Goiás registrou 244.254 empresas inadimplentes em abril de 2026, que juntas acumulam aproximadamente R$ 4,13 bilhões em dívidas, segundo levantamento da Serasa. O número coloca o estado em sintonia com uma tendência nacional de aumento da inadimplência empresarial, que atingiu recorde histórico no mesmo período.

Em todo o país, mais de 9 milhões de empresas estavam em situação de inadimplência em abril de 2026, um crescimento de 1,5 milhão de CNPJs em relação ao mesmo mês do ano anterior. O total supera com folga o recorde anterior, de 7,5 milhões de empresas endividadas.

Apesar do cenário desafiador, Goiás apresentou indicadores mais equilibrados do que a média nacional. A dívida média por CNPJ no estado foi de R$ 16.900,55 em abril de 2026, valor inferior aos R$ 22.478,23 registrados em janeiro de 2024. Já o valor médio de cada débito permaneceu relativamente estável ao longo do período analisado, variando entre R$ 2.800 e R$ 3.200.

O número de empresas inadimplentes em Goiás chegou ao pico de 284.141 em dezembro de 2025. Desde então, houve uma redução e posterior estabilização dos registros, com 237.317 empresas em janeiro de 2026 e 244.254 em abril deste ano.

No cenário nacional, as micro e pequenas empresas concentram a maior parte dos débitos. Em abril de 2026, eram 8,52 milhões de negócios desse porte inadimplentes, somando R$ 191,8 bilhões em dívidas. As médias empresas totalizavam 34 mil CNPJs negativados, com débitos de R$ 7,4 bilhões, enquanto as grandes empresas somavam 25 mil registros, acumulando R$ 9 bilhões em obrigações atrasadas.

Ao todo, o país contabilizou 63,7 milhões de débitos em atraso, que somam R$ 220,9 bilhões. O setor de Serviços concentra a maior parcela das empresas inadimplentes, representando 55,6% do total, seguido pelo Comércio (32,4%) e pela Indústria (8,1%).

Os atrasos mais frequentes são classificados como dívidas não financeiras, categoria que responde por 76,2% dos registros e engloba obrigações junto a prestadores de serviços, utilities e varejo. Já os débitos com bancos, cartões de crédito e instituições financeiras representam 23,8% do total.

Leia também: Moradores de Anápolis poderão obter até 50% de desconto na conta de água; veja quem tem direito