Euler de França Belém
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Cúpula de O Popular ainda não decidiu sobre substituto de Cileide Alves

Cileide Alves (esquerda) e Silvana Bittencourt: se um dos consultores não aceitar a chefia da redação do “Pop”, a segunda é cotada para o posto

Cileide Alves (esquerda) e Silvana Bittencourt: se um dos consultores não aceitar a chefia da redação do “Pop”, a segunda é cotada para o posto

Nas férias da editora-chefe de “O Popular”, Cileide Alves, a editora assistente Silvana Bittencourt assumiu o comando e seu trabalho foi observado com atenção pelos jornalistas Nelson Nunes e Fabrício Barcelos Cardoso, ex-“Diário de S. Paulo”, e pelo consultor Eduardo Tessler.

Convocados pelo consultor Eduardo Tessler para avaliar o jornal, Nelson Nunes e Fabrício Barcelos examinaram como a equipe montada por Cileide Alves — e desmontada pelo Grupo Jaime Câmara — edita o jornal. Re­pórteres ouvidos pelo Jornal Opção dizem que são profissionais “equilibrados” e “atentos” (Nelson Nunes seria um chefe “bem-humorado”). “Eles têm condições de apontar algum rumo para o jornal. Os repórteres dizem, ainda que apenas nos bastidores, que ‘O Popular’ está sem norte”, afirma um repórter.

Repórteres do “Pop” dizem que, inicialmente, ficaram com a impressão de que Nelson Nunes — ou Fabrício Barcelos — seria indicado para o cargo de editor-chefe, substituindo Cileide Alves, que seria promovida para uma diretoria. Em seguida, contam que ouviram dizer que os dois voltarão no fim do ano para São Paulo. “O que a gente ouve, na redação e nos corredores, é que do jeito que está [o jornal] não pode ficar”, relata uma repórter. A editora assistente Silvana Bittencourt, apontada como discreta mas eficiente, teria sido bem avaliada nas férias de Cileide Alves (o acesso do jornal na internet melhorou, com forte investimento em reportagens policiais).

O “Pop” deve estrear, brevemente, um novo projeto gráfico- editorial. Chegou-se a comentar que a diretoria quer mudar o formato do jornal, abandonando, como está ocorrendo noutros países, o standard pelo tabloide ou pelo modelo germânico (como o Jornal Opção). Mas há quem, na empresa, prefira manter o formato tradicional. A maioria dos executivos quer investir mais na internet, onde, admitem extraoficialmente, o “Pop” ficou para trás, em comparação com os grandes jornais brasileiros, como “Folha de S. Paulo”, “O Globo”, “O Estado de S. Paulo” e “Correio Bra­ziliense”. O portal do “Pop” na internet é quase amador.

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