A Prefeitura de Goiânia deve dar início, nesta terça-feira, 14, às obras de um novo trecho do BRT Norte-Sul, que fará a ligação entre os terminais Isidória e Cruzeiro do Sul. Com investimento superior a R$ 92 milhões, o projeto prevê a construção de 4,2 quilômetros de corredor exclusivo para o transporte coletivo e integra a expansão do sistema na capital. A informação foi confirmada com exclusividade pelo Jornal Opção.

A ordem de serviço foi emitida pela Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana (Seinfra) após a aprovação do projeto pela Caixa Econômica Federal, responsável pelo financiamento da obra, e pela validação do Ministério Público Federal (MPF). Os trabalhos serão executados pelo Consórcio ACA, com prazo contratual de 18 meses.

Além da implantação do corredor exclusivo para o BRT, o projeto inclui a implantação do novo trecho e a conclusão da Estação 5, localizada na 4ª Radial, na área externa do Terminal Isidória, iniciada anteriormente e ainda não finalizada, além de obras de drenagem, construção, reforma e ampliação das estações de embarque e desembarque, e intervenções viárias para adequação das canaletas por onde circularão os ônibus.

Uma das principais intervenções será a construção de uma trincheira na Avenida Tapajós, no cruzamento com a Avenida Rio Verde. De acordo com a Seinfra, a estrutura deve melhorar a fluidez do trânsito na região e aumentar a segurança de motoristas, passageiros e pedestres.

O anúncio ocorre no momento em que a Prefeitura se aproxima de concluir uma das obras de mobilidade mais demoradas da história de Goiânia. Iniciado em 2015, o BRT Norte-Sul deveria ter sido entregue em 2020, mas enfrentou uma série de paralisações, mudanças de contrato e entraves técnicos e jurídicos que fizeram o cronograma se arrastar por anos. Ao longo da execução, o projeto recebeu 17 aditivos contratuais, elevando o custo previsto de R$ 245 milhões para quase R$ 325 milhões.

O trecho central, considerado o mais complexo de toda a intervenção, concentrou os principais atrasos. As obras passaram por paralisação após apontamentos do Tribunal de Contas da União (TCU), mudanças na empresa responsável e, mais recentemente, dependeram de autorizações do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) para avançar na região da Praça Cívica. Agora, com cerca de 97% do corredor principal concluído e a inauguração do Terminal Urias Magalhães, a administração municipal aposta no início do novo trecho entre os terminais Isidória e Cruzeiro do Sul para dar sequência à expansão do sistema.

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