“Bandeira falsa”, Irã acusa EUA de orquestrar atentado contra Donald Trump, entenda o que é
29 abril 2026 às 09h50

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O Irã acusou os Estados Unidos da América (EUA) de terem orquestrado o recém-atentado ao presidente Donald Trump, que ocorreu no último sábado, 25, em vídeo publicado nas redes sociais pela mídia estatal iraniana.
A publicação, feita com uso de Inteligência Artificial (IA), retrata o atentado como uma atividade denominada false flag (bandeira falsa), na qual militares de um governo atacam a si mesmos, ou um aliado, escondendo a sua denominação ou utilizando uma bandeira inimiga.
O objeto da ação é garantir legitimidade para uma ação militar sob o pretexto de autodefesa, como aconteceu no incidente no golfo de Tonkin, quando fragatas norte-americanas foram alvejadas por um suposto navio vietnamita. Este suposto ataque (do qual foi contestado pela própria Agência de Segurança Nacional, NSA) foi o motivo sustentado pelos EUA para proceder com uma operação em larga escala no Vietnã em 1964 — marcando o início da guerra.
No Brasil, a operação de bandeira falsa mais conhecida é o atentado Riocentro, no qual uma bomba seria detonada por militares da linha-dura em um espetáculo do Dia do Trabalhador com mais de 20 mil pessoas sob a acusação de um ataque terrorista da esquerda. Felizmente, a bomba foi detonada prematuramente no estacionamento e acometeu apenas um militar do DOI-Codi, o sargento Guilherme Pereira do Rosário, que manuseava o explosivo.
No caso sugerido pelo governo iraniano, o objetivo era fortalecer a retórica e a imagem do governo de Donald Trump. Atentados anteriores ao Trump também foram apontados como operações de bandeira falsa nas redes sociais com este mesmo objetivo.
A publicação mais recente do governo iraniano representa um caso de uma série de curtas feitos para desmoralizar Trump e a sua cadeia de comando. Anteriormente, vídeos que simulam LEGO foram publicados para caçoar com a imagem e o ego de Trump e de seu secretariado, como Pete Hegseth, retratado como um alcoólatra e imbecil.
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