Acusados de executar advogado Davi Sebba vão a júri 14 anos após o crime; relembre o caso
17 setembro 2026 às 12h42

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Quatorze anos após a morte do advogado Davi Sebba, o julgamento dos três militares acusados de executá-lo está marcado para os dias 1º e 2 de outubro. O crime ocorreu em julho de 2012, no estacionamento de um supermercado de Goiânia.
O júri, que começaria em 3 de setembro, foi adiado pelo juiz Antônio Fernandes de Oliveira para a readequação da pauta de julgamentos.
São réus o sargento da Polícia Militar Luiz Frederico de Oliveira, o ex-PM Jonathas Atenevir Jordão e o tenente da PM Edinailton Pereira de Souza.
Relembre o caso
Davi Sebba foi morto com um tiro no peito em 5 de julho de 2012, no estacionamento de um supermercado na Vila União, em Goiânia. A esposa estava internada para dar à luz, e o advogado havia ido comprar fraldas para o filho. Na época, Davi era investigado em uma operação por tráfico internacional de drogas; contudo, a família nega qualquer relação do advogado com ativiades ilícitas.
Durante a abordagem, os policiais estavam à paisana. Os militares alegaram que Davi teria reagido e abaixado uma das mãos para pegar uma arma. Entretanto, segundo informações do inquérito, a perícia apontou que o advogado estava com as duas mãos no volante quando foi atingido.
A investigação também apontou que uma arma com numeração raspada teria sido colocada no banco do passageiro e que a cena do crime sofreu alterações, incluindo o recolhimento de cápsulas disparadas pelos policiais.
Em 2017, Edinailton e Luiz Frederico foram absolvidos, enquanto Jonathas foi encaminhado a júri por homicídio simples. Após recursos da acusação, a Justiça reconheceu a qualificadora de dificuldade ou impossibilidade de defesa da vítima e, em 2023, determinou que os três fossem submetidos ao julgamento popular.
Ao longo da tramitação, as defesas apresentaram recursos ao Tribunal de Justiça de Goiás e aos tribunais superiores. Para a família, a demora prolonga a sensação de injustiça pela morte do advogado, que não chegou a conhecer o filho.
O Jornal Opção entrou em contato com as defesas dos militares mencionados e aguarda posicionamento.
Em nota, a OAB-GO afirmou acompanhar “atentamente o andamento do processo relacionado à morte do advogado”.
“Nota à imprensa
A Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás (OAB-GO) acompanha atentamente o andamento do processo relacionado à morte do advogado Davi Sebba e tomou conhecimento do adiamento do júri popular, agora previsto para os dias 1º e 2 de outubro. A Seccional espera que o processo tenha seu regular prosseguimento, com a devida apuração dos fatos e a efetiva aplicação da Justiça.
A OAB-GO repudia toda forma de violência, sobretudo quando praticada contra advogados e advogadas no exercício da profissão. A advocacia desempenha função essencial à administração da Justiça, e a preservação da integridade e da segurança de seus profissionais constitui condição necessária ao livre exercício da profissão.
OAB-GO”
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