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Um político de Goiás, que, apesar de milionário, se apresenta como “pobre”, garante que erigiu seu patrimônio à custa de um trabalho de Hércules na advocacia. Consta que nem o crédulo Pinóquio acredita na história. O que se sabe é que o advogado não era muito chegado ao trabalho e, no escritório em que às vezes aparecia, era mais um captador de causas do que um advogado atuante e bem-sucedido.
Porém, ao menos uma das causas foi mesmo assumida pelo advogado — que se tornou uma sumidade financeira, apesar de nunca ter sido considerado brilhante como profissional. Muitos anos atrás, um fazendeiro violento brigou com posseiros, em Mato Grosso. Num momento de conflito direto, a mulher de um posseiro avançou, para protestar, e o fazendeiro sacou uma arma. Até hoje, não se sabe direito como ocorreu o crime. Mas o fato é que uma bala saiu do revólver do fazendeiro e matou a mulher — que, descobriu-se, estava grávida. Ela e a criança morreram.
Tempos depois, o fazendeiro foi levado a julgamento. Quem aparece para defendê-lo, mais serelepe do que o Saci-Pererê? O tal político que se tornou rico advogando, mesmo estando longe de ser uma sumidade jurídica.
Não se sabe por efeito de qual milagre, talvez dos mais solertes, o advogado conseguiu a absolvição do cliente, alegando legítima defesa. A vítima, portanto, era a culpada — não o causador da morte.
Tempos depois, quando se acreditava que o crime havia sido esquecido, eis que o fazendeiro, mais brabo do que o touro Bandido, é indicado para ministro da Agricultura. Pois o indivíduo, aquele que havia matado a mulher grávida, assumiu num dia e, no seguinte, caiu. A grávida assassinada continuava a assombrá-lo.
Já o advogado, pelo contrário, alegou que estava apenas fazendo um trabalho. O mais importante, para ele, era ganhar seu dinheiro. Questões éticas ou de consciência — mesmo se apresentando, tempos depois, como representante do povo — “não” devem ser levadas em consideração.
Político experimentado, Márcio Cecílio Ceciliano, prefeito eleito de São Miguel do Passa Quatro, é o favorito para presidir a Associação Goiana de Municípios (AGM).
Márcio Ceciliano dirigiu a entidade e tem trânsito livre tanto no governo como na oposição.
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Abelardo Vaz[/caption]
O prefeito eleito de Inhumas, Abelardo Vaz, não quer, pois pretende se dedicar à administração do município.
Entretanto, como já foi presidente da Associação Goiana de Municípios (AGM), seu nome tem sido lembrado para presidi-la.
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Vilmar Rocha | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption]
O secretário das Cidades e Meio Ambiente, Vilmar Rocha, leu e indica como dica de boa leitura o último romance de Mario Vargas Llosa publicado no Brasil, “Cinco Esquinas” (Alfaguara).
“O livro relata como a ditadura de Alberto Fujimori impactou a vida dos peruanos. Além da história em si, a prosa de Vargas Llosa é uma delícia. Ele é um prosador e um ensaísta finíssimo”, afirma Vilmar Rocha.
O PSD apoiou Gustavo Mendanha, do PMDB, para prefeito de Aparecida de Goiânia. Estabeleceu-se um compromisso. Os que bancaram o eleito vão lançar um candidato a deputado federal e dois candidatos a deputado estadual. Um deles, Max Menezes, será do PSD.
Petistas de Anápolis começam a dizer que o prefeito João Gomes é pesado. Mais: está no PT, mas não tem a ver com o partido.
Na verdade, embora João Gomes não seja mesmo muito leve — no primeiro turno, Antônio Gomide quase quebrou a coluna ao carregar o candidato-mochila —, pesado mesmo é a mistura de Tiranossauro rex com elefante que é o PT.
O deputado estadual Luis Cesar Bueno afirma que, como Tarso Genro, defende a formação de uma frente política com o PC do B e o PDT. Mas esclarece que não está entre os que sugerem a extinção do PT.
O ex-ministro e ex-governador do Rio Grande do Sul Tarso Genro lidera um grupo que propõe mudanças urgentes no PT e, sobretudo, a criação uma Frente de Esquerda com a participação do moribundo PT, do PDT, do PC do B e do PT do B.
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Eronildo Valadares, do PMDB, é prefeito de Porangatu[/caption]
De um tucano: “O prefeito de Porangatu, Eronildo Valadares, do PMDB, espalhou, nos quatro cantos da cidade, que não trabalhou muito porque estava pagando dívidas deixadas pela gestão de José Osvaldo e que, ao término dos quatro anos de sua gestão, a prefeitura estaria enxuta”.
O tucano complementa: “Na verdade, apesar de ter trabalhado pouco e de deixar escassas obras, nenhuma significativa, Eronildo Valadares não pagou todas as dívidas e não está deixando, de maneira alguma, a prefeitura enxuta. O quadro é mais caótico do que se pensava”.
O presidente do PROS, Eurípedes Júnior, articulou, com habilidade, com o governador Marconi Perillo durante algum tempo. Segundo suplente, estava praticamente acertado que, em 2017, assumiria uma vaga na Câmara dos Deputados.
O tucano-chefe estaria disposto a “puxar” dois deputados federais para sua equipe, com o objetivo de abrir espaço em Brasília tanto para Sandes Júnior (PP), o primeiro suplente, quanto para Eurípedes Júnior, o segundo suplente.
No entanto, ao apoiar Iris Rezende para prefeito de Goiânia, e não o candidato do governador, Vanderlan Cardoso, Eurípedes Júnior pode ter posto tudo a perder.
A informação que se tem é que o PROS de Eurípedes Júnior recebeu uma proposta de indicar dois secretários da gestão de Iris Rezende, lógico que se este for eleito.
Condenado a 19 anos de prisão, o ex-senador Gim Argello estaria disposto a abrir a boca, pois não quer ficar mais do que dois anos na cadeia.
Nas primeiras conversações, ainda não oficiais, para a delação premiada, Gim Argello teria nominado dois sócios, em negócios imobiliários. Um deles é prefeito no Entorno de Brasília e, a partir de janeiro, perde toda e qualquer imunidade. Breve, deve ser convocado pela Lava Jato para explicar seus imobiliários tanto em Brasília, na região do Entorno do Distrito Federal e nos Estados Unidos.
O governador de Goiás, Marconi Perillo, do PSDB, autorizou o advogado e economista Fernando Navarrete, presidente da Celg GP, a confirmar sua ida para a Secretaria da Fazenda com o objetivo de inibir especulações, boatarias e disputa de espaços no governo.
Além da área ser melindrosa, porque lida com a credibilidade econômica e financeira do Estado, nos últimos dias muito se falou sobre nomes para ocupar o lugar de Ana Carla Abrão Costa, assim que foi confirmado que a doutora em economia pela USP deixaria a equipe do tucano-chefe.
Fernando Navarrete, casado com a procuradora de justiça Ivana Farina, é apontado como um executivo rigoroso, disciplinado e criativo. Ele gere a Celg GP com extrema eficiência e sempre mencionado como um negociador duro, infatigável e ético.
Fernando Navarrete, que vai assumir a Secretaria da Fazenda, tem restrições de algumas áreas próximas do governador de Goiás, Marconi Perillo, do PSDB.
Porém, mesmo não sendo unanimidade — que, como sugeriu Nelson Rodrigues, não é uma coisa inteligente —, Fernando Navarrete integra o círculo dos executivos de confiança do governador tucano.
Marconi valoriza duas coisas, nesta ordem: competência e lealdade. O advogado e economista tem as duas virtudes. É o que basta.
Fernando Navarrete não será chamado para a Sefaz para dizer “sim” a todos, mas sim para dizer “não” a muitos. Com dinheiro em casa, da venda da Celg, o governo vai investir mais, porém sem deixar de conter gastos.
Dock Júnior
Terminou na quarta-feira, 19, o prazo de inscrição para que os interessados em concorrer ao cargo de procurador-geral de Justiça (biênio 2016/2018) registrassem candidatura com a finalidade de compor a lista tríplice. O procurador de Justiça José Demóstenes de Abreu e o atual procurador-geral de Justiça, Clenan Renaut de Melo Pereira, foram os únicos a encaminharem inscrição à Comissão Eleitoral. A eleição será no dia 26 de outubro, das 9 às 17 horas, por meio do sistema eletrônico. A apuração do resultado ocorrerá imediatamente após o término da votação, resultando na composição da lista tríplice com os nomes dos candidatos mais votados. No dia seguinte, 27 de outubro, a lista será encaminhada ao governador para ele escolha um dos apontados.
José Demóstenes de Abreu tem 53 anos de idade. Ingressou no Ministério Público do Tocantins em 1990 e foi procurador-geral de Justiça por duas vezes nos biênios 2002–2004 e 2004-2006. Já Clenan Renaut de Melo Pereira tem 69 anos de idade. Ingressou na instituição também em 1990 e está no terceiro mandato como procurador-geral de Justiça, tendo atuando como chefe da instituição nos biênios 2008-2010, 2010-2012 e 2014-2016
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Arquivo[/caption]
Em 1990, Iris Rezende aliou-se ao presidente Fernando Collor. Em seguida, quando o líder do PRN caiu em desgraça, trocou-o, sem nenhuma culpa, por Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso (PSDB).
Mostrando que é afeito ao poder, e não a lealdades, Iris Rezende em seguida trocou o tucano Fernando Henrique Cardoso pelo presidente Lula da Silva, do PT.
Iris Rezende tornou-se quase uma espécie de petista honorário e vivia abraçado com Lula da Silva e Dilma Rousseff.
O “amor” pelo PT era tanto que Iris Rezende convocou um petista, Paulo Garcia, para ser o seu vice na eleição de 2008.
Na eleição seguinte, em 2012, pediu votos para o prefeito Paulo Garcia, dizendo que era uma espécie de filho dos mais queridíssimos. Porém, com a debacle petista, em termos nacionais, Iris Rezende decidiu abandonar Paulo Garcia, sugerindo que alguns de seus aliados, como Agenor Mariano, atacassem o prefeito.
O que se comenta é que a próxima vítima deve ser o senador Ronaldo Caiado. O líder do partido Democratas parece acreditar que Iris Rezende vai bancá-lo para o governo em 2018.
É provável que Ronaldo Caiado será mais um “enganado” por Iris Rezende (a lista é grande, incluindo Maguito Vilela, Henrique Meirelles, Vanderlan Cardoso e Júnior Friboi).
Sabe-se que Iris Rezende só é candidato a algum cargo quando diz que não é candidato. Se for eleito prefeito de Goiânia, este ano, dificilmente alguém vai contê-lo em 2018: vai tentar disputar o governo do Estado, atropelando o “apadrinhado” Ronaldo Caiado.
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Prefeito de Palmas Carlos Amastha (PSB)[/caption]
Dock Júnior
O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou, de forma cautelar, que o Ministério das Cidades e a Caixa Econômica Federal suspendam repasses federais previsto em Termo de Compromisso para a construção do sistema BRT (transporte rápido por ônibus) na região Sul de Palmas. O órgão também definiu que o Paço suspenda o regime diferenciado de contratação (RDC) e atos subsequentes até deliberação final do órgão.
A informação consta em documento do ministro-substituto André Luís de Carvalho enviado à presidência e ao Ministério Público do TCU, onde pede que o Congresso Nacional, a 2º Vara da Justiça Federal do Tocantins e a Procuradoria da República sejam comunicados sobre as determinações proferidas. A decisão cautelar ainda foi remetida para apreciação do plenário do Tribunal de Contas da União, responsável pela deliberação final sobre o tema.
O ministro narra no documento que a auditoria identificou indícios de irregularidades consubstanciados em deficiências no estudo de viabilidade técnica, econômica e ambiental (EVTEA), no anteprojeto de engenharia e nas justificativas para a contratação integrada pelo RDC. O ministro cita ainda que os requisitos para a habilitação técnica “tendem a ser restritivos à competitividade, sobressaindo dos autos da fumaça do bom direito”.
A Prefeitura de Palmas tem enfrentado batalhas jurídicas para garantir a implantação do BRT. A ação civil pública da Procuradoria da República já resultou em decisão que considera ilegal toda a proposta de implantação do sistema de transporte rápido por ônibus e condenou a Caixa Econômica Federal à devolução dos recursos respectivos ao orçamento da União que seriam destinados para a obra. A determinação foi proferida em maio pelo juiz Adelmar Aires Pimenta, da 2º Vara Federal.
Já o prefeito Carlos Amastha (PSB) afirmou que se perder na Justiça, buscará outros meios para financiar o projeto, citando já ter sido procurado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O gestor defendeu na época que a ação não discute o projeto do BRT, mas se a Prefeitura de Palmas “merece ou não” utilizar recursos federais.


