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Goiás está entres os estados que mais reduziram criminalidade, diz jornal

Em reportagem do Estado de São Paulo, Goiás é o 7º entre estados com maior redução de homicídios

Moro condena Renato Duque e ex-executivos da Andrade Gutierrez

Sentença foi proferida em processo que investigou a formação de um cartel pela  Andrade Gutierrez e outras empreiteiras para garantir contratos com a Petrobras

Retomada de financiamento privado é improvável, avaliam deputados goianos

Para Fábio Sousa (PSDB), Magda Mofatto (PR) e Giuseppe Vecci (PSDB), aprovar a proposta até setembro não deve ser possível e o ideal é que debate fosse aprofundado

“Queremos deixar um legado promissor para o futuro de Goiás”, diz Marconi

Governador se reuniu com o presidente da consultoria Macroplan, Cláudio Porto, e membros do conselho formado para debater o Plano de Desenvolvimento Goiás 2038

Em encontro com Marconi, embaixador da Alemanha elogia Estado e propõe parcerias

Georg Witschel conheceu o DAIA e o Porto Seco em Anápolis, e declarou-se admirado com os números das exportações e Importações do Estado

Terracap está em pré-falência

A empresa pública Terracap, do governo do DF, ficou muito fragilizada, porque teve de bancar os R$2 bilhões do custo de construção do estádio Mané Garrincha. Hoje a Terracap vende patrimônio para pagar despesas, inclusive a folha salarial mais de R$300 milhões este ano.

Atirando com a pólvora do contribuinte

Mais bem pagos do País, os 24 deputados distritais (DF) custam R$ 73,2 milhões ao ano. O valor supera os R$ 71,4 milhões gastos pela Assembleia Legislativa de Santa Catarina, que tem 40 deputados.

Situação é difícil no DF

O chefe da Casa Civil do governo de Rodrigo Rollemberg (PSB), Sérgio Sampaio, avalia que somente após uns três governos “muito austeros” o Distrito Federal poderá equilibrar suas contas.

Cespe é investigado em esquema de fraude de concursos públicos

O Centro de Seleção e de Promoção de Eventos (Cespe) é investigado na Operação Panoptes, deflagrada na manhã (21/6), por policiais civis da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Deco), para apurar esquema de fraudes em concursos públicos. Com autorização judicial da Vara Criminal de Águas Claras, os policiais civis cumprem mandado de busca e apreensão no órgão que integra a Fundação Universidade de Brasília. A suspeita é de irregularidades em concursos promovidos pelo Cespe pelo menos a partir de 2013, com a participação de funcionários.

Após juiz ser alvejado em Goiás, associação defende porte de armas para magistrados

Asmego emitiu nota em que presta solidariedade ao juiz Átila Naves Amaral, vítima de uma tentativa de assalto no último domingo (20)

Caixa e Agehab fazem parceira para sorteio de endereços do Residencial Nelson Mandela

Com participação de 1.222 beneficiários com cadastros aprovados pela Caixa, sorteio será feito com acompanhamento presencial das famílias no Ginásio Goiânia Arena

Bombeiros do DF tornam atendimentos mais rápidos e eficientes

[caption id="attachment_103115" align="aligncenter" width="620"] Foto: Gabriel Jabur/Agência Brasília[/caption] Bombeiros do Distrito Federal tornam atendimentos mais rápidos e eficientes. A depender da distância, o período desde o acionamento da equipe até o início do socorro pode ser de apenas 5 minutos. A rapidez no atendimento é determinante para que os socorristas consigam obter a média de reversão de 30% em casos de parada cardiorrespiratória. Esse número sobe para 50% quando a situação é de afogamento. A reversão de uma parada cardiorrespiratória significa fazer com que o coração do paciente volte a bater e ele consiga respirar novamente.

Engenheiros da SMT desconheciam edital de empresa que controla semáforos em Goiânia

Dataprom é responsável pela venda e manutenção dos controladores de semáforos na capital desde 2007

“Death Note”: os limites da ação humana

Quem sabe o Destino não seja bem um livro com nossas vidas já escritas desde sempre, mas um redemoinho a nos puxar para o centro de nós mesmos: só se pode tornar-se quem se é [caption id="attachment_103108" align="aligncenter" width="620"] “Death Note”, série de mangá escrita por Tsugumi Ohba e ilustrada por Takeshi Obata[/caption] Segundo as reflexões místico-dionisíacas de Nietzsche em seu livro de estreia, A Origem da Tragédia, Édipo talvez tenha atraído a desgraça sobre si por ser sábio demais. A Esfinge que aterrorizava Tebas com enigmas era a personificação do mistério desta vida humana na Terra e quando o filho de Laio matou não só seu próprio pai mas também a charada nunca antes resolvida, vencendo o monstro divino, foi como se tivesse alcançado uma sabedoria e uma condição acima das naturais para um homem, afastando-se, assim, de sua humanidade individual, contingente, e rompendo o equilíbrio dos seres na Natureza. O trágico seria a resposta desta para aniquilar tal concentração de poder e restabelecer o fluxo original de forças entre humanos e deuses. Prometeu também rompeu esse equilíbrio ao roubar o fogo dos deuses e dá-lo aos homens, sendo então castigado por Zeus, que temia a ascensão dos mortais. Na tradição cristã, o que era o “fruto proibido”no Jardim do Éden? O sexo? Ora, não se trata de uma conclusão compatível com a ordem “sede fecundos e multiplicai-vos”(Gênesis, 9, 7). Uma análise mais atenta de Gênesis revela que o fruto pertencia à “árvore do conhecimento”. A serpente, ao tentar Eva, asseverou: “Deus sabe que, no dia em que dele comerdes, vossos olhos se abrirão, e serei como deuses, conhecedores do bem e do mal”. Ouvindo isso, a mulher notou que o fruto era “bom para comer, agradável aos olhos”e, principalmente, apropriado para “abrir a inteligência”, “dar entendimento”. Sejam os gregos pré-socráticos na Tragédia ou os cristãos com o Pecado Original e a Queda, diferentes culturas curiosamente desenvolveram um mesmo sentimento, o de que existe algo de abissal, demoníaco e perigoso no poder, no conhecimento e, em decorrência dos dois, no ato de julgar o que é o bem e o que é o mal, como se tais fenômenos não pertencessem naturalmente a nós e fossem centelhas usurpadas dos deuses, similarmente a Light usando o caderno Shinigami. O garoto, após escrever as primeiras sentenças, entrou em conflito interno e questionou se tinha o direito de impor julgamento aos outros, tirando-lhes a vida. Apesar da tentação de continuar, alguma coisa já dizia a Yagami que aquele poder não seria suportável por um ser humano. Sintomático é o plano de se tornar o “Deus do novo mundo”, expressão através da qual o estudante deixa transparecer a sua consciência do caráter sobre-humano e divino inerente à empreitada com o Death Note. Para julgar as pessoas, não poderia continuar sendo um simples homem. Afinal, com que autoridade qualquer um de nós decidiria, sozinho, sobre a vida e a morte dos nossos semelhantes? Era necessário transformar-se, ultrapassar a humanidade individualmente herdada, triunfar onde falharam Édipo, Adão e Eva. Esse é o sentido de Yagami Raito deixar-se chamar massivamente pelo nome Kira (variante japonesa para a palavra inglesa killer), referência não à sua identidade humana, mas à divina que quer alcançar como um fruto no alto da árvore. Não por acaso, o mangá e o anime são recheados de simbologias com maçãs, a comida preferida do Shinigami Ryuk, dado que decidir sobre vida e morte fazia parte de sua natureza transcendental. Light, ao contrário, se quisesse ficar com as “mãos vermelhas” (expressão contida no episódio 10 do anime, “Dúvida”; e no 3º volume do mangá), tanto de sangue quanto do fruto proibido, precisaria terminar a travessia até a inumana persona Kira. Seria possível? Aqui nos lembramos do Übermensch (além-do-homem) nietzschiano e, especialmente, do empreendimento criminoso de Raskólnikov, um pobre estudante russo que, inspirado em Napoleão, concebeu esta divisão fundamental para a raça humana: abaixo, a massa de pessoas ordinárias; acima, as extraordinárias. A chave psicológica da obra Crime e Castigo é o arrependimento progressivo do pretensioso Ródia aos poucos sufocando-o, mas não no campo consciente, e sim em seu coração. Mesmo após se entregar, cumprindo pena na Sibéria, o assassino jamais se retrata quanto à teoria moral “napoleônica”. Sem saber por quê, ele só não suportou conviver com o que fez. É de se supor que Raskólnikov percebeu-se como um homem ordinário, no fim das contas. Nesse ponto, Dostoiévski acompanha as tradições trágica e cristã, subentendendo que, independentemente da sofisticação dos nossos raciocínios ou ao quão alto aspiremos, a ação humana possui limites naturais e quem os ultrapassa atrai para si uma reação contrária, tanto interna quanto externa, de reequilíbrio. Existindo forças divinas, é fácil imaginá-las reagindo contra os que ameacem a ordem geral de Deus para os seres. Mas e se a configuração das coisas no Universo for aleatória, alheia a uma Vontade Superior? Ainda assim, trata-se do resultado de bilhões de anos. Afinal, o mundo presente é a história inteira do mundo, e talvez os seres estejam dispostos no balanço possível dadas as contingências deste desenvolvimento espontâneo. Por que um jabuti é um jabuti? Por que tem casco, patas e não outro formato? Alguém o quis assim? Não sabemos. Sabemos, contudo, que, se estiver em cima de uma árvore, vai cair. E não porque um Deus quer que caia, mas simplesmente porque, sendo o que é, não reúne as condições para permanecer naquela posição. Do mesmo modo, sendo Light humano, como reuniria as condições para perpetuar-se na posição de um deus? Diferentemente do estudante russo, o japonês torna-se empedernido e, para conseguir calar a voz interior, justifica os assassinatos com o “bem maior” de um idealizado mundo sem crime, o que não evita, entretanto, o rápido aparecimento desta força reativa externa, igualmente poderosa, a lhe antagonizar: L, o maior detetive do planeta, mente de habilidades dedutivas e indutivas tão agudas que beiram o sobrenatural. O mau agouro de Ryuk aqui começa a tomar forma. Quem sabe o Destino não seja bem um livro com nossas vidas já escritas desde sempre, mas um redemoinho a nos puxar para o centro de nós mesmos: só se pode tornar-se quem se é. (continua)

Procurador-geral da República denuncia Romero Jucá ao STF

Documento encaminhado à Suprema Corte, no entanto, está sob sigilo e, assim, não é possível saber do que o peemedebista está sendo acusado