Quase mil goianos participaram de atos terroristas em Brasília neste domingo, 8, segundo informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF). A corporação identificou, pelo menos, 26 ônibus com 951 passageiros que se identificaram como bolsonaristas. Segundo o superintendente executivo da PRF, Thiago Queiroz, a fiscalização continua em todas barreiras de Goiás.

Apoiadores radicais do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) invadiram no final da tarde deste domingo, 8, a Esplanada dos Ministérios. Em atos terroristas, o grupo depredou os prédios da sede do Congresso Nacional, do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Palácio do Planalto.

Dos oito ônibus, seis estavam na lista divulgada pelo Supremo Tribunal Federal, dois não estavam na listagem. As apreensões aconteceram em Morrinhos, Hidrolândia, Jataí, Anápolis e Catalão.

Em Morrinhos, um grupo de 29 pessoas e dois motoristas foram levados para a Polícia Federal em Goiânia. O grupo foi ouvido e a PF fez “busca pessoal no ônibus, bagagens/pessoa, apreensão de celulares, bem como do veículo utilizado. Os envolvidos serão qualificados e as condutas individualizadas, permitindo as repercussões criminais cabíveis”. Os passageiros e motoristas foram liberados.

Decisão do STF

Uma decisão do ministro Alexandre de Moraes determinou a “apreensão e bloqueio de todos os ônibus identificados pela Polícia Federal, que trouxeram os terroristas para o Distrito Federal. Os proprietários deverão ser identificados e ouvidos em 48 (quarenta e oito) horas, apresentando a relação e identificação de todos os passageiros, dos contratantes do transporte, inclusive apresentando contratos escritos caso existam, meios de pagamento e quaisquer outras informações pertinentes”.
“Os ônibus que foram apreendido faziam parte da lista de veículos identificados pela Polícia Federal e que constavam nessa decisão do ministro”, disse o inspetor da PRF Tiago Queiroz.