Notícias

Encontramos 151526 resultados
Sombrio e futurista, o mundo de Nonohay desmascara as pulsões do meio virtual

[caption id="attachment_84945" align="alignleft" width="300"] A obra tem 302 páginas, mas conta com uma leitura fluida que logo chega ao fim[/caption] Também juiz, o escritor porto-alegrense cinzela com objetividade e certa crueza um mundo de seres humanos deprimidos ou tomados pela incerteza, que tentam se relacionar ou se sobrepor uns aos outros

“As grandes cidades convivem com a divisão entre as ‘zonas vigiadas’ e suas periferias. O uso de drogas e medicamentos é disseminado, sendo controlado por laboratórios. Implantes cibernéticos são uma realidade, aumentando capacidades e aptidões, como a de memória, para aqueles que conseguem arcar com os custos. Religiões e grupos terroristas alimentam-se do descontentamento e das diferenças sociais” – Daniel Nonohay
Nórton Luís Benites Especial para o Jornal Opção Já no início da leitura do livro “Um passeio no jardim da vingança”, de Daniel Nonohay, lembrei-me de um especial professor que tive na pós-graduação. Depois de cada raciocínio agudo bem concluído, meio que embalado pelo sentimento de ter provocado dissonâncias cognitivas em seus alunos, esse mestre repetia com voz rouca e sotaque carioca: – Lembrem-se, meus caros, o mundo é mau, O MUNDO É MAU! Porto-alegrense, o também juiz Nonohay arquiteta, em sua obra, um sombrio mundo futurista. Cobiça, individualismo, egoísmo, vilania, crueldade, violência, ódio, exclusão social, fanatismo religioso e terror funcionam como pulsões em um meio virtual e tecnológico, que é fundado na internet, ou em algo que ele chama de “rede”. No meio disso, seres humanos deprimidos ou tomados pela incerteza tentam viver/relacionar-se ou se sobrepor uns aos outros. Tem sexo também, claro. Opa, ficou estranho colocar toda essa maldade no futuro diante do ano de 2016, que acaba de findar, com economia de combustível em avião que cai e mata muita gente, pena de morte de fato promulgada em presídios brasileiros à revelia da nossa Constituição, pessoas morrendo no mar quase no bico da bota da Itália, caminhão jogado contra o povo que se encontra em feira de Natal na Europa e etc. Pensando bem, faz pouco, pois foi em 1924 que Thomas Mann escreveu, na célebre obra “A Montanha Mágica”, que o “segredo e a existência da nossa era não são a libertação e o desenvolvimento do eu. O que ela necessita, o que deseja, o que criará é – o terror”. A obra de Nonohay é “buenísima”, como dizem os portenhos. A escrita é cinzelada com objetividade, com alguma crueza, mas sem perder elegância. Fica claro que o autor não quer desperdiçar o tempo de seu leitor. Apesar disso, o livro tem 302 páginas, cuja leitura voa. Sim, é daquelas histórias magnéticas, que fazem o cara varar a madrugada ou gazear a musculação para terminar de ler. A história tem uma galeria de personagens finamente descrita. Alguns logo viram nossos queridinhos, o que faz doer mais ainda quando eles sofrem – e como eles sofrem. Tem Amanda, que mereceu os seguintes pensamentos do Pastor, um homem de fé e com fibra pra resistir ao profano: A partir de determinado momento, soube que perdera sua isenção. Não tinha como a descrever e analisar em termos absolutamente objetivos. A presença dela era algo que não se podia ignorar. Não se tratava de beleza, embora ela fosse uma mulher muito atraente. Era algo mais. Indefinível. Os homens não ficavam indiferentes a ela; o olhar insistia em voltar para seu corpo, para seus gestos. Ela exigia atenção, mesmo sem o fazer. Acho que autores não devem gostar de resenhas com spoilers, mas, lamento, da Amanda a gente tinha que falar um pouco. O protagonista é Ramiro, um advogado tomado contraditoriamente pelo desânimo e pelo ódio, que adora tecnologia e que fez um implante cibernético no cérebro, o que lhe permite navegar quase sem limites pela “rede” e acessar e gozar de um imensurável fluxo de informações. Eis sua autoimagem: Desde garoto, nunca fora um sujeito popular. Não era tímido ou retraído. Conseguia me deslocar bem no meio social, tinha amigos e conhecidos, mas me faltava a capacidade de cativar. Fundamentalmente, não tinha o dom ou desenvolvera a arte de provocar o amor. [caption id="attachment_84947" align="alignright" width="300"] Daniel Nonohay: a obra se setoriza como em um roteiro fílmico em "descronologia" | Foto: Reprodução[/caption] A tecnologia futurista é um elemento essencial do livro, contudo, ela não parece aliviar muito a doce e dolorosa experiência humana. A propósito, tecnologia “‘é a resposta, mas qual era a questão?’ [...] CEDRIC PRICE (1979) [...] Frase inscrita num button que se tornou popular na década de 1970” – citação de Eduardo Giannetti, em “O livro das citações: um breviário de idéias replicantes”. Nonohay fala muito do humano, de suas contradições, sentimentos, das fraquezas e fortalezas. E faz essa coisa – acho que é filosofia – escrevendo ficção policial e científica. E, bem acompanhado, não seria heresia cogitar que foi mais ou menos isso que Ridley Scott fez em "Blade Runner". Falando nisso, o livro tem uma dimensão cinematográfica latente. Está setorizado como num roteiro em “descronologia”. Parece pronto para ser filmado. E Nonohay é um cara com senso de humor. Tem uma passagem em que o Pastor aborda Rogério, um pândego ébrio, oferecendo-lhe uma dose de uísque: – Posso sentar? – Claro. Quero confessar que, se a tentativa é de me converter, tu começou bem. Alonguei-me, é hora de finalizar. O que eu queria compartilhar mesmo é que o livro “Um passeio no jardim da vingança” é literatura de qualidade, tem filosofia, mas com diversão, com fluidez (flow). É uma ficção brasileira a serviço do prazer de ler. Nórton Luís Benites é natural de Porto Alegre. Além de juiz federal, professor e pós-graduado, é autor de artigos e livros técnicos na área do direito

Divulgação das notas do Enem é antecipada para quarta-feira (18)

Ministério da Educação também vai informar as datas do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e lançará consulta pública sobre a prova

Deputada do PSDB declara apoio à candidatura de Jovair Arantes

Deputado do PTB viaja pelo País em campanha para eleição do próximo dia 2 de fevereiro

Comissão aprova projeto que restringe uso de carro oficial

Matéria tramita na Câmara em caráter conclusivo. Para autor da proposta, o Executivo tem ampliado excessivamente o uso dos automóveis oficiais

Caso Marcelo Cabo: a falha do técnico do Atlético é profissional, mas ele será punido pelos “bons costumes”

Se o treinador tivesse sido ido para a praia ou a uma pescaria seria “perdoado”, mas invadido a inclemente área dos “bons costumes”

Dado como desaparecido, técnico do Atlético-GO estava em motel

Segundo tenente-coronel da Polícia Militar de Goiás, Marcelo Cabo, que é casado, não foi vítima de crime algum

“Medidas de austeridade vão garantir obras para os municípios”, defende Simeyzon

Para o deputado estadual e presidente do PSC em Goiás, mesmo sem perspectivas acima da média, próximos dois anos serão de mais realizações

Frejat deixa Barão Vermelho, dando fim a uma era do rock brasileiro

[caption id="attachment_84923" align="alignleft" width="300"] Rodrigo Suricato é o novo vocalista da banda[/caption] O Barão Vermelho é uma das grandes bandas do rock brasileiro. Conhecida principalmente por apresentar Cazuza ao mundo, a banda não se resume a isso. Ao contrário, com músicas consistentes, com boas letras, o grupo se firmou no cenário musical dos anos 80 e atravessou gerações com seu trabalho. Tanto que, quando Cazuza deixou a Barão, em 1985, a banda continuou e acabou revelando outro bom vocalista: Frejat, que acabou se tornando também um ícone do rock brasileiro. Porém, já há alguns anos, a Barão tem estado em um estado de quase inatividade. O último álbum lançado foi em 2005 e os shows também não foram muitos. A banda ainda está viva e viva tenta continuar, agora, sem Frejat. O cantor anuncia sua saída da Barão. Uma saída amigável. Ao Jornal O Globo, Frejat revela que o público e a própria banda queriam ver e fazer shows com mais regularidade, o que ele não estava conseguindo cumprir. Então, "se eles queriam continuar, não fazia sentido impedi-los. Temos diferenças de visão, mas jamais iria prejudicá-los", diz o cantor. A banda continua com um novo vocalista. Trata-se de Rodrigo Suricato. Eras acabam e outras começam. A de Frejat chega ao fim e vejamos como será a de Rodrigo. O que importa: a Barão se mantém. Se não o conhece ainda, ouça o novo vocalista da Barão Vermelho: https://www.youtube.com/watch?v=TE1ai9egmOM

Repórter da GloboNews é agredida ao vivo. Veja vídeo

Larissa Carvalho fazia cobertura de rebelião no presídio de Ribeirão das Neves quando foi atacada por familiar de detento

Globo News demite Bianca Ramoneda e Globo dispensa Luís Ernesto Lacombe

Grupo Globo não explicou os motivos das demissões. Jornalistas mencionam “renovação”, “contenção de despesas” e “enxugamento”

Thiago Peixoto usa meme engraçadinho para anunciar projeto que proíbe limite à internet

Deputado federal pelo PSD disse que apresentará proposta que impede operadoras de limitar banda larga fixa

Técnico do Atlético Goianiense é encontrado em Goiânia

Marcelo Cabo teria desaparecido na madrugada do último sábado; ele chegou a ser visto entrando em seu apartamento, mas logo desapareceu novamente

Suspeitos de desviar cargas milionárias do Walmart são presos em Goiás

Polícia Civil acredita que a organização criminosa atuava há um ano e meio em cinco estados; prejuízo estimado no período pode chegar a R$ 30 milhões

Lincoln Tejota diz que José Eliton está preparado para ser governador

Para deputado estadual do PSD, vice-governador de Goiás tem as qualidades para disputar o cargo em 2018

Clínica de Goiânia oferece consultas médicas a R$ 100, com pagamento em até dez vezes

Estabelecimento oferece atendimento em 15 especialidades e agendamento é realizado para, no máximo, cinco dias úteis