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Jair Bolsonaro deve fazer nova visita a Goiânia neste mês

PSC Jovem Goiás articula realização de um seminário da direita conservadora em Goiás com a presença do deputado para o final de agosto

Corte em bolsas do CNPq pode afetar pesquisas na Universidade Estadual de Goiás

Anúncio do corte foi feito no Dia do Estudante e acabou cancelando o resultado final dos editais de iniciação científica e tecnológica da instituição

Advogado goiano terá que pagar multa de R$ 88 mil por faltar julgamento

Para juiz, valor definido é compatível com o prejuízo gerado pela ausência do advogado

Na Bahia, Marconi afirma que Brasil “ficará emperrado se não fizer reformas”

A convite de lideranças políticas e empresariais do Oeste Baiano, Marconi fez em Barreiras a palestra "Alternativas para a Superação da Crise Brasileira"

Verdade seja dita: em Goiânia, o legado de Iris Rezende é menor que o de Paulo Garcia

Atual prefeito pode estar mal avaliado, mas é fato que fez mais que seu antecessor. Se população avaliar Iris pelo que ele fez à frente da Prefeitura entre 2004 e 2010, escolherá outro candidato para votar

O Hamas mostra a sua cara

Depois uma década de investigação, Israel prova que entidades filantrópicas e até a ONU foram roubadas pelo grupo terrorista

O sonho totalitarista de Erdogan

Após o golpe, receia-se que a Turquia estará condenada a entrar em um colapso programado [caption id="attachment_72741" align="alignright" width="620"]Presidente Recep Tayyip Erdogan: o homem que pode conflagrar a Europa Presidente Recep Tayyip Erdogan: o homem que pode conflagrar a Europa[/caption] A União Europeia (UE), desde 23 de junho passado envolta com o Brexit da Grã-Bretanha, vê-se subitamente confrontada com outro problema de proporções ainda maiores. Os acontecimentos na Turquia na noite de sexta-feira, 15 de julho passado, ocupam, desde então, as manchetes dos jornais. A Turquia está sendo foco de preocupações mundiais. Há indícios de que esta preocupação não se abrandará em curto tempo. As repercussões atigem a UE em cheio. Há mais de uma década o presidente Recep Tayyip Erdogan é uma das figuras políticas mais controvertidas do cenário político internacional. Muito antes do golpe de 15 de julho a Turquia já deixara de ser um país democrático. Para alguns o golpe veio inesperado; para outros, vinha-se anunciando há mais tempo e há até os que afirmam que o golpe provavelmente teve a conivência do presidente Recep Tayyip Erdogan. Talvez, num futuro qualquer, saberemos a verdade. Para Erdogan o golpe veio em hora oportuna, pois propiciou-lhe oportunidades há muito sonhadas e as quais, sem o levante frustrado, nunca pôde por em prática. A Turquia encontra-se em estado de emergência e está sendo governado por decreto, via “canetaço”, medida usual em regimes de partido único, militares ou ditatoriais que no Ocidente pertenciam ao passado. Em uma de suas primeiras aparições após o golpe Erdogan declarou: “O golpe é um presente do céu”. O presente celestial serviu a Erdogan como instrumento de vingança. Começou a caça às bruxas. Em apenas 48 horas, cerca de 15 mil pessoas, entre militares, funcionários públicos, professores, jornalistas, radialistas e profissionais liberais foram destituídos de seus empregos. A medida deu margem a uma pergunta preocupante: como foi possível despedir 15 mil pessoas, de diversas entidades públicas e particulares, em tão curto tempo? A suspeição de que as listas já se encontravam prontas, engavetadas, à espera da hora oportuna é, para muitos, indício de que alguns membros da cúpula do governo devem ter tido noção dos planos golpistas. Passadas quatro semanas, segundo o semanário britânico “The Economist”, o número de destituídos já aumentara para cerca de 60 mil pessoas das quais 26 mil encontram-se em prisão. Três mil juízes, dezenas de advogados e promotores foram destituídos de suas funções. Muitos tiveram seus bens particulares confiscados. Mais de 40 jornalistas encontram-se presos, 45 jornais e 16 canais de TV foram forçados a encerrar suas atividades. Quinze mil professores, do ensino elementar até ao ensino superior, perderam seus empregos. Passaportes de 50 mil profissionais foram cancelados entre outros os de dezenas de cientistas turcos que trabalham em ou com institutos europeus e americanos. Com tal expurgo pergunta-se como poderá funcionar o serviço público, o magistério, a justiça, a polícia e o próprio exército? Receia-se que a Turquia estará condenada a entrar em colapso. Um colapso programado. O expurgo atingiu também a liderança militar onde 50% dos generais foram afastados de seus cargos dos quais cerca de cem encontram-se presos. Entre outras o governo turco assumiu o controle de fábricas e estaleiros do exército. As Forças Armadas sempre foram um baluarte do laicismo e herdeiros do fundador da atual Turquia, Kemal Atatürk. No entanto, a paixão e o fervor islâmico de Erdogan sempre causou suspeita aos militares turcos. Após a 2ª Guerra Mundial não houve, em nenhum país desenvolvido, e a Turquia até aqui foi um país desenvolvido, com posição singular dentro do mundo islâmico, um expurgo de tais proporções. As medidas lembram a era de Stálin na União Soviética e a Alemanha de Hitler, nos dez anos antes e durante o III Reich. Há mais de 15 anos a Turquia tenta tornar-se membro da União Europeia e Erdogan nunca deixou de perder oportunidade em demonstrar sua brusquidão contra Bruxelas e contra a OTAN, organização da qual a própria Turquia faz parte. O presidente Erdogan até acusa a Europa e os Estados Unidos de terem participado do golpe e se posicionado ao lado dos golpistas. Caso esta situação continuar a Turquia não terá chances de participar do “Clube de Cristãos”, denominação usada por Erdogan para a UE. O conceito de democracia da atual liderança turca, a supressão da liberdade de expressão, a instituição da planejada pena de morte e outros fatores são incompatíveis com os valores éticos, sociais e morais de uma sociedade ocidental. A Turquia é uma nação dividida entre seguidores e opositores de Erdogan. Entre os dois blocos encontra-se o movimento separatista curdo, representado pelo partido PKK, lá proibido. Após o golpe Erdogan declarou: “A Turquia não será dividida”. Uma mensagem direta aos curdos que há muito reinvidicam a independência, movimento que, com as premissas atuais, poderá terminar em banho de sangue. Turquia, no conceito geoestratégico ocidental, é um país imprescindível à Europa apesar de apenas 5% de seu território, aquém do Bósforo, pertencerem ao continente europeu; os demais 95%, além do Bósforo, para alguns, fazem parte da Ásia; para outros, pertencem ao Oriente Próximo. A Turquia filiou-se à OTAN em 1952, três anos antes da Alemanha e 30 anos antes da Espanha, que só em 1982 aderiu ao Pacto do Atlântico Norte. Com um contingente de 411 mil soldados, a Turquia dispõe do segundo maior exército dentro da OTAN, superado apenas pelos EUA com um contingente de 1,3 milhão de soldados. Na base aérea de Incirlik, no sul da Turquia, os EUA mantêm o maior depósito de arsenal atômico da OTAN. Por outro lado, a Turquia precisa da Europa. A economia turca depende da UE que participa com 75% dos investimentos estrangeiros naquele país. Seis mil e 300 empresas na Turquia são, em parte ou em seu todo, de capital alemão. Entre 2003 e 2013 a Turquia teve excelente fase de crescimento. O PIB per capita cresceu de 4.500 para 11.000 dólares e a inflação caiu de 25,3% para 6,5%. Este desenvolvimento contribuíu em muito para a ascenção e o prestígio de Recep Tayyip Erdogan. Na situação insegura atual, investidores mostram-se cautelosos em novos investimentos. Com regime ditatorial a Turquia terá muito a perder. A trajetória política de Recep Tayyip Erdogan revelou-nos um personagem com insaciável fome de poder comparado a muitos que ilustram tanto a História antiga como a Moderna. As biografias destes homens têm um elo comum. Com poucas excessões sofrem da síndrome do medo e costumam ver inimigos atrás de cada porta. Quando não os encontram, criam-nos. Erdogan não demorou em encontrar um inimigo responsável pelo golpe: Fethullah Gülen, intelectual turco que há 15 anos vive nos EUA, de onde controla uma rede mundial de organizações caritativas, escolas, universidades, jornais, empresas midiáticas, etc. Gülen, inspirador do movimento Hizmet, foi um ex-aliado de Erdogan, que o apoiou até 2013. Há pouco Erdogan confessou: “... foi um de meus maiores erros”. Críticos de Erdogan, que não são poucos, sustentam que culpar Fethullah Gülen por envolvimento no golpe é mera quimera. O movimento Gülen está mais para Mahatma Ghandi do que para Napoleão Bonaparte. Seu movimento não tem ingredientes militaristas. Seu lema “construam escolas em vez de mesquitas” é ilustrativo e deveria apaziguar o estado de espírito de qualquer político sedento de poder. Gülen criticou severamente Erdogan por levar a Turquia “cada vez mais ao autoritarismo e afastar-se da democracia”. No que diz respeito ao golpe, Gülen declara: ... critiquei reiteradas vezes o golpe e refuto não ter tido qualquer conhecimento nem participação”. Erdogan, que tem pouco de ideólogo mas muito de populista, procura sustentar-se no poder com perfídia e boa dose de instinto maquiavélico. “Temos um plano e vamos concretizá-lo”, é a mensagem por ele divulgada em um de seus recentes depoimentos sem explicar no que consiste o plano. Para quem acompanha sua trajetória há mais tempo o plano é claro: Erdogan quer um governo forte no qual todo o poder se concentra em suas mãos à lá Luís XIV, “o Estado sou eu”! O Parlamento será mero atributo. No auge da onda de refugiados a UE estabeleceu um acordo com o governo da Turquia. Os refugiados chegados à Grécia (ou em uma das ilhas gregas) foram e estão sendo reencaminhados à Turquia. A UE comprometeu-se a ajudar a Turquia com uma verba de 6 bilhões de euros para alojamento, alimentação e assistência médica. Em contrapartida a Turquia pleiteou isenção de visto em passaporte de cidadãos turcos em viagem para a UE. Após o malogrado golpe e as medidas internas tomadas por Erdogan, as relações entre Ancara e Bruxelas encontram-se em escala de frialdade beirando o grau zero. Por enquanto não há consenso entre os países da UE com respeito a filiação da Turquia. Alguns pedem a interrupção dos diálogos; outros opinam pelo seguimento. Erdogan ameaça anular o acordo caso a UE não cumprir a promessa da isenção de visto até outubro próximo. Na situação interna atual da Turquia, torna-se difícil para UE abdicar do visto e o relacionamento entre Bruxelas e Ancara tende a piorar. Caso o acordo fracasse, a onda migratória recrudescerá, a Grécia teria uma catástrofe insolúvel e a Europa uma tragédia e um pesadelo a mais. O golpe de 15 de julho continua envolto em mistérios. Sobre muitos detalhes paira densa neblina. Recep Tayyip Erdogan, o homem que os golpistas queriam tirar do poder, acabou saindo mais fortalecido e não são poucos os analistas que veem o malogro do golpe como positivo. Em caso de êxito a Turquia estaria envolta numa guerra civil entre sunitas, alevitas e curdos; o país esfacelar-se-ia e teríamos mais um Afeganistão e mais uma Síria. Um cenário dantesco! Enqunto isso Erdogan polariza e critica em especial a Alemanha. Mas quem é que diz que o golpe fracassou? O golpe está em pleno andamento. Mudaram apenas os lados com futuro incerto...

Construtoras não podem cobrar parcelas quando comprador quer desfazer contrato

A 10ª câmara de Direito Pri­vado do TJ-SP manteve decisão que determinou, em ação de rescisão contratual, que duas construtoras se abstenham de inscrever o nome dos autores no cadastro dos órgãos de proteção ao crédito, e suspendam a exigibilidade das parcelas vencidas e vincendas. De acordo com os autos, os autores ajuizaram ação a fim de rescindir o contrato firmado para a aquisição de imóvel e obter restituição do preço pago até então. O juízo de primeira instância concedeu antecipação da tutela para suspender a cobrança das parcelas. Em análise de recurso, o relator, desembargador J.B. Paula Lima, ob­servou que, estando demonstrado o desejo dos autores de rescindir o contrato, “não há que falar em continuidade do pagamento das prestações.”

Crise na base política de Marconi Perillo diz muito mais respeito à disputa de 2018 do que à de 2016

[caption id="attachment_72736" align="alignright" width="620"]Montagem Montagem[/caption] Na guerra, como na política (guerra sem armas, ou melhor, as armas são as palavras e as ideias), é preciso definir o adversário com o máximo de clareza para que o combate seja de fato eficaz. No momento, há ruídos, de certa intensidade na base política do governador de Goiás, Marconi Perillo, do PSDB. Frise-se, desde já, que as partes em confronto não desafiam diretamente a autoridade e a liderança do tucano-chefe. Mas é preciso ter olhos para as árvores, os integrantes individuais da base aliada, e para a floresta, a aliança heterogênea, de centro-esquerda, sem excluir membros mais próximos da direita. O jornalismo que só percebe as árvores não compreende a variegada realidade da floresta. Aquele que só percebe a floresta perde a capacidade de entendimento do que é individual. Na semana passada, as colunas de notas foram úteis para disseminar a fofoca política, priorizando as árvores e esquecendo a floresta. Quem leu os jornais e sites ficou com impressão que o problema principal da base aliada é o fato de o PSD do ex-deputado federal Vilmar Rocha e do deputado federal Thiago Peixoto — um dos mais promissores políticos goianos, porque tem conteúdo e é homem de projetos — ter se desgarrado e ter lançado candidato a prefeito de Goiânia, o deputado estadual Francisco Júnior. Uma pessoa oriunda de São Paulo ou do Nordeste, convidada a visitar Goiás e examinar o quadro político, certamente perguntaria sobre as pesquisas de intenção de voto. Ao saber que Francisco Júnior aparece com menos de 5%, em todas as pesquisas, diria: “Não tem peso político-eleitoral e, portanto, é carta fora do baralho”. Ao menos no momento, estaria certa. Se as pesquisas estiverem corretas, o postulante do pessedismo não é nenhuma ameaça, nem mesmo para Vanderlan Cardoso, o candidato do PSB e apontado como, mesmo recalcitrante, “o candidato da base governista”. Por governismo entenda-se o governo do Estado e os integrantes da base aliada. Porém, se estivesse apoiando Vanderlan Cardoso, atendendo aos rogos da base aliada, Francisco Júnior estaria acrescentando o quê? O deputado é um político que conhece Goiânia como poucos, pois, além de ter sido secretário da primeira gestão de Iris Rezende, entre 2005 e 2008, é um estudioso de seus problemas e, por isso, sabe como encaminhar algumas soluções. Mas convém lembrar que, em 2012, aceitou ser vice de Jovair Arantes, então o candidato da base governista a prefeito, e não foi decisivo. Pode-se sugerir que cada eleição é singular, portanto o quadro de agora seria diferente. Pode ser. O fato, porém, é que Francisco Júnior, Thiago Peixoto e Vilmar Rocha são árvores e cabe agora, rapidamente, verificar a floresta. Embora cada eleição tenha sua face, um jogo que é só seu, é possível dizer que as facções políticas estão armando seus jogos, a partir da preliminar — a disputa das prefeituras —, para estabelecer táticas e estratégias para o jogo principal, a disputa do governo do Estado, de duas vagas para senador e das 17 vagas para deputado federal, em 2018. Se as árvores isoladas são os rebeldes do PSD — os rebeldes do PR (como Magda Mofatto) e do PSB não são apontados —, a floresta é, de fato, a disputa de 2018. Os políticos, mesmo quando não racionalizam com apuro, costumam ter um instinto poderoso, que alguns chamam de feeling, potencializado nos dias atuais pelas pesquisas. Pois, em 2018, não se terá Marconi Perillo no páreo, como candidato a governador, e a base aliada terá completado 20 anos de poder ininterrupto. Não há dúvida: é muito tempo. Quem nasceu em 1998, quando Marconi ganhou sua primeira eleição para o governo, terá 20 anos em 2018. É uma geração. Com percepção aguçada, Marconi sabe que precisa rearticular sua base política, ampliando-a — inclusive aproximando-se de setores do PMDB —, mas há os que não têm a mesma percepção. Por isso não percebem que, na falta de um candidato natural — todos apreciam José Eliton, mas sabem que, eleitoralmente, é uma incógnita —, muitos vão se apresentar e, com certa sutileza, vão questionar o nome (ou nomes) apontado(s). Os rebeldes de 2016, e muito menos os do PSD, querem o poder em 2018. Por isso vão buscar inclusive composições heterodoxas. Aos que aconselham o tucano-chefe a promover um expurgo convém lembrar que Iris Rezende perdeu o poder quando passou a raciocinar e agir a partir de picuinhas palacianas, inclusive, talvez sobretudo, promovidas por parentes.

Apple Brasil é condenada

A Apple Brasil foi condenada por negar assistência técnica a uma consumidora que adquiriu um aparelho iPhone 5s no exterior. Além de ressarcir o valor desembolsado pelo celular (R$ 1,6 mil), a empresa deverá pagar R$ 1 mil por danos morais. A decisão é da 2ª turma Recursal Cível do Rio Grande do Sul. A autora relata que adquiriu um iPhone 5s, que parou de funcionar depois de sete meses de uso. Ao procurar duas empresas autorizadas da Apple, elas sequer receberam o produto.

Advogado não pode “confessar” o crime no lugar de seu cliente

O interrogatório do réu durante o julgamento consiste em formalidade essencial e não pode ser substituído pela fala do advogado, sob pena de nulidade processual. Assim entendeu a 12ª Câmara de Direito Criminal do TJ-SP, ao anular julgamento pelo Tribunal do Júri porque a defesa do acusado “confessou” o delito em seu lugar, sem quaisquer outras provas que confirmassem a acusação. A decisão foi proferida em julho de 2015 e divulgada nesta sexta-feira, 12, depois que o réu passou por novo julgamento e foi absolvido, no dia 2 de agosto. Morador de Sorocaba (SP), ele foi acusado de homicídios e havia sido condenado a 32 anos de prisão, em 2011.

Qual é o papel da Prefeitura

No país campeão mundial de assassinatos, a segurança ganha espaço privilegiado nas campanhas. Mas como as administrações municipais podem efetivamente ajudar a combater a violência?

Caiado e Marconi vão disputar aliança com o PMDB tendo em vista a eleição para o governo em 2018

[caption id="attachment_72732" align="alignright" width="620"]Arquivo Arquivo[/caption] Em 2018, daqui a dois anos, quatro meses e alguns dias, o PMDB vai completar 20 anos fora do poder. O partido continua forte, mas com perspectivas de poder cada vez mais reduzidas, sobretudo por falta de renovação na cúpula. Hoje, há o nome de seu presidente, Daniel Vilela, mas ainda relativamente inexperiente. Tanto que há a dúvida: afinal, Daniel Vilela vai mesmo disputar o governo de Goiás em 2018 ou está criando uma cortina de fumaça para preparar, no final, a área para seu pai, o prefeito de Aparecida de Goiânia, Maguito Vilela, disputar a eleição? Por que, se Daniel Vilela é o novo, bancar Maguito Vilela, mesmo depois de este ter perdido duas eleições para governador, uma para Marconi Perillo, do PSDB, e outra para Alcides Rodrigues, então (2006) no PP? A tese é que, por ser experiente, o prefeito agrega mais e seria uma resposta à altura ao senador Ronaldo Caiado, do DEM. O fato é que, com certa sutileza e ainda de maneira titubeante, os jogos estão sendo montados. Na prática, sem que se diga claramente, o PMDB começa a ser disputado tanto pelo governador de Goiás, Marconi Perillo, quanto por Ronaldo Caiado. O líder do partido Democratas sabe que, embora possa até sair na frente nas pesquisas, precisa da estrutura política do PMDB, espraiada por todo o Estado e influente nas grandes cidades, como Goiânia, Aparecida de Goiânia e Jataí, para citar apenas três, para consolidar-se e tornar sua candidatura consistente e palatável. Sozinho, esbarrará no seu tradicional teto, pouco mais de 30% dos votos, talvez, e não se elegerá. Em busca do governo, Ronaldo Caiado pode oferecer a vice e duas vagas no Senado para o PMDB. Parece muito, mas num país em que o Executivo é hipertrofiado, é visto como pouco. Todos querem o governo, o poder de mando. Isto significa que o PMDB, apesar de ter apreço pelo senador, vai buscar lançar seu próprio candidato e, mesmo, vai trabalhar para obter o apoio do democrata. Está é uma face da questão. Há outro polo, articulado por um político que é uma verdadeira águia, Marconi Perillo. O tucano-chefe percebe, pelos dados e pela luta de suas várias disputas, que está cada vez mais difícil eleger o governador pela base aliada. Mesmo bons governantes, depois de certo tempo, podem perder eleições. Dotado de rara perspicácia, e sempre munido de pesquisas qualitativas e quantitativas, que examina com percuciência, entendeu que é preciso interferir no jogo, e agora. Não vai esperar 2018. Por isso tende a disputar o PMDB com Ronaldo Caiado, para reformatar não apenas sua base, mas a política do Estado. Aproximou-se de Maguito Vilela, com quem mantém um diálogo respeitoso, e tentou se aproximar de Iris Rezende. É uma operação política para o presente, mas jogando o futuro — 2018. Observe-se que o prefeito de Jataí, Humberto Machado, pode ser atraído tanto para o governo quanto para o PSDB. É parte da remontagem da base. Vanderlan Cardoso, na base, é um fato novo. Mas o objeto do desejo é mesmo o PMDB... Sem o PMDB, Ro­naldo Caiado praticamente fica fora do jogo. Já, com o PMDB, Marconi amplia a possibilidade de seu grupo ficar mais tempo no poder. É uma tentativa, inteligente, de garantir a continuidade no poder. O político longevo, em termos de poder, pensa para além da circunstância.

“Goiânia, cidade cosmopolita mas que tem um pé na roça, identifica-se com Iris”

Talmon Pinheiro Lima Leio os editoriais do Jornal Opção com prazer, na certeza de que estou sempre a aprender com seus conhecimentos. São excelentes e seminais. Sobre o editorial “Pedro Ludovico diria a Iris Rezende e Vanderlan Cardoso: ‘Modernizem-se!’” [Jornal Opção, 2144], apenas algumas observações pontuais, fora um pouco do contexto apresentado pelo editor Euler de França Belém: Anápolis detesta Iris (questões paroquiais), tanto que na eleição de 2º turno de 2014, ele sequer apareceu por aqui. Por outro lado, sempre vi Iris como aquele homem “simples”, conforme a imagem descrita pelo consultor [Carlos] Manhanelli, em entrevista recente [publicada na edição 2142 do Jornal Opção]. Iris tem certas características que o distinguem: é autêntico, tem carisma, não tem medo do povo, é prático, e seu linguajar é compreensível por todos. Acredito que Goiânia, cidade cosmopolita mas com um pé na roça, identifica-se com Iris, justamente por tais características. Em nível estadual, o tempo do Iris já passou, mas, para a Pre­feitura, acredito que ele venha a vencer, mesmo com esse comportamento defasado (com o qual concordo) exposto no texto. Quanto a Van­derlan, vejo-o sem muita consistência e/ou discurso político. Troca sempre de partido, demostrando uma falta de firmeza e/ou compromisso ideológico. Além do mais, ele é muito insosso, o que dificulta sua empatia com o eleitor. Ele parece muito com [governador de São Paulo, Geraldo] Alckmin, ou seja, outro “picolé de chuchu”. Certa­mente, é muito competente, observando-se suas gestões na prefeitura de Senador Canedo e sua trajetória de empresário bem-sucedido. Mas, sinceramente, não antevejo chances eleitorais para ele, não.

Talmon Pinheiro Lima é advogado.

“Empreendimentos autorizados continuam bombeando águas e esgotando nascentes”

José Carlos Marqui Sobre a matéria “Boom da construção civil poderá ‘matar’ a cidade em menos tempo do que se imagina” [Jornal Opção, 2144]: O delegado Dr. Luziano está certo, o ideal é ‘subsolo zero’; não há outra saída. Não confio nesses laudos de sondagens, porque o entorno dos parques está cheio de garagens subterrâneas: de prédios antigos, de obras de hoje, de obras de amanhã, de projetos aprovados para o futuro, sendo que todos os empreendimentos autorizados pelos laudos técnicos continuam bombeando águas da drenagem e esgotando as nascentes em volta. Além de tudo, por que não aplicar o princípio consagrado no Di­reito Ambiental da precaução e da pre­venção? Essa engrenagem do bombeamento da recirculação das águas subterrâneas das garagens nunca me convenceu; chamo isso de o verdadeiro desperdício de energia, equipamentos, mão de obra e manutenção, pois o líquido vive dentro de um círculo vicioso que volta sempre para onde saiu; isso se as águas forem bombeadas à montante, coisa que nunca acontece. A cultura da facilidade é sempre esgotar a riqueza hídrica à jusante (para baixo).
Email: [email protected]

“Não existe nada de nobre ou elevado na política. Há tão somente disputa pelo poder”

Arnaldo B. S. Neto Assim como sou um leitor pluralista, também gosto de conversar com pessoas de várias opiniões. Não me desagrada que pensem diferente de mim, desde que a conversa seja interessante, estimulante. Mas confesso que tenho tido dificuldade de conversar com pessoas muito comprometidas com projetos políticos. Não me refiro a pessoas que possuem opiniões políticas, pois isto todos temos, em maior ou menor medida, mas sim com quem está engajado num projeto de poder. A conversa, neste caso, passa a ter limites sempre muito definidos. Antes de tudo porque a pessoa está sempre defendendo posições que não podem ser mudadas senão institucionalmente, pelo seu grupo político. Mesmo que a pessoa não concorde, são as opiniões do grupo que ela deve defender. Esta postura, que me parece necessária na política prática, é compreensível. Quem está dentro de um projeto de poder pensa tão somente em aumentar o capital político do grupo. Ocorre que, na minha perspectiva pessoal, esta é uma experiência muito empobrecedora do ponto de vista intelectual. As pessoas verdadeiramente interessantes que conheci são sempre surpreendentes nas suas opiniões. Conversam abertamente, sem preconceitos. Riem e fazem troça de teorias e posições políticas. Não há conversação minimamente interessante sem um pingo de iconoclastia e irreverência. No caso das pessoas muito engajadas, tanto de direita quanto de esquerda, depois de um tempo e já sabemos o que a pessoa vai dizer. Em alguns casos parece até que não estamos conversando com um indivíduo, mas sim com um órgão partidário. Talvez por isso muitos intelectuais importantes recusaram engajamentos políticos partidários. Há exceções, claro. Um amigo dileto, muito engajado, sempre respeita a especificidade da nossa conversação, e simplesmente se despe de sua persona partidária. O resultado é que tenho sempre a impressão de que me diz coisas em privado que certamente não diria em público. Eu entendo a dimensão da política, que é um mal necessário. Também entendo que as pessoas precisam defender as causas que irão atrair ganhos políticos para o seu grupo. E que busquem justificar hoje o que era injustificável ontem. Trata-se de uma disputa, de um combate, de uma competição. Não existe nada de nobre ou elevado na política. Há tão somente disputa pelo poder. A busca pelo poder é a moral secreta do político, mesmo que ele não veja este ponto cego. Tanto que as pessoas, via de regra, se tornam piores e não melhores, após se envolverem com a política. Repito: a política é necessária, dada a imperfeição insolúvel das sociedades humanas, mas para alguém com mais consciência do que se trata, é sempre um sacrifício, uma perda que se consente. Eu acho sinceramente que somente alguém com muito preparo humano e experiência de vida pode se envolver com política prática e não se perder como pessoa.
Arnaldo B. S. Neto é professor

“‘Parada Hétero’ é um sinal de que estamos involuindo”

Paulo R. Cane Comentário sobre a matéria “Página no Facebook vira piada após criar campanha incentivando heterossexualidade” [Jornal Opção Online, 2142]: Pelo que eu entendi, o movimento “Parada Hétero Brasil” é basicamente um palanque político. Mas é óbvio que sim, afinal, uma parada hétero luta por qual ideal? Quantos héteros são assassinados diariamente somente por serem héteros? Quais são as proibições que lhes impuseram e não estão previstas em lei? Quem os ridiculariza em público ou lhe incita discurso de ódio? Os posts desta página são basicamente formados por: Apoio a Bolsonaro, Ustra e militares em geral. Criticam as ações progressistas e seus argumentos são rasos, sem base numa teoria sólida ou comprobatória. São frases que só podem ter sido escritas por crianças mal instruídas na faixa dos 12 anos de idade, tais como: “ser hétero é legal, divertido e popular”. (Se não foi, dá-se a impressão). É uma pena que o(a) criador (a) desta piada marqueteira realmente acredite em tudo o que publica. É um sinal de que estamos involuindo. Não por que estão contra o que eu acredito, mas porque estão lutando contra o avanço da própria sociedade na qual vivem. Estão exaltando pessoas de caráter duvidoso, alimentando discursos de ódio, espalhando mensagens de que orientação sexual é uma mera decisão e, por fim, ridicularizando todo um grupo de pessoas que fazem de suas vidas uma luta diária, que são as verdadeiras merecedoras de uma parada e que, como todo mundo, só está lutando pelo direito de ser sem prejudicar a vida de ninguém. Parada Hétero é uma piada, formada por pessoas que provavelmente desconhecem o significado de tolerância, analfabetos funcionais seguidores de figuras duvidosas como Bolsonaro, que para serem levados a sério vão precisar de muito mais que uma página e uma parada.
Email: [email protected]

“A honestidade da escrita de Sue Klebold faz parecer que estamos presentes nos fatos”

Luís Carlos Freire Sobre o artigo “Mãe de assassino faz relato pungente e sem concessões sobre a tragédia de Co­lumbine” [Jornal Opção, 2139]: Li o livro. Há momentos muito tristes. Às vezes parece que estamos presentes nos fatos, haja vista a honestidade da escrita de Sue Klebold. Eles não tiveram culpa de nada. Foram bons pais, mas a mente humana é indescritível. Dylan parecia um suicida em potencial. Ele não gostava de viver. É muito complexo. Mas é importante que pais, professores e pessoas que trabalham com as coisas da mente leiam o livro.

Iris Rezende pode barrar Caiado e disputar o governo em 2018

[caption id="attachment_50530" align="alignright" width="620"]Iris Rezende com Ronaldo Caiadoiris-rezende-e-caiado Arquivo[/caption] O senador Ronaldo Caiado (DEM) só não disputa eleição para governador de Goiás, em 2018, se Iris Rezende, se eleito prefeito de Goiânia, disser que não será candidato. O peemedebista acredita que, com Marconi Perillo fora do páreo, porque já foi reeleito, tem condições de ser eleito governador. Iris não pertence à Academia Goiana de Letras, mas se julga imortal.