O governador Daniel Vilela sancionou a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2027 estabelecendo as prioridades que irão nortear a aplicação dos recursos públicos no próximo ano. Entre os principais pontos da legislação está a previsão de recursos para custear o déficit do transporte coletivo na Região Metropolitana de Goiânia, a manutenção da reserva orçamentária destinada às emendas parlamentares e a definição de áreas estratégicas que deverão concentrar investimentos, como saúde, educação, segurança pública, infraestrutura, desenvolvimento econômico e programas sociais.

A lei foi publicada em suplemento do Diário Oficial do Estado e serve como base para a elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA), que detalhará quanto cada órgão, programa e ação receberá em 2027. Embora não autorize despesas diretamente, a LDO estabelece as diretrizes que deverão ser observadas pelo governo na montagem do orçamento e fixa regras para o controle dos gastos públicos e o equilíbrio das contas estaduais.

Transporte coletivo

Um dos destaques da nova LDO é a determinação de que o orçamento estadual reserve recursos para garantir o subsídio ao transporte coletivo, mecanismo criado para reduzir o impacto da tarifa paga pelos usuários da Região Metropolitana de Goiânia. A medida assegura a continuidade da política de financiamento do sistema prevista na legislação estadual.

Emendas parlamentares

A legislação também mantém a previsão de recursos para atender às emendas parlamentares. Para isso, parte da Reserva de Contingência do Estado continuará destinada à execução das indicações apresentadas pelos deputados estaduais, preservando espaço no orçamento para investimentos sugeridos pelo Legislativo.

Prioridades do governo

Além das reservas orçamentárias, a LDO estabelece seis eixos prioritários para 2027:

  • melhoria da educação pública;
  • ampliação da oferta de serviços de saúde;
  • fortalecimento da segurança pública;
  • continuidade dos programas sociais;
  • investimentos em infraestrutura e mobilidade;
  • desenvolvimento econômico, inovação e modernização da gestão pública.

O texto também reafirma a política de responsabilidade fiscal adotada pelo Estado. A elaboração do orçamento deverá respeitar as metas fiscais, os limites do novo regime fiscal estadual e as regras relacionadas ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), buscando conciliar investimentos públicos com o equilíbrio das contas estaduais.