Notícias
“Iris Rezende atendeu telefonema de Marconi Perillo, parabenizando-o pela vitória para prefeito de Goiânia, mas não atendeu o telefonema do prefeito Paulo Garcia”, afirma José Nelto. “Isto significa que o próximo prefeito contará, publicamente, como recebeu a prefeitura.”
José Nelto diz que a caixa preta da Prefeitura de Goiás, se existir, será exposta.
[caption id="attachment_78202" align="alignright" width="620"]
Foto: Reprodução/ TV Anhanguera[/caption]
Iris Rezende disse, a mais de um peemedebista, que aceitou ser candidato quando soube que Maguito Vilela, Daniel Vilela e Bruno Peixoto estavam articulando o apoio do PMDB a Vanderlan Cardoso (PSB) para prefeito de Goiânia.
Quem conhece Iris Rezende de perto sugere que a história tem matizes Na verdade, ele é apaixonado por política e pelo poder.
[caption id="attachment_79108" align="alignright" width="620"]
Iris Rezende durante coletiva | Foto: Larissa Quixabeira[/caption]
Nas rodas dos mais íntimos, não se sabe se a título de brincadeira, Iris Rezende (PMDB) costuma dizer que, se o governador Marconi Perillo não estiver no páreo — e não estará na eleição de 2018, porque já foi reeleito, em 2014 —, ele tem chance de se eleger governador de Goiás.
Daniel Vilela, do PMDB, e Ronaldo Caiado, do DEM, devem colocar seus cabelos sedosos de molho. Iris Rezende, quando disputa uma eleição, está sempre pensando na eleição seguinte. Seu verdadeiro sonho é terminar sua carreira política não como prefeito de Goiânia, que considera menor para sua estatura, e sim como governador de Goiás.
[caption id="attachment_8970" align="alignright" width="620"]
Kajuru durante a apresentação de seu último programa, no dia 28 de junho | Foto: Reprodução/You Tube[/caption]
De um vereador do PMDB: “Sabemos que o vereador eleito Jorge Kajuru vai romper com Iris Rezende [prefeito eleito de Goiânia]. Só não sabemos se será na primeira semana, no primeiro mês ou no primeiro ano de 2017”. Está iniciada a temporada de apostas da Casa Kajurugames
De um peemedebista não-irista: “É preciso desmitificar uma coisa. Atribuem a Iris Araújo a liberação de uma espécie de saco de maldades contra peemedebistas, como José Nelto, Daniel Vilela e Maguito Vilela. Quem pensa que a ex-deputada tem tanta ‘autonomia’ assim comete um autoengano. Ela não faz nada, mas nada mesmo, em desacordo com Iris Rezende, seu líder supremo”.
Iris Araújo, na verdade, é uma porta-voz de Iris Rezende. A ex-deputada fica com a imagem negativa, de ser intransigente, e ele fica como a imagem de político que agrega e dialoga. O jogo só funciona para quem não conhece a mecânica real do casal.
A história do policial bonzinho e da policial mazinha não funciona mais. É puro mito, a ser desfeito.
O vice-prefeito eleito de Goiânia, Major Araújo, deverá ser indicado por Iris Rezende para um cargo equivalente ao de secretário de Segurança Pública.
Iris Rezende quer manter o Major Araújo sob controle, antes que, depois da Bolsa-Arma, apresente a Bolsa-Tiro e até a Bolsa-Viagra.
Divino Lemes (PSD) vive um dilema. Ele quer bancar seu filho, Daniel Lemes, para prefeito de Senador Canedo. Mas sua mulher, a ex-deputada Laudenir Lemes, também quer ser candidata.
Daniel Lemes, engenheiro, seria um fato novo, porque não é político, ao contrário de Laudenir Lemes, que já foi deputada estadual, com atuação discretíssima.
Para quem entende que, em política, um pingo é letra, basta verificar que Divino Lemes e Daniel Lemes — cujos prenomes começam com a letra “d” e têm seis letras — estão colados em todos os eventos.
Mais: se for eleita, Laudenir, até para se afirmar como mulher e política, não abrirá espaço para Divino Lemes ser a eminência parda. Já o filho, que não é político, não colocará qualquer obstáculo ao controle do pai. Há até quem o chame de “Divininho” e “Daniel do Divino Lemes”. É até capaz de, nas urnas, registrar este nome, se for possível.
Chefe de gabinete do governador Marconi Perillo, Frederico Jayme disse ao Jornal Opção que não recebeu convite para assumir a Secretaria de Segurança Pública. Nas conversas de bastidores se teria comentado, inclusive, que seria uma indicação do titular da pasta, o vice-governador José Eliton. “Não falei sobre o assunto com o governador Marconi Perillo e com o vice José Eliton”, sumariza Frederico Jayme, que já foi secretário de Segurança Pública, e dos mais eficientes.
Chegou-se a comentar que José Eliton voltaria para a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, uma megaestrutura há muito tempo sem secretário titular. A ressalva é que a atuação de José Eliton na Segurança Pública tem recebido a aprovação tanto da sociedade quanto das polícias Civil e Militar.
Como pretende ser candidato a governador em 2018, a Secretaria de Segurança Pública dá mais visibilidade a José Eliton do que a Secretaria de Desenvolvimento.
O deputado federal Thiago Peixoto continua sendo o titular dos sonhos — do ponto de vista do governador Marconi Perillo — para a Secretaria de Desenvolvimento Econômico. Mas o líder do PSD pretende continuar em Brasília, até para ganhar experiência como político nacional.
Dock Júnior Não bastassem as notícias de prisões e conduções de coercitivas de ex-governadores – com repercussão nacional –, novamente os políticos tocantinenses apareceram no noticiário, desta vez pelo uso indevido de passagens aéreas pagas com verbas públicas. A denúncia surgiu após a revelação de que parlamentares utilizavam indevidamente a cota de passagens aéreas da Câmara do Deputados e do Senado para fins particulares. Aos envolvidos foi atribuído o crime de peculato, cuja pena varia de 2 a 12 anos de prisão em caso de condenação. No dia 28 de outubro, a Procuradoria da República da 1ª Região, pelo procurador Elton Ghersel, apresentou denúncia contra 443 ex-congressistas pelo uso indevido de dinheiro público no caso que ficou conhecido como “farra das passagens”. Seis deles exerciam mandatos pelo Tocantins: Eduardo Gomes (SD), Nilmar Ruiz (PEN), Osvaldo Reis (PMDB), Darci Coelho (sem partido) e os agora prefeitos Laurez Moreira (PSB), de Gurupi, e Moisés Avelino (PMDB), de Paraíso. Caberá ao relator, o desembargador Olindo Menezes, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, proferir o voto, recebendo ou rejeitando o pedido do Ministério Público Federal (MPF). Caso a denúncia seja aceita, os ex-deputados viram réus e passam a responder a ações penais. Eduardo Gomes e Laurez Moreira se defenderam alegando que a cota de passagens áreas foram utilizadas em conformidade com as normas do Congresso e legislação. “No meu mandato usamos as passagens dentro do que a lei determina e a Câmara regulamenta. Não vejo problemas nessa situação”, disse o prefeito de Gurupi. “Não tenho nenhum tipo de preocupação. Usei de acordo com as regras da Casa”, afirmou o ex-deputado. Já o ex-deputado Osvaldo Reis afirmou que a denúncia não pesa contra ele porque ressarciu todos valores àquela Casa de Leis. “As passagens que autorizei fazer eu ressarci. Você pode usar como crédito, mas depois você paga. Não devo passagem para a Câmara. É crime se usar e não pagar, mas as que usei, paguei. E não foram muitas. Não tem problema comigo”, redarguiu Reis. Em contrapartida, o prefeito de Paraíso do Tocantins, Moisés Avelino, admitiu que utilizou a cota de passagens para familiares mais próximos, mas minimizou a prática e demonstrou tranquilidade sobre o assunto. “Não fiz nada errado, todos faziam, a Câmara nunca regulamentou essa proibição, nunca recebi essa orientação”, disse o peemedebista. “Não tem como fazer a defesa agora. Vamos aguardar para ver se a Justiça vai acatar a denúncia”, concluiu. Nilmar Ruiz e Darci Coelho também estão entre os denunciados pelo Ministério Público Federal, mas não quiseram se manifestar antes do voto do desembargador que acatará ou não a denúncia. A verdade é que a utilização dessas benesses só diminuiu a partir de 2009, quando as práticas foram divulgadas e passaram a ser investigadas pelo MPF. O argumento que “todos faziam” além de pífio é imoral, uma vez que o dinheiro público não brota nos jardins da casa da moeda, em Brasília. Todas essas passagens foram quitadas com verbas públicas, oriundas dos impostos pagos pelos brasileiros. Os políticos – não apenas os tocantinenses – deveriam zelar pela coisa pública com mais eficiência e responsabilidade e não apresentar discursos prontos ou frases de efeito. O mais desanimador é que na maioria das vezes, esses mesmos descompromissados com o erário, vez por outra, são eleitos novamente. (Dock Júnior)
A Secretaria de Desenvolvimento Econômico do governo de Goiás estaria reservada para um deputado federal. Mas, como a maioria dos parlamentares não quer assumir cargos no governo do Estado — alegando que as secretarias não têm dinheiro e que até os fundos estão contingenciados pela Secretaria da Fazenda —, pode-se optar por uma solução mais caseira.
O que se sabe é que Luiz Maronesi não permanece como titular.
Com a venda da Celg, e uma ligeira recuperação da economia, o governo terá dinheiro para investimentos. É um alento.
O líder do PP Sandes Júnior deve ser mantido na Câmara dos Deputados. Se não for possível, assumirá cargo no governo do Estado ou irá para o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM).
O fato é que Sandes Júnior será prestigiado pelo governador de Goiás, Marconi Perillo, do PSDB, que o avalia como um político qualitativo e leal. Sandes Júnior, sempre diz o tucano-chefe, abriu-lhe portas nos tempos do governo da ex-presidente Dilma Rousseff.
A ex-presidente Dilma Rousseff, leitora de Philip Roth e John Updike (um editor do Jornal Opção testou-a e comprovou que leu os dois autores, e muito bem), pretende publicar um romance policial.
Ao saber disso, humoristas amadores decidiram sugerir dois títulos para a obra. Primeiro, “Eu Matei a Presidente” e, segundo, “A Presidente Que Matou um País”. Faz sentido, como dizem os colunistas sociais disfarçados de colunistas políticos, como Jarbas Rodrigues Jr.
A P. D. James dos trópicos já teria sido sondada por várias editoras.
O prefeito eleito de Uruaçu, Valmir Pedro (PSDB), ainda não assumiu o governo, mas já está trabalhando como se fosse o gestor do município. Já esteve em Brasília, conversando com deputados federais e senadores, e, aos poucos, assenhora-se da situação da prefeitura.
Quando assumir a prefeitura, longe de ficar reclamando, Valmir Pedro vai começar a trabalhar logo no primeiro dia. Ele pretende fazer uma gestão criativa, com o olhar voltado não para trás, e sim sempre para frente.
O governador Marconi Perillo assumiu o compromisso de ajudá-lo a viabilizar a gestão de Uruaçu, que, sobre o comando de Solange Bertulino (PMDB), sem aptidão para a gestão pública, retrocedeu. Valmir Pedro quer recuperar o tempo perdido.
O deputado federal Thiago Peixoto é um dos patronos de Valmir Pedro. “Vai ser um grande prefeito”, sugere o parlamentar do PSD.

