A Série B entra na 12ª rodada com os clubes goianos ainda sonhando com o acesso à Série A. Para avaliar as chances de cada equipe, o Jornal Opção analisou o desempenho de Atlético-GO, Goiás e Vila Nova nas rodadas 12 a 38 da edição passada e comparou esses números com a campanha atual. O Jornal Opção ouviu José Carlos Machado Lopes, comentarista do programa Capital Esporte, da TV Capital, e Charlie Pereira, comentarista esportivo da PUC TV.

Atualmente, o Vila Nova ocupa a vice-liderança da Série B, com 22 pontos. O Goiás aparece na sexta colocação, com 17 pontos, enquanto o Atlético-GO é o 14º colocado, com 13 pontos. Se o campeonato terminasse hoje, o Vila garantiria o acesso direto, o Goiás disputaria os playoffs e o Atlético permaneceria na Série B.

Em 2025, Atlético-GO, Goiás e Vila Nova somaram, respectivamente, 38, 37 e 34 pontos entre a 12ª e a 38ª rodada. Caso repitam esse desempenho em 2026, terminariam a competição com 51 pontos (Atlético), 54 pontos (Goiás) e 56 pontos (Vila Nova). Considerando que o sexto colocado da Série B de 2025 encerrou a competição com 61 pontos, nenhum dos três alcançaria sequer a zona de playoffs.

Por outro lado, se o Vila Nova mantiver o aproveitamento atual, poderá chegar aos 76 pontos, pontuação que o colocaria como forte candidato à liderança. Já o Goiás alcançaria 59 pontos, enquanto o Atlético-GO terminaria com 45, deixando ambos fora da zona de classificação.

José Carlos destaca a tradição de Goiás e Atlético-GO em conquistar acessos à Série A ao longo dos anos, mas afirma que, pelo momento atual, o Vila Nova é quem apresenta as melhores condições. Sobre a adoção do sistema de playoffs, ele avalia:

“Eu acho que, no formato antigo, o futebol goiano foi mais contemplado. A gente teve o acesso do Atlético em algumas edições, o Goiás em outras. Só o Vila que não subiu nesse formato. Então, talvez para o Vila Nova seja interessante. Eu acho que o formato antigo era o mais justo. Pontos corridos não têm erro.”

Charlie Pereira, por sua vez, considera o Goiás o clube goiano mais bem posicionado para buscar o acesso à Série A, apesar de ressaltar a boa campanha do Vila Nova sob o comando de Guto Ferreira. Segundo ele, o elenco esmeraldino é mais qualificado e necessita de menos ajustes na próxima janela de transferências, embora a situação financeira do clube possa exigir negociações para reforçar o caixa.

Ao analisar as necessidades dos elencos, José Carlos afirma que o Vila Nova precisa de um ou dois zagueiros, dois laterais e um atacante de lado. Na avaliação dele, essas contratações, somadas ao retorno de jogadores que estão no departamento médico, seriam suficientes para que o clube faça uma boa reta final de campeonato.

Charlie também vê a necessidade de reforços no Tigrão. Para ele, o clube precisa contratar um zagueiro, um meio-campista capaz de disputar posição com Marquinhos Gabriel e um atacante de lado. Segundo o comentarista, a equipe não pode depender exclusivamente do camisa 10, que alterna bons e maus momentos ao longo da temporada.

Em relação ao Goiás, Charlie considera fundamental a chegada de um zagueiro para atuar ao lado de Lucas Ribeiro e de mais um atacante de lado para ampliar as opções ofensivas da equipe.

José Carlos entende que o Goiás demanda ainda mais reforços. Na visão dele, o clube precisa contratar um zagueiro, um lateral-esquerdo para disputar posição com Nicolas, um volante, dois atacantes de lado e um centroavante. O comentarista argumenta que os atuais reservas não oferecem uma alternativa à altura para Anselmo Ramon, que, aos 35 anos, dificilmente conseguirá suportar toda a carga de jogos até o fim da temporada.

Para o Atlético-GO, José aponta a necessidade de um lateral-direito, um meia de criação e dois atacantes de lado. Segundo ele, o sistema defensivo já conta com boas opções, e essas contratações seriam suficientes para recolocar o clube na briga pelo acesso.

Charlie, no entanto, considera o Dragão a equipe com mais carências entre os goianos. Ele defende a contratação de um zagueiro, reforços para as duas laterais, um meia de criação, um centroavante para disputar posição com Gustavo Coutinho e mais um atacante de lado. Na avaliação do comentarista, o Atlético-GO ainda não conseguiu consolidar uma reação na competição e carece de maior competitividade em diversos setores do elenco.

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