Os remédios para controle da ansiedade, estresse ou outras atividades relacionadas à magistratura são realidade para 51% desta categoria de operadores do direito no Brasil. Esse dado foi apresentado pela pesquisa “Perfil da Magistratura Latino Americana” que também revelou que essa mesma porcentagem desses servidores públicos alegam precisar de atendimento psicanalítico ou psicológico para tratar de traumas oriundos do exercício do seu trabalho.

Essa pesquisa foi realizada em 17 países da América Latina e os seus resultados foram apresentados no início deste mês por membros do Conselho Nacional de Justiça em uma reunião da Corte Interamericana de Direitos Humanos (Corte IDH), realizada na Costa Rica. Entre os dados levantados estão também o perfil e a vida dos magistrados, saúde mental, uso de redes sociais, segurança dos magistrados, ações relacionadas à Justiça Penal, independência profissional, discriminação e diversidade na carreira.

A pesquisa foi feita por meio de questionários enviados a cerca de 30 mil magistrados e magistradas, entre 4 de abril e 1 de agosto de 2022, dos seguintes países: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, El Salvador, Equador, Honduras, México, Panamá, Paraguai, Peru, Porto Rico, República Dominicana e Uruguai. Foram recebidas mais de 1.500 respostas.

Realizada pelo Centro de Pesquisas Judiciais da Associação dos Magistrados Brasileiros (CPJ/AMB), o levantamento contou com o apoio do Instituto de Investigações Sociais, Políticas e Econômicas (IPESPE) e da Federação Latino-americana de Magistrados (FLAM).