa que não tem capacidade de renovar-se. Pode-se dizer, portanto, que acabou a lua de mel de Goiânia com Iris Rezende e que se tornaram espécies de Brad Pitt e Angelina Jolie, falando linguagens diferentes. Ao mesmo tempo em que Iris Rezende perde sintonia com os goianienses, Vanderlan Cardoso aparece como líder, como um político forte e qualificado. Os pesquisadores frisam que o Vanderlan Cardoso de hoje não é o mesmo de 2014. Na opinião dos especialistas, ele é mais sólido, até falando com mais firmeza e precisão. Seu programa eleitoral, apresentando-o nas ruas, sugere que mantém contato com a cidade e os seus problemas reais. Por ser mais jovem — tem 30 anos a menos do que Iris Rezende, que tem idade para ser seu pai —, Vanderlan é notado como mais contemporâneo dos moradores da cidade. Outro fator positivo para Vanderlan é sua rejeição baixa. A rejeição é um limitadores do crescimento de Iris Rezende

Jalles é favorito porque eleitor teme que, se eleger Renato, seu pai, Fião, é quem vai governar

[caption id="attachment_69794" align="alignright" width="620"]Arquivo Arquivo[/caption] O prefeito de Goianésia, Jalles Fontoura, do PSDB, continua favorito na disputa pela reeleição. O maior adversário do postulante do PMDB, o “petista” Renato de Castro, não é o tucano, e sim seu pai, Manoel de Castro Arantes, o Fião. Os eleitores temem que, se eleito, Fião Júnior passe a missão de governar para Fião Sênior. Dada a rejeição de Fião Sênior, em alguns encontros, Jalles Fontoura começa a conversa assim: “Por que eu e Fião estamos disputando a prefeitura...”. A referência é a Fião pai, o que provoca risos na plateia. Um dos problemas mais graves dos Fiões, o Júnior e o Sênior, é que não agregam. O ex-prefeito Gilberto Naves, político do PMDB mais consistente de Goianésia, pode até gravar vídeo de apoio, mas a verdade é que não está empolgado com a candidatura de Fião Júnior. Frederico Jayme, que faz política mais em Pirenópolis, é filiado ao PSDB, porém, mesmo ligado a Gilberto Naves, não se empolga, nem um milímetro, com Fião Júnior.

Marconi Perillo planeja fazer reforma administrativa de médio porte

[caption id="attachment_72112" align="alignright" width="620"]Governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB) | Foto: Divulgação Governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB) | Foto: Divulgação[/caption] O governador Marconi Perillo vai fazer uma reforma administrativa de médio porte. Nem vacas sagradas, como Raquel Teixeira (não melhorou o Ideb e não implantou as OSs na educação), serão poupadas. Há duas vagas importantes: a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e a Secretaria da Fazenda (para a qual pode ser convocado um economista nacional). Ana Carla deu um ultimato: sai em dezembro, porém, como sua missão está cumprida, pode sair até antes. O tucano-chefe planeja contemplar as forças eleitorais que atuaram como suas aliadas na eleição deste ano e vai pensar, além do aspecto técnico, na correlação de forças para a disputa de 2018.

Francisco Júnior e Adriana Accorsi devem travar batalha pela disputa do terceiro lugar em Goiânia

[caption id="attachment_75928" align="alignright" width="620"]Reprodução Reprodução[/caption] Políticos propositivos, os candidatos a prefeito de Goiânia pelo PT, Adriana Accorsi, e pelo PSD, Francisco Júnior, vão terçar forças, nos próximos oito dias, pela terceira posição — atrás de Van­derlan Cardoso, do PSB, e de Iris Rezende, do PMDB, os dois postulantes que deverão ir para o segundo turno. Aliados de Adriana Accorsi apostam que, consolidada no terceiro lugar, se consagrará para a disputa de mandato de deputada federal ou à reeleição para deputada estadual. Francisco Júnior, que pretende chegar ao quarto lugar e, depois, tomar o terceiro lugar da petista, trabalha para se cacifar para um mandato de deputado federal ou estadual em 2018. Trata-se de uma disputa entre postulantes consistentes e que certamente terão futuro na política de Goiás.

Eleitor goianiense começa a ter interesse na eleição

Afonso Lopes O eleitorado da capital só agora começa a dar mostras de intreresse no pleito de outubro. Há décadas não se registrava uma campanha tão “fria” como a atual, em Goiânia. Aliás, a reclamação é nacional. Os eleitores de maneira geral pouco se “lixaram” em relação à disputa que irá definir o próximo prefeito a partir de 1º de janeiro do ano que vem. Mesmo nas pequenas cidades, onde normalmente existem maiores chances de as disputas se tornarem quentíssimas entre dois ou mais grupos, a animação geral não foi como em outras eleições. Alguns especialistas em comportamento social entendem que esse desinteresse pode resultar num recorde histórico de votos em brancos, nulos e abstenção. Existem motivos para tanto desinteresse? Existem, sim. Além das novas regras eleitorais, que apertou ainda mais a enorme relação de proibições, todos os comitês dos candidatos reclamaram da falta de condições econômicas para bancar as campanhas. Sem dinheiro, as campanhas ficaram menores, e não conseguiram gerar maior impacto na vida da cidade e dos cidadãos. O dinheiro sumiu por causa de três fatores: as empresas não podem mais bancar candidaturas - no caixa 1, obviamente -, o caixa 2 se tornou bem mais perigoso e vigiado e a crise econômica encurtou o bolso de todo mundo. Outro bom motivo para o desinteresse do eleitorado é o tempo muito mais curto de campanha, e a diminuição dos programas eleitorais no rádio e na televisão, principal palanque das eleições brasileiras desde a proibição dos “showmícios”. Essas mudanças visaram a economia de custos das campanhas, mas a dosagem talvez tenha sido excessiva. Por fim, o Brasil viveu um ano atípico, lotado de motivações extra-eleitorais. No início do ano, a possibilidade de impeachment da então presidente Dilma Roussef ganhou corpo e passou a ser discutida. Depois, vieram os Jogos Olímpicos e Paralímpicos, além das votações do impeachment e do afastamento definitivo do então presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha. Ou seja, foi um ano carregado de “boas distrações” para o eleitorado, que só agora, na reta final da campanha, começa a falar sobre a sucessão municipal. Em Goiânia, outra característica também contribuiu para o esfriamento dos ânimos. Com regras cada vez mais rígidas, os programas eleitorais no rádio e na TV perderam o componente crítico em relação aos adversários. Via de regra, só se pode falar bem do próprio peixe sem questionar a peixaria do adversário. E, assim, os programas se transformaram em desfile de promessas juramentadas de cidades maravilhosas e, por isso, ficaram chatos demais. Antiga­mente, quando direito de resposta era apenas para gravíssimas acusações pessoais e sem provas ou com provas falsas, os programas eleitorais eram aguardados pelos eleitores como grande atração. Há informações em alguns comitês de que o clima vai esquentar nesta reta final. Talvez seja tarde demais diante de posições já consolidadas de parte do eleitorado. A outra parte não “está nem aí”. Será que isso muda?

Paulo Garcia demorou mas vai abrir a caixa preta da administração de Iris Rezende em Goiânia

[caption id="attachment_33092" align="alignright" width="620"]Foto: Wagnas Cabral Foto: Wagnas Cabral[/caption] O prefeito de Goiânia, Paulo Garcia (PT) — cujos problemas administrativos decorrem da gestão anterior, de Iris Rezende —, pretende partir para cima do candidato peemedebista. Ele promete abrir sua caixa preta (teria deixado uma dívida de quase 1 bilhão de reais). O petista conversou com o governador Marconi Perillo. Os dois vão traçar uma estratégia para o segundo turno. Paulo Garcia nunca teve medo de Iris Rezende, mas, por lealdade, nunca revelou o basfond da gestão irista.

Por que Vanderlan cresce enquanto Iris bate no teto

Especialistas avaliam razões da diferença entre o desempenho dos dois principais postulantes à Prefeitura da capital nos levantamentos de intenção de voto

Jean Carlo diz que Roberto Silva terá uma votação maciça em Itaberaí

[caption id="attachment_75923" align="alignright" width="620"]a3435 Reprodução[/caption] Do deputado estadual Jean Carlo, presidente do PHS estadual: “Anote e me cobre depois: o prefeito de Itaberaí, Roberto Silva (foto), do PP, vai ser reeleito com extrema facilidade. Não subestimo mas também não superestimo adversários”. O parlamentar aposta que Silva terá de 65% a 70% dos votos. “Na reta final, o voto útil está migrando para Roberto.”

Marconi Perillo pode bancar o empresário Zé Garrote para deputado Federal

[caption id="attachment_26240" align="alignleft" width="204"]José Carlos: “O que considero  realmente positivo  na experiência de exportar é o conhecimento  agregado” | Foto: divulgação Foto: divulgação[/caption] O PSDB de Goiás, com o aval do governador Marconi Perillo, vai apostar em novas candidaturas para deputado federal em 2018. Entre os nomes novos está o do empresário Zé Garrote (que pode optar por lançar Jean Carlos, do PHS, para deputado federal), um dos maiores produtores de frango do país. O tucano-chefe planeja preparar outros candidatos de perfil qualitativo parecido. O que se diz é que, na próxima eleição, a disputa será acirrada e nem as vacas sagradas terão vaga garantida.

Programas sociais abandonados por Iris Rezende ajudam a explicar a desigualdade de Goiânia

Importantes projetos implantados por Nion Albernaz e Darci Accorsi foram encerrados pelo peemedebista e fica claro, agora, que a cidade precisa retomá-los se quiser promover maior igualdade no meio de sua variada população

Guerra na base em Pirenópolis pode acabar elegendo João do Léo, candidato bancado por Caiado

Dica de um político experimentado, de cabeça fria e que não milita em Pirenópolis: “A briga no município, que impede que a base banque apenas um candidato, pode acabar contribuindo para eleger João do Léo, do DEM, para prefeito. Será que o tucano-marconismo vai contribuir para a vitória de um candidato bancado por Ronaldo Caiado e que, em 2018, vai ajudá-lo com palanque e financeiramente, se eleito?”

Agenor Mariano diz que Daniel Vilela participa da campanha de Iris mas tem de cuidar do interior

[caption id="attachment_53038" align="alignright" width="620"]Foto: André Costa Foto: André Costa[/caption] Comenta-se que o presidente regional do PMDB, deputado federal Daniel Vilela, não participa da campanha de Iris Rezende, concentrando-se no interior, porque não estaria preocupado com as lutas políticas de Goiânia. “Não procede”, garante o vice-prefeito da capital, Agenor Mariano. “Daniel tem ajudado na campanha de Iris, colocando o diretório estadual à sua disposição. Porém, como dirigente máximo do partido, precisa prestar assistência aos nossos mais de 100 candidatos a prefeito no interior. De uma coisa não se pode acusá-lo: de deslealdade”, afirma Agenor Mariano.

Em Aparecida só há uma dúvida: Gustavo Mendanha ganha no primeiro ou no segundo turno?

[caption id="attachment_63834" align="alignright" width="620"]Foto: Jornal Opção Foto: Jornal Opção[/caption] Não há a menor de que em Aparecida de Goiânia há dois fenômenos. Primeiro, o prefeito Maguito Vilela, do PMDB, que é uma espécie de deus laico para os aparecidenses. Segundo, o candidato a prefeito pelo PMDB, o vereador Gustavo Mendanha. Gustavo Mendanha começou muito em embaixo, mas, aos poucos, foi subindo e, de repente, disparou. Parece que, a partir de determinado momento, os eleitores conseguiram identificá-lo integralmente com Maguito Vilela. Quanto mais a identificação é ressaltada, mais o peemedebista cresce. No momento, é certo que Gustavo Mendanha irá para o segundo turno. Portanto, a discussão é outra. Quem vai enfrentá-lo? Primeiro, Marlúcio Pereira, do PSB, ou Alcides Ribeiro, do PSDB. Segundo, haverá mesmo segundo turno? A questão é: se mantiver o crescimento acelerado, Gustavo Mendanha tem chance de, em oito dias, liquidar a fatura no primeiro turno. As pesquisas de intenção de voto mostram que o peemedebista cresce a partir dos votos dos indecisos, mas também retirando votos de seus adversários, o que prova que estes são extremamente vulnerários, porque seus eleitorados são voláteis, quer dizer, podem trocar de candidato, e estão trocando.

As três principais apostas do PHS para vereador em Goiânia

Capitão Wayne, Marcelo Augusto e Vanderlan Renovato são as três grandes apostas do PHS para vereador em Goiânia. Os três políticos do PHS são experientes e conhecem o eleitorado de Goiânia como poucos. O partido aposta que fará pelo menos três vereadores. Todos estão empenhados na eleição de Vanderlan Cardoso para prefeito de Goiânia.