Imprensa
“No Coração do Mar” é excelente. Herman Melville por certo ficaria mesmerizado com as cenas marítimas. O diretor Ron Howard baseou seu filme no estupendo livro “No Coração do Mar — A História Real Que Inspirou o Moby Dick de Melville” (Companhia das Letras, 371 páginas, tradução de Rubens Figueiredo), de Nathaniel Philbrick. O filme toma certas licenças poéticas — Owen Coffin não se matou; foi morto e devorado pelos marinheiros —, mas nada que comprometa a história. “No Coração do Mar” supera, de longe, o filme “Moby Dick”, de John Huston, com Gregory Peck como o capitão Ahab. Ao ótimo Gregory Peck falta a chama que o personagem explosivo e, ao mesmo tempo, soturno exige. O Brasil tem três traduções competentes de “Moby Dick”. A primeira é de Berenice Xavier. A segunda é de Péricles Eugênio da Silva Ramos (a que capta de maneira mais adequada a poesia da prosa de Herman Melville). A terceira (e mais recente) é de Alexandre Barbosa de Souza e Irene Hirsch (a edição da Cosac Naify é de qualidade). Veja o trailer: https://www.youtube.com/watch?v=K-H35Mpj4uk
A redação comenta que ao todo foram demitidos 40 funcionários, 23 deles na redação
Pesquisa do francês Pascal Cotte é endossada por historiador da arte Andrew Graham-Dixon mas contestada por Martin Kemp, professor de Oxford
Jornal contrapõe que vai pagar o 13º até 20 de dezembro mas não há previsão para regularização dos salários
“Posso dizer que minhas opiniões ficam mais consistentes depois da leitura do Jornal Opção e, por isso, posso conversar e debater com meus clientes”
O empresário Ruimar Ferreira, conhecido como “príncipe dos cabeleireiros de Goiás”, corta o cabelo dos principais políticos do Estado — tanto da ativa quanto dos aposentados. Por três motivos. Primeiro, seu salão, o New Star, é agradável, tem uma ótima biblioteca — o que atraiu, há pouco tempo, Evanildo Bechara, um dos mais importantes gramáticos brasileiros. Segundo, conta com alguns dos melhores cabeleireiros do país (ressalte-se que Ruimar prefere falar em “barbeiros”). Terceiro, o local é point de políticos, empresários, advogados, médicos, escritores, juízes e desembargadores, engenheiros e jornalistas. Políticos, por sinal, garantem que cortar o cabelo no New Star, sobretudo se passar pelas mãos mágicas (e quase santas) de Ruimar Ferreira, é quase um passaporte para ser deputado estadual e federal, vereador, prefeito, senador e governador.
Na sala de espera do salão há revistas e livros. Ruimar Ferreira diz que não pode faltar, toda semana, um exemplar do Jornal Opção. “Se faltar, os políticos reclamam, mas quem mais reclama sou eu mesmo, pois aprecio ler as análises políticas do jornal. Posso dizer que minhas opiniões ficam mais consistentes depois da leitura do Jornal Opção e, por isso, posso conversar e debater com meus clientes.” No seu Facebook, usando uma fotografia como ilustração, Ruimar Ferreira postou: “Parabéns ao Jornal Opção pelos seus 40 anos”. Um jornal se faz com grandes jornalistas e grandes leitores, como Ruimar Ferreira.
Escreveu “Chico Melancolia”, premiado pela Bolsa de Publicações Hugo de Carvalho Ramos, e biografias de Moisés Santana e Americano do Brasil
Escritor Renato Dias receberá premiação na próxima quinta-feira em Porto Alegre (RS). Pelo quarto ano consecutivo, repórter é contemplado no prestigiado concurso nacional da OAB-RS
O dirigente vai manter o que está dando certo na Rádio 730 e pretende criar um canal de tevê sobre educação
Poderosos chefões da jogatina apoiaram a repressão da ditadura civil-militar e criaram um exército com integrantes das Forças Armadas e da polícia. O capitão do Exército Ailton Guimarães Jorge ampliou os negócios da máfia patropi. Os coronéis Paulo Malhães e Freddie Perdigão foram generais dos capos
A memória da Imprensa é curta. Traficantes deram toque de recolher no bairro Real Conquista, em Goiânia, e os comerciantes — assim como uma escola — fecharam as portas de suas lojas. A polícia apareceu, prendeu suspeitos e sugeriu que o comércio poderia reabrir. Ninguém descumpriu a ordem dos criminosos. Esperava-se que os jornais enviassem repórteres para verificar se tudo voltou à normalidade nos dias seguintes. Mas os jornais esqueceram o bairro e certamente vão esperar outro dia de fúria dos traficantes. Se querem entender como vive uma comunidade, sobretudo as razões de terem acatado de imediato as ordens dos traficantes, os repórteres precisam frequentar o setor, conversar com as pessoas de maneira informal, e sem excesso de pressa. A pressa excessiva, porque o texto tem de sair no mesmo dia ou no dia seguinte, às vezes impede que se tenha uma compreensão detida dos fatos. O repórter não raro leva um recorte da realidade, frequentemente muito pequeno e estreito, e publica-o como se fosse toda a realidade. Resulta que, se a reportagem provoca sensação e gera debates nas redes sociais — por exemplo, sobre a ausência do poder público no dia a dia da comunidade —, dificilmente consegue compreender os fatos com certa precisão. A riqueza da vida de um bairro só pode ser apreendida se o repórter tem vívido interesse por aquilo que vai narrar em seu texto. Matérias feitas unicamente para que se cumpra a pauta passada pelo editor geralmente são pobres e redutoras.
Há dois livros seminais para que o leitor entenda os motivos pelos quais o presidente Fernando Collor sofreu impeachment, em 1992. O sociólogo Brasilio Sallum Jr. lançou “O Impeachment de Fernando Collor — Sociologia de uma Crise” (Editora 34, 424 páginas). A obra sugere que o personalismo do político contribuiu, de maneira decisiva, para sua queda.
A presidente Dilma Rousseff, neste sentido, é parecida com o senador do PTB, porém é menos vaidosa e é blindada pelo PT e, em parte, pelo PMDB. O político de Alagoas tinha o apoio do PRN, um partido sem nenhuma expressão no Congresso. O cientista político Carlos Melo publicou “Collor: O Ator e Suas Circunstâncias” (Novo Conceito, 256). As obras ajudam a entender a ação contra a petista-chefe.
Depois de uma poderosa onda de demissões, “O Popular” voltou a fazer contratações. O jornal está contratando profissionais jovens e mais focados em internet do que em jornalismo impresso. Na semana passada, ao menos uma repórter foi contratada e deve começar a trabalhar nos próximos dias. Outros contratados devem começar brevemente. As “contratações” de estagiários desagradaram os leitores do jornal. O “Pop”, como os demais jornais, vão observar a produção e a produtividade — quantidade e qualidade — de seus profissionais.
O jornalista João Caminoto assume na segunda-feira, 21, o cargo de diretor de Jornalismo do Grupo Estado. Ele substitui Ricardo Gandour, que, de licença, vai passar uma temporada como pesquisador de Columbia, em Nova York, uma das prestigiosas universidades do mundo. João Caminoto, que vai dirigir o “Estadão” impresso e digital, Broadcast/Agência Estado e rádios Estadão e Eldorado, teria sido indicação do próprio Ricardo Gandour.
Deixaram o jornal Mel Castro, Patrícia Neves e Raiane Felix


