Mercado de carbono, agro e investimentos verdes entram no radar de encontro no Centro-Oeste
30 agosto 2026 às 15h56

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Como financiar a transição para uma economia de baixo carbono e transformar iniciativas ambientais em oportunidades capazes de atrair investidores será o centro das discussões do Sustainable Finance Summit (SFS) 2026. O encontro será realizado no dia 3 de setembro, a partir das 8h, no Centro Cultural Oscar Niemeyer, e reunirá representantes do mercado financeiro, agronegócio, empresas de tecnologia e poder público.
Com o lema “O futuro não se financia sozinho”, o evento pretende discutir um dos principais desafios da agenda ambiental: de onde virão os recursos necessários para financiar mudanças na produção, infraestrutura, energia e gestão de recursos naturais.
Entre os assuntos previstos estão mercado de carbono, títulos verdes, fundos de investimento voltados à sustentabilidade, financiamento da transição no campo, créditos de biodiversidade e novas formas de transformar ativos ambientais em fontes de receita.
A proposta é aproximar quem precisa de recursos para realizar a transição de quem dispõe de capital para financiá-la, além de discutir os obstáculos regulatórios e econômicos que ainda dificultam esses investimentos.
“A transição verde deixou de ser uma pauta meramente ambiental para se tornar uma das maiores realocações de capital da nossa geração. O Centro-Oeste brasileiro é um cenário estratégico para liderar essa virada, conectando a força do setor produtivo às novas exigências do mercado financeiro global”, afirma a organização.
Agro e ativos ambientais entram na discussão
Uma das quatro frentes do encontro será dedicada ao chamado Agro 5.0, à bioeconomia e aos ativos de natureza. O debate incluirá alternativas para financiar mudanças na produção rural e ampliar o acesso de produtores a instrumentos do mercado financeiro.
Fiagros e Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) estarão entre os mecanismos analisados. A programação também prevê discussões sobre Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), créditos de biodiversidade e possibilidades de geração de receita a partir de propriedades que adotam práticas sustentáveis.
Outra frente será dedicada ao mercado de capitais e à regulação. Entre os temas estão títulos verdes, fundos temáticos, blended finance e normas nacionais e internacionais relacionadas à divulgação de informações ambientais e à classificação de investimentos sustentáveis.
Inteligência artificial e mercado de carbono
A tecnologia também estará presente nas discussões. O evento vai abordar o uso de inteligência artificial na elaboração e análise de relatórios ESG, além de rastreabilidade digital, seguros paramétricos, climate techs e investimentos de venture capital.
Na área de descarbonização, a programação inclui mercado de carbono, redução de emissões na cadeia produtiva, gestão de resíduos, economia circular e infraestrutura voltada à produção de baixo carbono no Cerrado.
Segundo a organização, um dos objetivos é aproximar gestoras de investimentos, consultorias, startups, fundos de impacto, pesquisadores, representantes do setor produtivo e agentes públicos para discutir projetos com potencial de receber financiamento.
Para acompanhar tecnicamente os debates, o SFS terá um Conselho Curador independente composto por representantes de diferentes setores. A proposta é estabelecer critérios técnicos para as discussões e reduzir o risco de iniciativas classificadas como sustentáveis apenas para fins de imagem, prática conhecida como greenwashing.
Plataforma continuará após evento
A edição de 2026 também terá uma plataforma digital que permanecerá ativa depois do encontro presencial. O ambiente reunirá dados, análises e conteúdos produzidos por integrantes do Conselho Curador e outros participantes.
O evento terá ainda transmissão ao vivo. A plenária presencial, no Centro Cultural Oscar Niemeyer, terá capacidade prevista para até 300 pessoas.
A programação técnica será dividida em quatro grandes eixos: Mercado de Capitais e Regulação; Inovação, Inteligência de Dados e Gestão de Riscos; Descarbonização, Indústria Circular e Infraestrutura; e Agro 5.0, Bioeconomia e Ativos de Natureza. ajustes até a data do evento.
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