A abertura de empresas com maior capacidade de investimento segue em ritmo acelerado em Goiás. Entre janeiro e maio deste ano, 1.001 novos negócios foram registrados no estado com capital social superior a R$ 500 mil, segundo dados da Junta Comercial do Estado de Goiás (Juceg).

Juntas, essas empresas declararam quase R$ 3,5 bilhões em investimentos iniciais. O montante representa mais de 74% de todo o capital aplicado na abertura de empresas fora da categoria de Microempreendedor Individual (MEI) durante o período.

Os números mostram que a maior parte dos recursos investidos na criação de novos negócios em Goiás está concentrada em empreendimentos de médio e grande porte. Considerando empresas de todos os tamanhos, o volume de capital movimentado com novos registros em 2026 já se aproxima de R$ 9 bilhões.

Para o presidente da Juceg, Euclides Siqueira, o resultado indica que o estado continua atraindo investimentos mesmo em um cenário econômico de desafios nacionais.

“Chegar a esse resultado ainda nos cinco primeiros meses do ano demonstra a confiança do setor produtivo no potencial econômico de Goiás. É um indicativo de que o estado segue criando oportunidades e mantendo um ambiente favorável aos negócios”, afirma.

O movimento ocorre em um cenário de expansão do número de empresas ativas no estado. Somente em maio, foram registrados 16.457 novos empreendimentos. Desse total, 12.718 correspondem a microempreendedores individuais.

Com as novas inscrições, Goiás ultrapassou a marca de 1,32 milhão de empresas em funcionamento.

Goiânia concentra quase um terço dos negócios

A capital continua sendo o principal polo empresarial do estado. Dados da Juceg mostram que Goiânia reúne 30,8% de todas as empresas ativas em Goiás.

Na sequência aparecem Aparecida de Goiânia, Anápolis, Rio Verde e Valparaíso de Goiás, municípios que concentram parte significativa da atividade econômica estadual.

Quando o recorte considera apenas os microempreendedores individuais, Senador Canedo aparece entre os destaques, com 396 novos registros em maio. Já entre empresas fora do regime MEI, Valparaíso registrou 75 aberturas, contra 61 de Senador Canedo.

Serviços lideram abertura de empresas

O setor de serviços continua puxando a criação de novos negócios no estado.

Entre as atividades com maior número de registros em maio estão serviços de escritório e apoio administrativo, promoção de vendas, consultorias empresariais, preparação de documentos e treinamentos voltados ao desenvolvimento profissional e gerencial.

Abrir empresa em Goiás leva menos de um dia

Além do crescimento no número de registros, Goiás também aparece entre os estados mais rápidos do país para formalização de empresas.

Dados da Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios (Redesim) indicam que o tempo médio para abertura de um negócio no estado é de 22 horas.

No Brasil, a média é de um dia e dez horas, o que coloca Goiás entre os estados com menor prazo para conclusão do processo de registro empresarial.

Essa versão fica mais próxima de uma reportagem econômica, com foco nos dados e menos na narrativa institucional da Juceg.

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