Greve da Educação em Goiânia começa nesta terça-feira e SINTEGO afirma que movimento seguirá dentro da legalidade
11 maio 2026 às 12h53

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A greve dos trabalhadores da Rede Municipal de Educação de Goiânia começa oficialmente nesta terça-feira, 12, e seguirá por tempo indeterminado. A decisão foi aprovada pela maioria da categoria durante Assembleia Geral realizada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego) no último dia 7 de maio.
O início do movimento ocorre após decisão liminar do Tribunal de Justiça de Goiás que determinou a manutenção de pelo menos 70% dos servidores em atividade durante a paralisação. A Justiça também proibiu ações que impeçam o funcionamento das escolas e estabeleceu multa diária de R$ 5 mil em caso de descumprimento da medida.
Na manhã desta segunda-feira, 11, o sindicato reforçou que a greve será conduzida dentro dos parâmetros legais previstos pela Lei nº 7.783/1989, conhecida como Lei de Greve. Segundo o SINTEGO, a legislação assegura o direito constitucional de paralisação quando as negociações entre trabalhadores e poder público não avançam.
Em nota, a entidade afirmou que sempre garantiu o percentual mínimo de atendimento exigido durante movimentos grevistas anteriores e que fará o mesmo desta vez.
“Tem muita gente perguntando sobre a liminar, mas ela diz que a greve é legal e que nós precisaremos garantir um percentual de atendimento que sempre garantimos. Em todas as greves nós garantimos a legalidade”, declarou Ludmylla Morais.
A decisão judicial foi assinada pelo desembargador Maurício Porfírio Rosa após ação movida pela Prefeitura de Goiânia. O município solicitou a suspensão imediata da greve e alegou risco de prejuízos à coletividade, especialmente aos estudantes da rede pública municipal.
Ao analisar o caso, o magistrado reconheceu que o direito de greve dos servidores públicos é garantido pela Constituição Federal, mas destacou que a paralisação não pode comprometer serviços considerados essenciais. Por isso, além do percentual mínimo de funcionamento, a decisão determinou prioridade para unidades de educação infantil e para a manutenção da alimentação escolar.
O sindicato também deverá apresentar, em até 24 horas, um plano de continuidade das atividades educacionais durante o período de paralisação.
Outro ponto considerado pelo desembargador foi o fato de que as negociações entre as partes ainda não foram encerradas. Isso porque o próprio sindicato solicitou audiência urgente com a prefeitura, indicando a continuidade do diálogo. Diante disso, a Justiça entendeu que suspender integralmente a greve seria uma medida extrema.
Ainda nesta segunda-feira, o prefeito em exercício de Goiânia, Anselmo Pereira, deve se reunir com representantes do SINTEGO e com o secretário municipal da Fazenda, Oldair Marinho, em uma tentativa de evitar o avanço da paralisação.
Leia também: Justiça impõe efetivo mínimo de 70% durante paralisação de servidores da Educação de Goiânia


