Goiás deve registrar segunda maior colheita de milho do estado e ampliar produção de etanol
01 junho 2026 às 18h30

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Após registrar recorde na safra 2024/25, Goiás deve continuar entre os maiores produtores de milho do país no ciclo 2025/26. Levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta uma colheita de 11,88 milhões de toneladas, volume que pode representar a segunda maior produção já registrada no estado.
A estimativa considera uma área cultivada de 1,89 milhão de hectares e produtividade média de 6,2 toneladas por hectare. Embora o resultado previsto seja inferior ao recorde de 14,26 milhões de toneladas alcançado na safra anterior, ele supera as 11,33 milhões de toneladas produzidas em 2023/24.
De acordo com a Conab, Goiás ocupa a terceira posição nacional na produção de milho e a quarta em área plantada. O desempenho é atribuído ao uso de tecnologias, ao planejamento das lavouras e à adoção de boas práticas de manejo pelos produtores rurais.
O secretário estadual de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Ademar Leal, destaca que a manutenção de um elevado volume de produção demonstra a força do setor agropecuário goiano e a importância estratégica do milho para a economia estadual.
Além da produção de grãos, a expansão da indústria de etanol de milho tem fortalecido a cadeia produtiva no estado. A estimativa é que a produção do biocombustível alcance 782,5 milhões de litros na safra 2025/26, mais de quatro vezes acima dos 190,8 milhões de litros registrados em 2018/19. O processamento do cereal também gera coprodutos destinados à alimentação animal, utilizados nas cadeias da avicultura, suinocultura e pecuária.
O crescimento da agroindústria também se reflete nas exportações. Entre janeiro e abril de 2026, Goiás exportou US$ 15,1 milhões em derivados de milho, alta de 81,2% em comparação com o mesmo período do ano anterior. O volume embarcado avançou 71,5%, alcançando 14,9 mil toneladas.
Entre os principais produtos enviados ao exterior estão amido, farinha e óleo de milho, além de outros derivados utilizados pelas indústrias alimentícia, química e de nutrição animal. Segundo a Secretaria de Agricultura, a ampliação das exportações de produtos industrializados contribui para agregar valor à produção, gerar empregos e ampliar a presença de Goiás no mercado internacional.
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