O custo da cesta básica em Anápolis voltou a acelerar em maio e atingiu o maior patamar de 2026. Levantamento divulgado pelo Procon mostra que o conjunto de alimentos essenciais passou de R$ 623,35 em janeiro para R$ 680,84 em maio, uma alta acumulada de 9,22% em apenas cinco meses. O percentual supera em mais de três vezes a inflação oficial do país no mesmo período, que foi de 3,02%, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). 

A pesquisa revela que o avanço dos preços não ocorreu de forma linear. Depois de registrar sucessivos aumentos entre janeiro e março, quando a cesta passou de R$ 623,35 para R$ 657,24, houve um recuo em abril, para R$ 631,21. No entanto, o alívio foi temporário. Em maio, os preços voltaram a subir com força, elevando o custo médio para R$ 680,84, o maior valor registrado pelo levantamento neste ano. 

O monitoramento acompanha os produtos definidos pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e serve como um indicador do custo mínimo da alimentação das famílias. Na prática, significa que o consumidor precisou desembolsar R$ 57,49 a mais para comprar os mesmos itens básicos em comparação com o início do ano. 

Batata quase dobra de preço

A batata inglesa foi a principal responsável por pressionar o orçamento dos consumidores. O preço médio do quilo passou de R$ 5,16 para R$ 9,15, um aumento de 77,3% entre janeiro e maio.

Outro alimento que pesou no bolso foi o feijão carioquinha, que ficou 66,7% mais caro no período. O tomate registrou alta de 35,1%, enquanto o leite integral acumulou aumento de 32,5%. Todos são produtos presentes no dia a dia das famílias e que tiveram reajustes bem acima da inflação. 

O levantamento indica que a elevação dos preços está concentrada justamente em itens de maior consumo, tornando mais difícil para as famílias compensarem os aumentos substituindo produtos por opções mais baratas.

Pesquisa de preços pode reduzir impacto

Diante do avanço da cesta básica, o Procon Anápolis orienta os consumidores a pesquisarem preços antes de realizar as compras, já que há diferenças significativas entre supermercados e estabelecimentos da cidade. Comparar marcas, aproveitar promoções e evitar compras por impulso são estratégias que podem amenizar o impacto da alta no orçamento doméstico.

Consumidores que identificarem irregularidades ou suspeitarem de práticas abusivas podem registrar denúncias pelos telefones (62) 2604-0200 ou (62) 98551-6888, canal de WhatsApp do órgão. 

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