Assim como no primeiro turno, o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conquistou votos expressivos em todos os estados do Nordeste do país. Nas redes sociais, o nome da região chegou a ficar entre o assunto mais citado durante a apuração dos votos do segundo turno. O Sudeste, porém, também cumpriu papel fundamental na decisão. Nesse caso porém, não pela maioria conquistada por Lula, mas sim pelo forte abandono ao presidente Jair Bolsonaro (PL).

Em 2018, Bolsonaro conquistou 65,5% dos votos válidos na soma dos três maiores colégios eleitorais do país: São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Agora, registrou 54,1%, equivalente a 5,4 milhões de votos válidos, que poderia garantir a reeleição. Apesar de Lula ter vencido somente em Minas (com apertados 50,20%), os números foram muito mais expressivos em toda a região.

Somando os estados, Lula conquistou 7,8 milhões de votos a mais do que Fernando Haddad garantiu na disputa presidencial anterior. A movimentação do Nordeste foi essencial para o alto volume de votos para Lula, mas a verdadeira movimentação que definiu foi o cenário, por fim, foi o recuo massivo nas regiões do Sudeste.

No Nordeste, inclusive, Bolsonaro conquistou mais votos do que em 2018, subindo de 30,3% para 30,7% dos votos válidos na região. Chegou a ampliar a votação em seis dos nove estados, mas garantiu apenas 130 mil votos válidos a mais, em contraste com a onda de mudança que Lula conseguiu provocar no Sudeste.