Prédio abandonado há mais de 10 anos no Centro de Goiânia começa a virar moradia popular
19 junho 2026 às 12h37

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As obras de retrofit do prédio abandonado há mais de uma década na Avenida Goiás, no Centro de Goiânia, começam nesta sexta-feira, 19. O local será reformado por meio do programa Minha Casa, Minha Vida – Entidades (MCMV-Entidades), com financiamento da Caixa Econômica Federal. O investimento é estimado em R$ 10,9 milhões, com prazo de execução de 18 meses.
Ao todo, o prédio de 11 andares contará com 52 apartamentos de um e dois quartos, todos com acessibilidade para Pessoas com Deficiência (PcD). O projeto também prevê áreas de convivência social, com salão de festas, brinquedoteca e biblioteca. O edifício, antes chamado de Edifício Senador João Vila Boas, passou a se chamar Residencial Altino Alves Teixeira.
A reforma será realizada pelo MCMV-Entidades, após o controle do prédio ser repassado ao Movimento pela Reforma Urbana do Estado de Goiás (MRU-GO) em 2024. A presidente da entidade, Simone Teixeira, ressaltou, porém, as dificuldades enfrentadas para o início das obras desde 2023 com o início do processo.

“Sabemos que o percurso até aqui, para lançar e iniciar a obra, foi doloroso”, contou Teixeira, em entrevista ao Jornal Opção. “A burocracia foi extensa para superarmos, incluindo a documentação que sabemos ser necessária. Mas, para as famílias, a demora na análise, mesmo que fosse por uma semana ou até um ano, ainda representa uma espera muito grande para elas”, acrescentou.
Ao mesmo tempo, ela destacou a importância de atrair pessoas para a região central da capital e o impacto do projeto para as famílias beneficiadas. “Para quem está esperando sair do aluguel e ter a chance de morar aqui no Centro, a gente sabe que vai ser uma transformação de vida para essas famílias”, afirmou.
O diretor de Promoção Habitacional da Prefeitura de Goiânia, Murilo Faleiros Marinho, ressaltou que a administração municipal está aberta a participar de novas parcerias sobre o tema. “São 52 famílias que vão realizar o sonho da casa própria, que é um princípio fundamental da Constituição: a moradia digna”, ressaltou.
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