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Decisão atendeu integralmente aos pedidos do MPGO, responsabilizando o ex-vereador Willian Ludovico de Almeida, apontado como principal articulador do esquema
Secretário nacional de Trânsito, do Ministério dos Transportes, Adrualdo de Lima Catão, defendeu que é preciso incluir mais motociclistas no Sistema Nacional de Trânsito
Os três senadores goianos assinaram o documento pelo impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira, 6. O documento, que abriga o nome de 40 parlamentares, tenta reunir votos de mais um senador para que o processo seja oficialmente protocolado na Casa e possa ser pautado como processo legislativo — a contagem representa a metade dos senadores na casa, que possui 81 parlamentares.
Sobre isso, Pedro Chaves (MDB, substituindo Vanderlan Cardoso), Jorge Kajuru (PSB) e Wilder Morais (PL) foram a favor da pauta e colocaram seus nomes na lista.
O pedido vem em meio a uma obstrução generalizada de legendas da oposição e do centrão contra a prisão domiciliar do ex-presidente da república, Jair Bolsonaro (PL). Segundo apoiadores do ex-presidente, Moraes teria cometido abusos de poder sobre a Ação Penal que visa prender Bolsonaro e mais sete membros do alto escalão por tentativa de golpe de Estado.
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Vizinhos reclamam de tumulto no condomínio onde Bolsonaro cumpre prisão domiciliar
Proposta foi levada à Corte pelo líder do PL na Câmara, pelo senador Rogério Marinho e pelo presidente Valdemar Costa Neto
Na noite desta terça-feira e madrugada de quarta, 6, deputados da oposição de extrema-direita acamparam na Câmara com o objetivo explícito de impedir a abertura da sessão
Em uma demonstração que chamou atenção internacional, a China apresentou um minidrone espião com formato semelhante ao de um mosquito, projetado para operações de inteligência e combate. O dispositivo, desenvolvido pela Universidade Nacional de Tecnologia de Defesa (NUDT), foi exibido em uma reportagem do canal militar CCTV7, revelando o avanço do país na corrida global por drones cada vez menores e mais sofisticados.
A revelação do minidrone chinês marca um novo capítulo na evolução da guerra tecnológica, onde a espionagem pode ser feita por máquinas quase invisíveis. Com o avanço da robótica e da inteligência artificial, o campo de batalha do futuro pode ser dominado por enxames de drones minúsculos, silenciosos e altamente eficazes.
O minidrone biônico possui duas asas translúcidas, três pernas e um corpo diminuto, imitando com precisão a aparência de um inseto. Segundo o pesquisador Liang Hexiang, da NUDT, o equipamento é ideal para missões de reconhecimento e operações especiais em ambientes hostis.
“Aqui na minha mão está um robô parecido com um mosquito. Minirrobôs biônicos como este são especialmente indicados para obtenção de informações e operações especiais no campo de batalha”, afirmou Liang à CCTV7.
Além do modelo com duas asas, a universidade também desenvolveu uma versão com quatro asas, que pode ser controlada remotamente por um smartphone.
A apresentação pública do minidrone surpreendeu especialistas, não apenas pelo seu tamanho reduzido, mas pela complexidade envolvida em sua construção. Para funcionar de forma eficaz, o dispositivo precisa integrar microcâmeras, microfones, sistemas de controle e baterias em um espaço minúsculo — tudo isso mantendo características como silêncio, resistência e autonomia de voo.
O projeto chinês se junta a iniciativas semelhantes em outros países. Um exemplo é o “RoboBee”, desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Harvard em 2013. Com cerca de três centímetros de tamanho, o modelo americano é maior que o chinês, mas também representa um marco na miniaturização de drones.
Limitações
Apesar do entusiasmo, especialistas apontam que os minidrones ainda enfrentam limitações para uso em combate real. A resistência a condições climáticas adversas, a precisão na coleta de dados, a autonomia de bateria e o alcance de controle remoto são obstáculos que precisam ser superados antes que esses dispositivos possam ser plenamente integrados às operações militares.
Enquanto isso, o exército dos Estados Unidos também investe em tecnologias semelhantes, embora mantenha em sigilo os detalhes sobre seus projetos e o estágio de desenvolvimento.
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Nesta quarta-feira, 6, entrou em vigor a tarifa de 50% sobre produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos, medida que vai prejudicar economicamente o agronegócio nacional. A decisão, anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, atinge diretamente itens de grande peso na balança comercial brasileira, como café, carne bovina, pescados, mel e frutas, e pode gerar prejuízos bilionários para o Brasil, além de encarecer esses produtos no mercado norte-americano.
A decisão de Trump ocorre em meio a tensões políticas entre os dois países, incluindo críticas ao Judiciário brasileiro e ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro. Até o momento, não houve diálogo direto entre os presidentes Lula e Trump sobre o tarifaço, e o governo brasileiro tenta abrir canais de negociação para reverter ou suavizar os efeitos da medida.
O impacto é especialmente severo para o café, principal alimento exportado pelo Brasil para os EUA. O mercado americano é o maior consumidor do café brasileiro no exterior, e as perdas estimadas com a nova tarifa podem chegar a US$ 481 milhões apenas neste ano, segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).
A carne bovina também sofre com a medida: os Estados Unidos são o segundo maior destino das exportações brasileiras nesse setor, atrás apenas da China. Mesmo com uma participação de 12% nas vendas totais, a redução nas exportações pode representar uma perda de até US$ 1 bilhão em 2025, de acordo com a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).
Agroexportadores
Outros segmentos, como o de pescados, mel e frutas (especialmente a manga) também são altamente dependentes do mercado americano e enfrentam dificuldades para encontrar alternativas viáveis de exportação. Dos principais produtos agroexportadores brasileiros, apenas o suco de laranja entrou na lista de exceções à nova tarifa.
Essa lista, composta por cerca de 700 itens, inclui ainda castanha-do-pará, madeira, polpa de celulose e sisal. Produtos contemplados nela pagarão uma sobretaxa de 10% sobre o valor usual, enquanto os demais enfrentarão o acréscimo total de 50%.
Apesar dos prejuízos para o Brasil, os Estados Unidos também devem sentir os efeitos da medida. O país importa 99% do café que consome e o Brasil é responsável por cerca de 30% desse volume. A substituição rápida desse fornecimento é considerada improvável, o que pode gerar escassez e aumento de preços no país norte-americano.
No caso da carne bovina, os EUA enfrentam uma crise de oferta, com falta de bois para abate e inflação crescente no setor. A carne brasileira é essencial para a indústria americana de hambúrgueres, e a tarifa pode agravar ainda mais esse cenário.
No mercado interno brasileiro, os efeitos sobre os preços são incertos. A expectativa inicial era de que o excesso de oferta pudesse reduzir os valores nos supermercados. No entanto, especialistas alertam que os produtores já estão diminuindo os abates, o que pode levar a uma queda temporária seguida de alta nos preços da carne.
Já o café, que vinha registrando queda após mais de um ano de alta, não deve sofrer impacto imediato, pois há espaço para negociação e os grãos da safra atual podem ser armazenados até 2026.
Outros mercados
Redirecionar os produtos para outros mercados não é tarefa simples. O café enfrenta exigências específicas de qualidade e normas fitossanitárias em cada país, o que dificulta a adaptação rápida.
A carne bovina também encontra obstáculos: os cortes preferidos pelos americanos, como a dianteira do boi usada em hambúrgueres, não têm demanda equivalente em outros mercados, como o brasileiro, que consome mais a parte traseira, de onde saem cortes como picanha e alcatra.
Diante da crise, o governo brasileiro anunciou medidas emergenciais para mitigar os impactos. Entre elas estão linhas de crédito via BNDES com juros subsidiados para pecuaristas e agroindústrias, programas de compra governamental de produtos perecíveis e ações da Apex para abrir novos mercados, com foco em países como Alemanha, Japão, China e Canadá.
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