Veja qual é o salário médio dos trabalhadores em Goiás, segundo o IBGE
26 junho 2026 às 15h17

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Goiás vem consolidando sua força econômica no coração do país, mas quando o assunto é o bolso do trabalhador, o estado se depara com um cenário desafiador e contrastante dentro da sua própria região. De acordo com o relatório de Estatísticas do Cadastro Central de Empresas (CEMPRE), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Centro-Oeste abriga os dois extremos da remuneração nacional.
Enquanto o Distrito Federal lidera o topo do ranking de todo o Brasil com o maior salário médio do país, alcançando a marca de R$ 6.845,13, Goiás fica bem atrás, na 17º posição, onde a média salarial brasileira está fixada em R$ 3.932,45.
O levantamento do IBGE aponta que logo atrás da liderança isolada do Distrito Federal aparecem o Rio de Janeiro, com R$ 4.501,35 e São Paulo (R$ 4.423,04). Para Goiás, o desafio de subir nessas posições passa diretamente pelo perfil das vagas geradas no estado. O comércio, setor de serviços e a agropecuária movimentam fortemente a economia goiana, mas esbarram em uma realidade nacional incômoda: dos dez setores que mais empregam no Brasil, seis pagam salários abaixo da média do país.
O comércio em geral, que é o maior empregador nacional com quase 10 milhões de trabalhadores assalariados, mantém uma média de remuneração de apenas R$ 2.797,83 por mês. No outro extremo do mercado de trabalho, as áreas que pagam os melhores salários costumam reter pouquíssima mão de obra, como o setor de organismos internacionais (com média de R$ 9.678,61) e o segmento de eletricidade e gás (R$ 8.539,07), que somados não chegam a concentrar 1% dos trabalhadores do país.
Ranking dos estados por salário médio mensal (IBGE)
- Distrito Federal – R$ 6.845,13
- Rio de Janeiro – R$ 4.501,35
- São Paulo – R$ 4.423,04
- Rio Grande do Sul – R$ 3.841,48
- Mato Grosso do Sul – R$ 3.798,16
- Santa Catarina – R$ 3.777,55
- Paraná – R$ 3.731,30
- Mato Grosso – R$ 3.701,29
- Amazonas – R$ 3.627,07
- Rondônia – R$ 3.615,18
- Roraima – R$ 3.565,09
- Acre – R$ 3.464,80
- Tocantins – R$ 3.397,52
- Amapá – R$ 3.390,20
- Minas Gerais – R$ 3.387,03
- Espírito Santo – R$ 3.380,06
- Goiás – R$ 3.318,35
- Pará – R$ 3.297,83
- Sergipe – R$ 3.167,43
- Bahia – R$ 3.155,30
- Rio Grande do Norte – R$ 3.131,49
- Maranhão – R$ 2.999,87
- Pernambuco – R$ 2.992,65
- Piauí – R$ 2.987,94
- Paraíba – R$ 2.969,49
- Ceará – R$ 2.924,00
- Alagoas – R$ 2.720,88
Média nacional (Brasil): R$ 3.932,45
Escolaridade e gênero ditam o ritmo da remuneração
Além do recorte geográfico, os dados do IBGE revelam que os maiores impulsionadores de renda continuam sendo a educação formal e a persistente desigualdade de gênero. No Brasil atual, um trabalhador com diploma de ensino superior recebe, em média, R$ 7.776,59, um salto expressivo de quase R$5 mil a mais do que aqueles que concluíram apenas o ensino médio, cuja média cai para R$ 2.742,41. Em termos práticos, ter uma graduação significa ganhar quase três vezes mais, um indicativo claro de que o fortalecimento das universidades e polos tecnológicos em Goiás é o caminho mais curto para puxar a média salarial do estado para cima.
A pesquisa também expõe que o gênero ainda pesa significativamente na hora do pagamento. No cenário geral, os homens continuam recebendo cerca de 16,6% a mais do que as mulheres. Enquanto a remuneração média deles ficou em R$ 4.206,00, a delas não passou de R$ 3.608,04, evidenciando que a busca por equidade profissional continua sendo uma pauta urgente, tanto nos grandes centros urbanos quanto no interior do país.
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