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Cileide Alves | Foto: reprodução / Facebook Comunicação Sem Fronteiras[/caption]
Dois políticos mencionaram o nome de Cileide Alves para a Secretaria de Comunicação da Prefeitura de Goiânia. Iris Rezende ouviu e não fez nenhum comentário.
O problema é que Cileide Alves, embora não seja vetada pelo Grupo Jaime Câmara, maior grupo de comunicação do Estado de Goiás, não mantém um relacionamento qualitativo com a empresa e, também, com seus editores (pois considera que foi humilhada por dois deles).
Iris Rezende, por sinal, tem simpatia por Cileide Alves. Ela é autora de uma dissertação de mestrado na qual transforma o peemedebista numa espécie de Ulysses Guimarães ou Tancredo Neves do Cerrado — num evidente exagero. Ela também colhe material para uma biografia, aparentemente hagiográfica, do líder político. Como não gostar de quem diz que somos deuses?
O jornalista Filemon Pereira, que teria o apoio de Ana Paula Rezende, é o mais cotado para a Secom. Mas Urias Júnior, genro de um ministro aposentado do Superior Tribunal de Justiça, está cada vez mais próximo de Iris Rezende.
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Governador e prefeito de Luziânia, Cristóvão Tormin (PSD) durante celebração | Foto: Humberto Silva[/caption]
O governador Marconi Perillo tem duas qualidades fundamentais num político e num gestor público.
Primeiro, administra o tempo em cima dos fatos, inteirando-se de todos os fatos do governo. Sua memória prodigiosa permite que saiba tudo sobre o governo na ponta da língua. Quem não o conhece pensa que decorou. Não é bem assim. É que ele sabe das coisas mesmo, porque acompanha tudo de muito perto, e sempre quer saber os detalhes (afinal, como dizem, Deus mora nos detalhes).
Segundo, em termos políticos, é dos mais atentos. Lembra-se do nome de todo mundo e, sobretudo, atende com respeito a todos os pleitos, mesmo quando não pode atendê-los. O tucano-chefe tem uma paciência infinda para atender prefeitos e vereadores, mesmo os de oposição.
Nesta semana, Marconi Perillo vai completar 106 audiências com prefeitos eleitos ou reeleitos. Um trabalho de Hércules.
Iristas históricos (há até os pré-históricos) dão como certo um distanciamento estratégico entre Iris Rezende, prefeito eleito de Goiânia, e o senador Ronaldo Caiado depois da posse em 1º de janeiro.
Os iristas, e até os pré-históricos concordam com os históricos, avaliam que o estilo agressivo, superbelicoso de Ronaldo Caiado, não ajuda em termos de administração.
Como não tem o apoio de nenhum deputado federal, Iris Rezende contava com Ronaldo Caiado para abrir as portas do governo federal. Mas, agora, o democrata fechou as portas para si e para o próprio Iris Rezende, que, ao menos em Brasília, é visto como caiadista.
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Divulgação/Twitter[/caption]
Em Brasília, até o paciente presidente Michel Temer tem reclamado do senador Ronaldo Caiado, do DEM, que só é aliado nos bons momentos; nos maus, cai fora e começa a atirar.
O estilo Júnior Baiano e ACM (sim, o falecido, não o ACM neto) de Ronaldo Caiado não tem agradado nem mesmo os integrantes do DEM em Brasília.
“Ao defender a renúncia de Michel Temer, Ronaldo Caiado esquece que, até alguns dias, era um dos principais defensores de seu governo”, afirma um deputado do PMDB.
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Arquivo[/caption]
Durante a solenidade de diplomação dos eleitos em Goiânia, o senador Ronaldo Caiado, do DEM, e o presidente do PMDB regional, deputado federal Daniel Vilela, trocaram cumprimentos frios e protocolares.
Ronaldo Caiado quer o apoio de Daniel Vilela para disputar o governo de Goiás em 2018 e o deputado federal quer o apoio do senador para a mesma finalidade.
Na verdade, Ronaldo Caiado e Daniel Vilela sabem que possivelmente se enfrentarão em 2018. Em 1994, disputando o governo, o líder do DEM atacou Maguito Vilela, pai de Daniel Vilela, com extrema virulência. Inclusive no plano pessoal.
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Foto: Larissa Quixabeira[/caption]
O prefeito eleito de Goiânia, Iris Rezende (PMDB), ficou irritadíssimo com sua assessoria por ter escolhido o auditório da Universidade Federal de Goiás para a diplomação.
O líder peemedebista avalia, possivelmente com razão, que o local possibilitou que estudantes o vaiassem durante a solenidade. Além das vaias, houve protestos.
Iris Rezende provavelmente avalia que os alunos eram controláveis. Na verdade, não são mais. O PMDB não tem liga com os estudantes, hoje monitorados pelo PSTU, pelo PSOL, pelo PT e por grupos independentes, até de matizes anarquistas.
O prefeito eleito ficou visivelmente constrangido.
As vaias na diplomação de Iris Rezende sinalizam que o peemedebista, como prefeito de Goiânia, não vai encontrar um mar de rosas.
Os movimentos sociais, quase todos controlados e monitorados pelo PT, estavam neutralizados pelos reds, na última gestão do peemedebista, com Paulo Garcia na vice.
Mas agora, sobretudo com o irismo atacando a gestão do petista, gritando que está deixando a prefeitura quebrada, a militância do PT não vai deixar Iris Rezende em paz. Estará sempre vaiado e contestando o peemedebista. O PT é sempre melhor na oposição do que governando.
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Arquivo[/caption]
Ao alardear e mandar alardear que as contas da Prefeitura de Goiânia estão quebradas, e que o rombo supera 500 milhões de reais, mas pode chegar a até 1 bilhão de reais, Iris Rezende constrói com habilidade o discurso de terra arrasada. O motivo?
Iris Rezende sabe que, em 2017, com a crise política e econômica nacional, não terá recursos suficientes para fazer ao menos 30% do que prometeu para o curto prazo. Assim, alegando que Paulo Garcia deixou a prefeitura quebrada, o peemedebista espera convencer a população de que, num primeiro momento, terá de recuperar a prefeitura para, só depois, retomar os investimentos.
O problema é que a sociedade está cada vez mais atenta, movimentando-se nas redes sociais, e vai cobrar de Iris Rezende o que prometeu, independentemente da questão das finanças da prefeitura. Aliás, bem informado que era por Dário Campos, que é auditor da Prefeitura de Goiânia, o peemedebista, ao fazer as promessas, algumas mirabolantes e puramente eleiçoreiras, sabia que o caixa público não era dos melhores. E não apenas por causa de possíveis equívocos administrativos de Paulo Garcia, e sim, fundamentalmente, devido à crise econômica nacional.
Iris Rezende pretende divulgar um saco de maldades e, mais uma vez, usará Paulo Garcia como desculpa para adotá-lo. O prefeito petista se tornará a Geni dos peemedebistas.
Ex-presidente e o filho, Luiz Cláudio, respondem por tráfico de influência, lavagem de dinheiro e organização criminosa
Nas comemorações dos 15 anos do título de Patrimônio da Humanidade, o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), passeou pelas ruas da Cidade de Goiás, durante um bom tempo, e recebeu várias manifestações de carinho da população.
Há uma identidade profunda entre o tucano-chefe e a sociedade de Goiás. O governador tem prestigiado a cidade ao longo do tempo, por exemplo, com a realização do Festival de Cinema Ambiental, o Fica.
"Daqui a pouco a gente volta", brincou o apresentador, antes de se despedir do público
Romance apresenta um reflexivo retrato sobre a juventude brasileira contemporânea
Projeto da governadoria tramita na Assembleia Legislativa e está em análise na Comissão Mista da Casa
MicheI Franco Ferreira A crítica doravante é endereçada a todos nós brasileiros, como parte integrante de uma sociedade semiprovinciana. Precisamos de unidade, (tentar) enxergar além, amadurecer como Nação e desvincularmos de “torcidas organizadas” deste ou daquele grupo político, até porque todos eles são opressores e corruptos — às vezes com estratégias diferentes um do outro, outrora se unindo dependendo da conveniência . Os governos nos humilham explicitamente: decisões arbitrárias que beneficiam políticos, banqueiros e o grande empresariado. E nós, pobres (se você precisou financiar ou financia casa, mobília, carro, moto, ou até mesmo aquela viagem de férias com a família, sim, você é pobre), temos de pagar quase 40% de tributos relativos aos nossos salários. Agora pergunto: você sente ou percebe o retorno de toda essa tributação? Acha mesmo que vivemos numa crise e o Brasil (Estado) é pobre e está quebrado? Pense bem. Veja (não a revista, é um verbo no imperativo mesmo), somos meros explorados e independentemente de ideologia, de “esquerda”, “direita” etc. (as ideologias são louváveis, as pessoas, não, pois, como já dizia Bertolt Brecht, “infeliz a nação que precisa de heróis”). Tomar partido deste ou daquele grupo político, em vez de priorizar os nossos direitos e analisar o quanto estamos sendo lesados — não somente agora com o governo golpista, mas em todo o período que vai de Cabral a Cabral (de Pedro Álvares até a Sérgio), passando por Sarney, Collor, Itamar e os traidores do PT — é abdicar do senso comum e do óbvio. Cada vez mais temos nossos direitos tolhidos ou retirados, com premissas inverídicas e plantadas — como, por exemplo a “crise” da Previdência — com a finalidade de justificar essa atrocidade que constitui o aumento considerável do tempo de trabalho do pobre assalariado (muito diferente do que ocorre com os próprios políticos — os que “trabalham” e os aposentados). A ideia é ludibriar a população, evitar ao máximo que ela fique politizada, e para isso, ah, claro, os governos têm grandes aliados, que são as mídias compradas, sobretudo a Rede Globo. A intenção do Estado, em todas as suas esferas (observe bem, “Estado”, não estou dizendo plano de governo A ou B), é justamente retirar direitos dos trabalhadores para sustentar os conchavos oriundos de corrupção. E se ele é ilegal conosco e não nos houve nem nos representa de fato como deveria ser em sua obrigação, podemos e devemos nos rebelar. Ou o nosso País está se recuperando em algo, meu amigo brasileiro? Compreender que estamos caminhando bem e que está tudo certo, principalmente neste momento e com este cenário econômico e social, é ser torcedor do Temer ou anti-PT ou ser extremamente inocente. Juntos somos fortes, fragmentados somos nada! [“Apenas 2 em cada 10 brasileiros consideram governo Temer melhor que o de Dilma”, Jornal Opção Online]
Michel Franco Ferreira é professor e mestrando em Ciências da Educação pela Universidad Central del Paraguay.
“No Brasil, ser jornalista é profissão de risco”
Alberto Nery dos Santos Eu assisti ao vivo, achei um absurdo. Um time igual o Inter, que tem um dos maiores números de sócios torcedores do País e um orçamento de R$ 300 milhões anuais e uma má administração o levou a segunda divisão. Mas no Brasil ser jornalista é profissão de risco, ou fala o que os políticos e dirigentes de times querem ou leva um tabefe. Quando só leva um tapa está de bom tamanho. Se fosse em Goiás, mandavam matar e ficava por isso mesmo. “Jornalista é agredido por dirigente esportivo. ‘Crime’: criticar a politicagem no futebol”, Jornal Opção Online]E-mail: [email protected]
“Dificuldades práticas para coibir violência”
Valéria Morais Lessa Trata-se de um problema que atinge, na maioria das vezes, o sexo feminino e não costuma obedecer nenhum nível social, econômico, religioso ou cultural específico, como poderiam pensar alguns. Em alguns casos, o abuso do álcool é um forte agravante da violência doméstica física. A embriaguez patológica é um estado em que a pessoa que bebe torna-se extremamente agressiva, às vezes nem se lembrando com detalhes do que tenha feito durante essas crises de furor e ira. Nesse caso, além das dificuldades práticas de coibir a violência, geralmente por omissão das autoridades — ou porque o agressor quando não bebe “é excelente pessoa”, segundo as próprias esposas, ou porque é o esteio da família e se for detido todos passarão necessidade —, a situação vai persistindo. Lamentável! [“Violência contra as mulheres prova que a civilização não exclui a barbárie”, Jornal Opção 2099]“Que as mudanças tenham início a partir dos privilégios dos parlamentares”
Lita Carneiro A maioria dos parlamentares não tem o direito de pedir punição para quem quer que seja. Carregar sobre os ombros 12 inquéritos na Justiça e ao mesmo tempo responder pela presidência do Senado, é inadmissível. Se for para corrigir e aperfeiçoar leis ultrapassadas, então que essas mudanças tenham início a partir dos numerosos privilégios que gozam os parlamentares. Privilégios esses criados por eles e para os mesmos. [“Leon Deniz apoia proposta de abuso de autoridade: ‘Ninguém está acima da lei’”, Jornal Opção Online]Lita Carneiro é aposentada. E-mail: [email protected]
“Brasileiros se atropelam tão logo pouse o avião”
Arnaldo B. S. Neto Uma coisa une e iguala os brasileiros todos, de norte a sul do Brasil, com idêntica semelhança de comportamento: a maneira desesperada com que se levantam e se atropelam tão logo um avião pouse no solo, loucos para sair da aeronave. Quem quer que queira se lançar à espinhosa tarefa de encontrar alguma unidade espiritual nos brasileiros poderia encontrar neste fragmento comportamental uma base segura para seus esforços.Arnaldo B. S. Neto é professor da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Goiás (UFG)
Trabalho do atual líder da bancada do governo e futuro presidente da Assembleia Legislativa aplaina dificuldades na aprovação do pacote de austeridade

