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O Brasil nunca foi um país absolutamente seguro e imune à violência, mas nas últimas décadas se transformou no lugar mais perigoso do planeta para se viver. Onde foi que falhamos? Esta Conexão tem como vocação natal a política. Foi idealizada há algumas décadas com esse propósito: levantar temas, analisar fatos e revelar conjecturas e estruturas dentro da narrativa política. Mesmo diante de fatos absolutamente relevantes, esta Conexão se sente presa, tolhida, recolhida em seu desiderato inicial. O que sempre moveu e sempre moverá a coluna é a análise política dos fatos goianos que formam o núcleo do poder estadual e suas consequências imediatas, a composição oposicionista. Mas como ignorar a gravíssima e pertinente questão da segurança pública? Sim, não há como desviar o olhar, atirar o prisma para captar outras luzes. Então, esta Conexão caminhará em direção aos rumos da política de segurança pública. Porque não há solução que não passe necessariamente pela política. O centro de tudo é a política, enquanto todo o resto, inclusive a segurança, são seus derivativos. Inicialmente, o que vem a ser política de segurança pública? Nas campanhas eleitorais, esse mecanismo político-administrativo se transforma em joguete de palavras, promessas e criação de um mundo perfeitamente tranquilo, com as pessoas podendo sair de suas casas para ir ao trabalho, para ir a escola ou para o entretenimento. Na prática, a política de segurança teria como meta realmente encontrar esse mundo perfeito, mas que se sabe previamente inalcançável. O ataque ao semelhante nasceu com a humanidade, qualquer que tenha sido a sua origem. Pela leitura da Bíblia, no primeiro dos livros que a compõe, há a narrativa de um homicídio. Caim matou seu irmão Abel. Portanto, o que uma real política de segurança pública pode alcançar é o respeito à condição humana com o mínimo de dano possível. Policiais em cada quarteirão, viaturas rodando a cidade 24 horas por dia, policiais civis investigando cada ação delituosa ajudam na geração do que os especialistas chamam de sensação de segurança. E também inibem certas atitudes criminosas. Mas não basta tudo isso. A presença de policiais não vai evitar os ciúmes doentios que levam algumas pessoas diretamente para o assassinato. Talvez consiga refrear os ânimos dos mais nervosos no trânsito, e certamente evitará boa parte da ação de pequenos delitos. Não muito mais do que isso. Uma política de segurança pública efetiva e realmente promissora passa necessariamente por mudança radical no comportamento e na ação de parlamentares, governantes e juízes. Leis precisam ser modificadas. O modelo de gestão do combate ao crime adotado no país se revelou completamente falido. E sem modificar essa estrutura, o máximo que se conseguirá é a sensação de segurança relativamente melhor com as ruas inundadas de policiais. O conceito basilar do combate ao crime no Brasil está montado sobre a tese de que todos são recuperáveis. Não são. Não depois do estágio em que se está, com a deteriorização da percepção humana. A vida não tem mais valor algum. Mas as leis levam o Judiciário a entender que todos, em igual monta, são recuperáveis socialmente. Não são, até porque para se recuperar um criminoso é necessário saber antes se ele deseja se reintegrar à sociedade. Política de segurança pública jamais é algo para ser completamente implantado num único mandato de quatro anos. Nem em dois mandatos, com o interstício possível da reeleição entre um e outro. É algo para se trabalhar durante duas ou três gerações. Com os pés no chão. E sem a falsa ilusão de que matar bandidos é política de segurança. Não é, não. Pela simples razão de que quando se mata um, surgem dois. E quando se acaba com os dois, surgem quatro. Estão aí PCC e CV para exemplificar isso. Juntos, formam um dos maiores contingentes de soldados do país. E continuam recrutando a todo vapor. Não raras vezes, até entre eles há uma limpeza na cúpula, que rapidamente é novamente povoada após onda de assassinatos de antigos chefes. As armas nas mãos dos agentes do Estado não são a ponta final de uma política de segurança, mas apenas instrumentos necessários ao trabalho cotidiano. Armas nas mãos dos cidadãos comuns se transformam em chamariz de mais violência, seja dos bandidos que as querem, seja da exaltação dos ânimos que elas permitem. A esmagadora maioria dos assassinatos cometidos no país campeão do mundo em mortes violentas se dá pelas mãos e ações de cidadãos comuns. Os criminosos somente contribuem com uma parcela menor dessa trágica estatística. Por fim, e necessariamente, uma política de segurança pública real passa pela educação básica. É com educação básica que se evita o crime no futuro, e é nela também que está a solução para outro problema gravíssimo, e que interfere igualmente no global da segurança: a desigualdade social. Não há um único país democrático com bons níveis de segurança com desigualdades como registradas no Brasil, e também não há um só desses países que diminuiu as desigualdades distribuindo dinheiro, bolsas e compensações sociais. Tudo isso só se resolve na sala de aula. Políticos que em ano eleitoral prometem implantar política de segurança pública não devem ser levados a sério. A não ser que admitam todo esse conjunto de fatores, além de vários outros. O que se pode fazer enquanto não se tem educação básica pública, gratuita, inicialmente obrigatória e de qualidade, é trabalhar pela sensação de segurança. Isso é o máximo que se pode fazer. E mesmo assim, deve-se olhar com desconfiança: esse sistema, além de paliativo necessário, não custa barato.
O “mito”, como seus seguidores o denominam, segue firme nas primeiras posições das pesquisas de intenção de voto na pré-campanha e os adversários, mesmo que não admitam de público, desconfiam que ele já é dono de um lugar no 2º turno
Especialista frisa que próximo gestor de Goiás deve ser aquele que encarnar o sentimento anti-caiadista
José Eliton também pode ser beneficiado pelo sentimento de que é preciso derrotar as forças do conservantismo
O prefeito já estaria sugerindo que a secretária da Saúde está “jogando” a cidade contra ele
O presidente da Câmara dos Deputados afirma que será candidato a presidente para se cacifar para voos menos altos
O presidente Michel Temer aposta que seu ministro é um vice qualitativo para o candidato do MDB a governador
A quem interessa a despessoalização da morte da vereadora que representava os mais desprotegidos da sociedade em que atuava?
Pastores dizem que o deputado federal negociou com a base de Marconi Perillo sem consultá-los
“Os quadros que parecem fixos e rígidos podem ser mudados porque, exatamente, os indivíduos são maleáveis”
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Montagem[/caption]
O prefeito de Goiânia, Iris Rezende, decidiu que, entre o final de março e o início de abril, vai, aproveitando a desincompatibilização de alguns auxiliares, reformar parte do secretariado, que é, no geral, tido como ineficiente e sem iniciativa. Todos culpam o emedebista, alegando que é centralizador e não libera recursos financeiros, mas não apresentam, segundo os iristas, projetos criativos. São apontados, inclusive pelos irisaraujistas, como ineptos.
Iris Rezende não vai exonerar Fátima Mrué, porque não governa sob pressão, mas, se a secretária da Saúde pedir demissão — ela já quis sair umas trocentas vezes —, o alcaide não vai titubear: aceita na hora. O prefeito tem conversado com alguns médicos e pedido sugestões sobre o que fazer — e sem comunicar a auxiliar, que é tida como “mal humorada”, ainda que “séria”.
O vereador e engenheiro Vinícius Clementino Cirqueira vai assumir a Secretaria de Infraestrutura. Ao indicar um vereador, Iris Rezende sinaliza que quer se reaproximar da Câmara Municipal.
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Reprodução[/caption]
O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, pôs o bloco na rua, mas, ao perceber que estava desfilando sozinho, decidiu escapar do sambódromo da política.
Consta que estaria magoado com o presidente Michel Temer, que, como planeja disputar a reeleição, não deu nenhum sinal positivo de que poderia apoiá-lo. Só Romero Jucá decidiu bancar o engenheiro goiano. Mas, quando se tem um aliado como o lavajatizado Romero Jucá, não se precisa de adversários e inimigos.
Resultado: Henrique Meirelles deve ficar no governo até o fim. Depois, deve trabalhar como consultor financeiro.
O Jornal Opção, por intermédio de seu editor-chefe, Euler Fagundes de França Belém, pela presente retratação pública, decorrente de acordo homologado pela excelentíssima senhora juíza de Direito do 3º Juizado Especial Criminal de Goiânia, drª. Sandra Regina Teixeira Campos, nos autos do processo nº 5027910.73, vem a público, retratar-se frente ao deputado federal Delegado Waldir, por duas reportagens publicadas na coluna Bastidores do Jornal Opção, no dia 30/10/2015.
Reconhecemos que houve excessos nas referidas publicações e retiramos, publicamente, todas as qualidades negativas que lhes foram atribuídas, pois não temos conhecimento de nada que desabone sua honra, imagem e conduta.
Diante disso, sabendo que excedemos os limites da crítica jornalística, manifestamos escusas ao deputado federal Delegado Waldir pelos transtornos causados, ciente de que os excessos cometidos na publicação em referência causaram-lhe prejuízos e desgastes à sua imagem, razão pela qual nos retratamos diante do Poder Judiciário, do público leitor e do deputado federal Delegado Waldir.
Outrossim, o Jornal Opção considera o deputado federal Delegado Waldir como um político respeitável, íntegro e eleitoralmente consistente.
Euler Fagundes de França Belém
Editor-chefe do
Jornal Opção
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Montagem[/caption]
Os deputados Luis Cesar Bueno e Humberto Aidar, petistas históricos, têm sido sondados por partidos de esquerda. Segundo um peemedebista, os dois não se sentem confortáveis no PT.
O PT em Goiânia pode ficar tão-somente com a deputada estadual Adriana Accorsi, que deve disputar a reeleição — correndo o risco de não se eleger. Se não for vice de Daniel Vilela (ou postulante ao Senado), Antônio Gomide deve ser candidato a deputado estadual. Não é fraco. Há que aposte que não vai ficar no PT, mas ele e o irmão, deputado federal Rubens Otoni, sempre foram apaixonados pelo partido.
Pré-candidato tucano espera que a base partidária de 16 siglas da eleição passada, que reelegeu Marconi Perillo, chegue a 18 ou 20 neste ano


