Republicanos nega acordo com Flávio Bolsonaro e reforça tendência de neutralidade em 2026
12 julho 2026 às 17h24

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O Republicanos negou neste domingo, 12, que tenha fechado um acordo para apoiar a pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República nas eleições de 2026. Em nota oficial, a legenda também desmentiu rumores de que estaria negociando uma futura indicação de seu presidente nacional, o deputado Marcos Pereira (SP), ao Supremo Tribunal Federal (STF) como parte de uma articulação política.
A manifestação foi divulgada após notícias de bastidores apontarem que o partido teria avançado nas conversas com o PL para integrar a chapa presidencial de Flávio. O Republicanos afirmou, porém, que não existe qualquer compromisso firmado e que a definição sobre a disputa nacional ficará para a Convenção Nacional da sigla, em Brasília, após consultas às bancadas e às executivas estaduais.
No comunicado, Marcos Pereira também afirmou que não conversa com Flávio Bolsonaro há mais de um mês e reforçou que não houve negociação envolvendo uma eventual vaga no STF.
Nos bastidores, a resistência ao apoio ao senador ganhou força depois que dirigentes do Republicanos tiveram acesso a uma pesquisa encomendada pelo próprio partido. Segundo a coluna da jornalista Andreza Matais, o levantamento apontou um desgaste na imagem de Flávio Bolsonaro, agravado por episódios recentes e por divergências com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
O estudo também indicou que, em um eventual confronto presidencial realizado hoje, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apareceria à frente do senador. A avaliação levou parte da cúpula da legenda a defender que a melhor estratégia seja manter o partido fora da disputa presidencial, preservando a liberdade para construir alianças regionais.
Outro fator que pesou na decisão foi o desconforto interno com a possibilidade de a ex-presidente da Caixa Econômica Federal Daniella Marques, filiada ao Republicanos, ser indicada como candidata a vice na chapa encabeçada por Flávio Bolsonaro. A hipótese circulava nos bastidores das negociações entre PL e Republicanos, mas nunca chegou a ser oficializada.
Embora a direção nacional descarte apoiar uma eventual candidatura à reeleição de Lula, a tendência que prevalece hoje dentro do Republicanos é a neutralidade na corrida ao Palácio do Planalto. Integrantes da legenda avaliam que uma posição sem alinhamento nacional pode facilitar acordos estaduais, permitindo que os diretórios tenham maior flexibilidade para compor alianças conforme a realidade política de cada estado.
O posicionamento do Republicanos representa mais um obstáculo para a estratégia de Flávio Bolsonaro de ampliar sua base entre os partidos do Centrão. Nas últimas semanas, outras legendas do bloco também demonstraram resistência a uma aliança nacional com o senador, o que tem dificultado a formação de uma coalizão para a disputa presidencial de 2026.
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