Entre piraras e piraíbas: documentário destaca mulheres em campeonatos de pesca esportiva no Vale do Araguaia
14 maio 2026 às 19h14

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O documentário “Mulheres da Pesca no Araguaia” estreia neste domingo, 17, às 10h, no Cinex Oscar Niemeyer. O curta retrata o protagonismo feminino na pesca esportiva praticada na bacia do Rio Araguaia e reúne histórias de pescadoras, comerciantes, lideranças locais e famílias que transformaram a atividade em espaço de representatividade, tradição e geração de renda.
Dirigido por Thais Oliveira, da Universidade Estadual de Goiás, e Mariana Telles, da Universidade Federal de Goiás, o filme também aborda a vivência de mulheres indígenas Iny Karajá e a relação histórica delas com o rio e a pesca.
Em entrevista ao Jornal Opção, Thais Oliveira contou que a equipe fez questão de realizar a estreia no domingo para ampliar o público. Antes da exibição, haverá um café de recepção para o público presente. “A gente vai oferecer um café ali antes da estreia do filme, para conversar um pouco com todo mundo que vai estar ali”, afirmou.
Segundo a diretora, a ideia do documentário surgiu após a produção do filme “Expedição Araguaia”, realizado no ano passado. Durante as gravações, a equipe percebeu o protagonismo feminino na região, especialmente entre as mulheres indígenas. “Algo que nos chamou muita atenção foi ver a primeira cacica ali em Aruanã, na aldeia Buridina”, contou.

Thais destacou que, historicamente, a presença feminina na pesca era associada ao apoio nos acampamentos, à preparação das refeições e aos cuidados gerais durante as expedições. Hoje, segundo ela, essa realidade mudou. “As mulheres hoje estão dominando os campeonatos, não só femininos, mas também participam do Circuito Gigantes do Araguaia”, disse.
A diretora afirmou ainda que existia um preconceito relacionado à capacidade física das mulheres para capturar peixes de grande porte, como piraras e piraíbas. “Hoje isso mudou. A mulher está mostrando o seu diferencial. O que faltava também era oportunidade e organização, porque as mulheres também gostam de pescar”, afirmou.
Durante as gravações, a equipe acompanhou campeonatos de pesca em Aruanã e registrou depoimentos sobre a relação das mulheres com o rio e a preservação ambiental. Para Thais, a participação feminina na pesca esportiva também reforça a necessidade de conservação do Araguaia.
“Pode esperar imagens belíssimas do rio. Uma relação das mulheres com a preservação do Rio Araguaia para que a gente possa ter o rio por mais 30, 40, 50 anos, para nossos filhos, netos e bisnetos aproveitarem toda essa biodiversidade”, concluiu.
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